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   Tratamento 

Estando o osso exposto, corre grande risco de contaminação. Sendo assim, para não ocorrer possíveis complicações com o paciente, não se adotam as cirurgias intramedulares. Para estes casos usa-se então fixadores externos, conhecidas popularmente por "gaiolas".

No tratamento destas fraturas, é essencial a reconstituição anatômica das superfícies articulares a fim de levá-las a sua condição original. Uma destruição cartilaginosa grave, ou uma superfície articular irregular, pode levar a uma artrite degenerativa precoce. A idade e o estado geral do paciente são dois importantes fatores que influenciam a velocidade de consolidação de uma fratura. Na criança, o fêmur fraturado pode consolidar-se em quatro semanas. A mesma fratura em um adolescente pode necessitar de 12 a 16 semanas para a sua consolidação, e numa pessoa de 60 anos pode demorar de 18 a 20 semanas. A presença de diabetes ou outras patologias, tais como a osteoporose, irá prolongar o período necessário para que ocorra a consolidação. Há necessidade de uso de certos medicamentos. como corticosteróides para alergias, ou para outras condições clínicas, podendo promover um efeito lentificado no processo de consolidação da fratura. Existe a pseudoartrose, termo usado para designar a não consolidação das extremidades ósseas. Além dos fatores ditos anteriormente, que lentificam o processo de consolidação, dois outros fatores podem influenciar o aparecimento da pseudoartrose: contaminação no foco da fratura em virtude de uma solução de continuidade na pele, e movimentação no foco de fratura. A contaminação é causada por material estranho, tecido desvitalizado, ou bactérias, sendo que todos inibem o processo de reparação e retardam ou impedem a consolidação cuidadosa. A manipulação dos tecidos desvitalizados e uso apropriado de antibioticoterapia podem diminuir a incidência de pseudoartrose nas fraturas expostas. A movimentação no foco de fratura é pelo menos uma das causas de pseudoartrose. A movimentação pode existir caso o gesso seja mal colocado, ou por dispositivos aplicados internamente, tais corno hastes ou placas. Esta é a razão de um princípio básico do manuseio da fratura: imobilizar o osso fraturado em um articulação acima e outra abaixo do foco de fratura, por um tempo adequado para a completa recuperação. Entretanto, a imobilização pode levar a uma diminuição da resistência muscular (atrofia) e óssea (osteopenia por desuso), por isso, o período de imobilização não deve ser maior do que o necessário para produzir a consolidação. Este período é determinado pelo controle radiográfico e pelo controle médico.

A imobilização promove a recuperação pela absorção do edema, permitindo a formação de uma vascularização ao redor da fratura que fornece um rico suprimento sanguíneo para nutrir o calo ósseo e, posteriormente, um osso novo.

O protocolo de manuseio de uma fratura exposta deve ser individualizado para cada paciente, baseado no tipo de fratura, sua localização e método de estabilização.

Mesmo com os cuidados adequados pode existir o aparecimento de uma pseudoartrose. Estas são mais possíveis de ocorrer em ossos em que o suprimento vascular é precário. Dois exemplos notórios são a cabeça do fêmur e o osso navicular do metacarpo.

Por ocasião da identificação da pseudoartrose, o tratamento consiste no controle da micção (quando presente), imobilização da fratura (que pode ser por aparelho gessado, placas e parafusos, hastes ou outras técnicas de fixação mecânica) e, geralmente, com enxerto ósseo. O enxerto ósseo consiste na retirada de pequenas quantidades de osso de alguma área do próprio corpo ou mesmo do corpo de terceiros. O osso é retirado e colocado no foco da pseudoartrose. Quando o osso é retirado do próprio paciente é chamado de enxerto autógeno e quando é retirado de outras pessoas ou de cadáver é denominado exógeno. O uso desse ultimo enxerto exige uma técnica rigorosa para evitar a transferência de infecção ou de outras doenças. Os focos de pseudoartrose assim estimulados pelo enxerto ósseo geralmente evoluem para a consolidação.

Veja também: Tratamento durante a imobilização





 
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