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 Doença de Chagas

Introdução
O Trypanossoma cruzi é o agente etiológico causador da Doença de Chagas, também conhecida por tripanossomíase americana de esquizotripanose. É uma antropozoonose ( ) frequente nas Américas, principalmente na América Latina. Estima-se que nessa parte das Américas cerca de 15 a 20 milhões de pessoas estão infectadas.
A Doença de Chagas constitui ainda hoje no Brasil e em diversos países da América Latina, um problema médico- social grave. No Brasil atinge cerca de oito milhões de habitantes, principalmente populações pobres que residem em condições precárias. Essa doença é uma das principais causas de morte súbita que pode ocorrer com frequência na fase mais produtiva do cidadão(segundo a OMS).
                                    

Outro grande problema que envolve a doença diz respeito ao próprio chagásico (portador da doença), o qual passa a ser marginalizado pela própria sociedade, não lhe sendo dada, muitas vezes, nem mesmo a possibilidade de emprego. É por isso que a Doença de Chagas caracteriza um grave problema social, já que provoca uma sobrecarga para os orgãos de previdência social ao ser responsável direta e por um montante de aposentadorias diretas, nem sempre necessárias.

1) O que é Doença de Chagas?

É uma parasitose causada pelo protozoário Trypanossoma cruzi. A doença de chagas humana, que pode manifestar-se de forma aguda ou crônica, é causadora de importantes perdas médico-sociais, especialmente devidas às lesões cardíacas de sua fase crônica, que acarretam morte e incapacidade precoce.

2) Agente Etiológico:


EtiológicoÉ o agente que causa a doença. Nesse caso é o Trypanossoma cruzi.

 

 

3) Modo de Transmissão:


Os parasitos ficam alojados no sangue dos triatomas, conhecidos popularmente por barbeiros ou chupões. Os parasitos se desenvolvem e são liberados nas fezes do bicho quando este pica uma pessoa – essa picada geralmente ocorre à noite.
Outras formas de contágio são: gestante para seu feto e transfusão de sangue contaminado. Além do homem, outros animais domésticos e silvestres têm sido infectados, como gato, cachorro, porco, ratos, macacos, tatus, morcegos, gambás. Sabe-se também que os animais de sangue frio não são contaminados.
Cinco espécies de barbeiros transmitem no Brasil: (Triatoma infestans, Panstrongylus megistros, Triatoma brasilkiensis, Triatoma pseudomaculata e Triatoma sordida ).

4) Os Sintomas


Os sintomas da fase aguda ocorrem entre 5 a 15 dias após a picada do inseto e podem ser :
• manifestações gerais como febre, mal-estar, dor de cabeça, ínguas inchadas, alterações cardíacas leves.
• apresentação do sinal da porta de entrada aparente, denominado chagoma, uma lesão parecida com um furúnculo que não está infeccionado no local da picada do barbeiro.
• outro sinal que pode significar contágio é um inchaço nos olhos, como se fosse uma reação alérgica.
Após os sinais de infecção aguda, o paciente pode passar por uma fase sem sintomas que pode durar muitos anos e a Doença de Chagas lhe ser diagnosticada pelos sintomas de infecção tardia, causadora de várias alterações, principalmente cardíacas e digestivas ( aumento do músculo do coração e do colon por exemplo - ver fig. abaixo ).
Sem tratamento, a gestante pode contaminar seu feto, processo denominado de infecção congênita. Entretanto, a maioria dos bebês tem morte prematura devido à gravidade dos casos. 


                                     
5) O Tratamento


Através de medicações específicas dosadas pelo peso do paciente. O tratamento dos sintomas cardíacos ou digestivos depende diretamente dos outros sintomas.
Existem dois tipos de tratamento:
• Específico - contra o parasito.
• Sintomático - contra as manifestações da doença

6) A Prevenção


A prevenção se dá principalmente:
• pela eliminação dos barbeiros dentro das casas
• pela melhoria das construções
• pelo uso de inseticidas
São necessários cuidados nos bancos de sangue para evitar transfusões de amostras contaminadas. Isso é possível através de fiscalização e controle de qualidade.
Obs.: Não há prevenção da forma congênita.

Diagnóstico
Clínico
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