Pesquisa da FAMERP busca fonte de contaminação de doença causada por fungo presente nas fezes de pombos

Pesquisadores investigam as residências dos pacientes portadores da criptococose

Coordenado pela pesquisadora Profa. Dra. Margarete T. Gottardo de Almeida, da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, o estudo epidemiológico de investigação de fontes de contaminação do Cryptococcus sp, se encontra na segunda fase de realização.

Na primeira etapa, foram mapeadas áreas geográficas de grande infestação das aves, de onde se concluiu extensa contaminação com Cryptococcus sp. Das 40 áreas pesquisadas, apenas a coleta realizada na Praça Rui Barbosa teve resultado negativo. Considerando-se estes resultados e a incidência da doença criptococose em pacientes de Rio Preto, o estudo deu sequência buscando agora caracterizar a fonte de aquisição do fungo. Assim, as 35 residências de pacientes acometidos com a meningite são os focos da coleta. Nesse sentido, a pesquisadora tenta descobrir se o paciente contraiu a doença na própria residência, ou em outro ponto crítico da cidade, por exemplo, o local de trabalho.

Margarete explica que o fungo pode estar presente na poeira doméstica. "Quando se tem as fezes do pombo depositadas no quintal, varanda ou em qualquer outro local, não se pode varrer esse material quando seco, pois a pessoa pode estar espalhando o fungo ali presente e acaba por respirar o ar contaminado. É aconselhado jogar água sanitária (hipoclorito) sobre as fezes, utilizando uma máscara, e deixar agir por duas horas. Após esse período, recolhe-se o material com uma vassoura, sem que disperse seu conteúdo e joga-se no lixo. Esse procedimento pode ser considerado como uma medida de controle", afirma.

A criptococose é uma doença muito perigosa e pode levar a morte. Segundo a Dra. Elisabete Liso, docente em neurologia, responsável pelo Laboratório de Licor e pelo Serviço de Neuroinfecção do Hospital de Base de Rio Preto, desde 1992 foram registrados 377 casos da doença no HB.

As manifestações mais comuns da criptococose são pneumonia e meningite. A infecção é causada pela inalação do fungo Cryptococcus, que está presente frequentemente, nos detritos dos pombos. Em seguida, as leveduras multiplicam-se no pulmão, muitas vezes, forma assintomática. Mais tarde, se o indivíduo estiver debilitado, disseminam-se pelo sangue, especialmente para o cérebro. O sistema imunitário deficiente não destrói os organismos e aí surge a doença potencialmente grave.

Mais informações para a imprensa

Comunic Comunicação Corporativa
17 3214-3465
Josi Canovas
17 9791-1216