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CAIC e EPG da FAMERP destacam ciência produzida em Rio Preto com mais de 230 trabalhos inscritos

A produção científica desenvolvida por estudantes, docentes e profissionais da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e do Complexo Funfarme ganhou destaque nesta terça-feira (20), durante o primeiro dia do XXIII Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) e III Encontro da Pós-Graduação (EPG). Realizado no Centro de Convenções da FAMERP, em São José do Rio Preto, o evento recebeu mais de 230 trabalhos científicos inscritos, sendo 89 da pós-graduação.

Em sua 23ª edição, o CAIC integra a trajetória de formação científica da FAMERP e, ao lado do III Encontro da Pós-Graduação, dá visibilidade às pesquisas desenvolvidas em diferentes etapas da vida acadêmica. Os trabalhos envolvem estudantes, professores, orientadores e profissionais que investigam questões relacionadas à saúde, muitas delas identificadas na rotina de laboratórios, ambulatórios e hospitais.

É dessa relação entre a observação de problemas, a formulação de perguntas e a busca por respostas que surgem pesquisas capazes de contribuir para o aprimoramento de diagnósticos, tratamentos e práticas assistenciais. Na FAMERP, a produção científica está associada ao tripé ensino, pesquisa e assistência, desenvolvido em integração com os hospitais do Complexo Funfarme.

A rede hospitalar é referência para aproximadamente 2 milhões de habitantes de 104 municípios abrangidos pelo Departamento Regional de Saúde de São José do Rio Preto (DRS-15) e está entre os maiores prestadores de serviços ao Sistema Único de Saúde (SUS) do país. Nesse contexto, a pesquisa científica tem relação direta com os desafios da assistência prestada à população, especialmente aos pacientes atendidos pelo sistema público.

Para o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o congresso permite reconhecer a contribuição de estudantes e pesquisadores para o desenvolvimento científico da região.

“A pesquisa nasce da capacidade de questionar, observar a realidade e buscar respostas para problemas que afetam a população. Na FAMERP, nossos estudantes desenvolvem esse olhar científico em contato com a prática assistencial. O CAIC eo EPG permitem conhecer esse trabalho e reconhecer a dedicação de alunos, professores e pesquisadores que contribuem para o avanço da ciência em São José do Rio Preto”, destaca.

Pesquisa científica e formação profissional
A programação do primeiro dia incluiu minicursos sobre inteligência artificial na escrita científica, atendimento ao trauma e atuação dos profissionais da saúde em situações de vulnerabilidade, além das apresentações de trabalhos científicos da pós-graduação e de profissionais.

O congresso também abriu espaço para divulgar iniciativas de apoio à pesquisa, como o Centro de Apoio à Pesquisa e Publicação (CENAP) e o Centro Integrado de Pesquisa (CIP) do Hospital de Base, que contam com a participação de docentes e alunos da FAMERP em suas atividades científicas. O CENAP oferece suporte a pesquisadores em diferentes etapas da carreira, enquanto o CIP desenvolve estudos clínicos e participa de pesquisas nacionais e internacionais.

Segundo o diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio José Ramalho, o CIP alcançou o segundo lugar no país em produção de trabalhos e pesquisas, resultado que evidencia a atuação científica desenvolvida no complexo hospitalar.

“Além das apresentações científicas, o CAIC é uma oportunidade para divulgar o trabalho do CENAP, que oferece suporte tanto aos pesquisadores em início de carreira quanto aos mais experientes. Também temos um motivo especial para comemorar: o CIP conquistou o segundo lugar no país em produção de trabalhos e pesquisas. Queremos que este encontro estimule o senso crítico dos alunos e amplie a defesa do apoio à ciência e aos pesquisadores”, afirma.

Para o Prof. Dr. Horácio José Ramalho, a integração entre pesquisa e assistência também contribui para ampliar o acesso dos pacientes a novas possibilidades terapêuticas. “Ao mesmo tempo em que buscamos oferecer aos pacientes acesso a tratamentos modernos e medicamentos inovadores, a produção científica desenvolvida no CIP, na FAMERP e com o apoio do CENAP projeta São José do Rio Preto no cenário nacional e internacional”, acrescenta.

Inteligência artificial e integridade científica marcam a abertura
A noite de terça-feira foi marcada pela palestra magna “Ciência na era da IA: evidência, integridade e responsabilidade do pesquisador”, ministrada pela Profa. Dra. Adriana Cardoso de Moraes Cansian, advogada, doutora em Direito Comercial e especialista em Direito Digital.

A conferência abordou o uso da inteligência artificial na produção científica e questões relacionadas à integridade acadêmica, à confiabilidade das evidências e à responsabilidade dos pesquisadores diante das novas tecnologias.

Premiação dos melhores trabalhos encerra congresso nesta quarta-feira
O XXIII CAIC e III EPG continuam nesta quarta-feira (21), a partir das 8h, no Centro de Convenções da FAMERP. A programação inclui apresentações de trabalhos de iniciação científica e atividades dedicadas a temas atuais da saúde.

O encerramento está previsto para as 16h30, com a premiação dos melhores trabalhos de Iniciação Científica e de Pós-Graduação. A cerimônia reconhecerá pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores, além do trabalho de orientação realizado pelos docentes.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP abre polo de pesquisa sobre Síndrome de Down com 40% das vagas preenchidas no lançamento

O Complexo FAMERP/Funfarme passa a integrar a primeira rede nacional de pesquisa dedicada à Síndrome de Down. Instalado em São José do Rio Preto, o novo polo da Rede Buriti-SD iniciou suas atividades com 40% das vagas do projeto preenchidas já no lançamento, realizado no sábado (17). A iniciativa coloca a cidade entre os centros brasileiros envolvidos em uma investigação destinada a ampliar o conhecimento sobre a saúde das pessoas com Síndrome de Down, da infância ao envelhecimento.

A Rede Buriti-SD reúne mais de 30 instituições brasileiras e é coordenada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e do Instituto Alana. O projeto prevê a formação da Coorte Brasileira de Pessoas com Síndrome de Down, a criação de um biobanco nacional e a implantação de um observatório de dados de saúde, com informações que poderão subsidiar o atendimento clínico e a formulação de políticas públicas.

A chegada da rede a Rio Preto representa a participação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) em um esforço científico nacional para investigar as condições de saúde dessa população. A pesquisa será desenvolvida em parceria com a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), por uma equipe multidisciplinar coordenada pela pesquisadora Prof. Dra. Érika Cristina Pavarino, diretora-adjunto de Pesquisa da instituição.

Para o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a integração à Rede Buriti-SD reforça a responsabilidade da instituição na produção de conhecimento científico com aplicação na assistência à saúde. “A participação da FAMERP nesta rede nacional amplia nossa contribuição para uma área que ainda apresenta importantes lacunas de conhecimento. Estamos falando de uma pesquisa que poderá ajudar a compreender melhor as necessidades de saúde das pessoas com Síndrome de Down e oferecer evidências para aprimorar o acompanhamento clínico e orientar políticas públicas. É uma iniciativa que aproxima a ciência das necessidades reais da população”, afirma.

Pesquisa quer compreender o envelhecimento de pessoas com Down
Um dos principais desafios da rede é ampliar a participação de adultos com Síndrome de Down, especialmente aqueles com mais de 40 anos. Embora a expectativa de vida dessa população tenha mais que dobrado nas últimas décadas, a maior parte do conhecimento científico disponível ainda se concentra na infância.

Essa diferença entre o aumento da longevidade e a disponibilidade de informações científicas sobre a vida adulta torna o envelhecimento uma das questões centrais da investigação. A participação de pessoas de diferentes faixas etárias permitirá reunir dados sobre suas condições de saúde e contribuir para a identificação de necessidades específicas de acompanhamento ao longo da vida.

Segundo a Profa. Dra. Érika Cristina Pavarino, coordenadora do polo de Rio Preto, a inclusão de adultos mais velhos é fundamental para ampliar o alcance dos estudos. “Hoje, as pessoas com Síndrome de Down vivem muito mais, mas ainda precisamos compreender melhor como elas envelhecem e quais cuidados são necessários nessa fase da vida. Grande parte das pesquisas se concentra nas crianças. Precisamos também ouvir, avaliar e acompanhar os adultos, especialmente aqueles com mais de 40 anos. A participação dessas pessoas é fundamental para produzir conhecimento que possa contribuir para sua saúde e qualidade de vida”, explica.

Alcançar esse público, porém, exige uma mobilização que vai além dos serviços de saúde e educação. Muitos adultos já não frequentam escolas ou centros de reabilitação, ambientes nos quais costumam circular informações sobre pesquisas científicas. Por isso, a equipe faz um chamado especial a familiares, irmãos e cuidadores para que incentivem a participação.

Participantes terão consultas e exames laboratoriais
O polo de Rio Preto está recebendo cadastros de pessoas com Síndrome de Down a partir dos seis anos de idade. A participação no estudo inclui encontros com psicóloga, consulta médica e coleta de sangue, que poderá ser realizada no domicílio pela equipe do laboratório.

Os participantes terão acesso aos resultados de exames como hemograma, glicose, hemoglobina glicada, perfil lipídico, avaliação das funções renal e hepática, hormônios da tireoide, ferro e ferritina, entre outros.

As avaliações psicológicas serão realizadas exclusivamente para fins de pesquisa, sem caráter diagnóstico. Quando houver necessidade de deslocamento para os encontros presenciais, os custos serão reembolsados pelo projeto.

A equipe do polo reúne profissionais e pesquisadoras de diferentes áreas. Além de Érika Cristina Pavarino, participam a geneticista Profa. Dra. Eny Maria Goloni-Bertollo, a médica Beatriz Bertelli, a psicóloga Lanna Gagliardi, a bióloga Dra. Jucimara Colombo e as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP Amanda Peral, Andressa Stefani, Bianca Bogdan e Nayara Hachich.

Lançamento reúne pesquisadores, famílias e entidades
A apresentação do polo à comunidade ocorreu em 17 de outubro e teve como principal palestrante a diretora executiva da Rede Buriti-SD, Rita Alves.

O encontro contou com a presença do diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, do diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, de pessoas com síndrome de Down e familiares, além de representantes do Instituto Point Down, da Ding Down, da Seo Fisioterapia, do Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) e da Central de Estudos – Instituto de NeuroAprendizagem.

No próprio evento, 40% das vagas disponíveis para o atual projeto de pesquisa do polo foram preenchidas.

Como participar da pesquisa
Pessoas com síndrome de Down a partir dos seis anos podem manifestar interesse em participar da Rede Buriti-SD pelo e-mail riopreto@redeburitisd.org.br ou pelo formulário on-line de inscrição.

Após o cadastro, a equipe entra em contato com os interessados pelo WhatsApp para orientar sobre as etapas da pesquisa.

As vagas são distribuídas por faixa etária e preenchidas conforme a ordem de inscrição. Os demais interessados passam a integrar uma lista de espera.

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CAIC e EPG da FAMERP começam nesta terça-feira com pesquisas, palestras e premiação dos melhores trabalhos

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) realiza nesta terça e quarta-feira, 20 e 21 de outubro, o XXIII Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) e III Encontro da Pós-Graduação (EPG), no Centro de Convenções da instituição. A programação inclui apresentações de pesquisas, minicursos, palestras e a premiação dos melhores trabalhos científicos. O evento é uma oportunidade para docentes, pesquisadores e estudantes conhecerem os projetos desenvolvidos na instituição e acompanharem os resultados da produção acadêmica.

Em sua 23ª edição, o CAIC faz parte da trajetória de formação científica da FAMERP e reúne trabalhos que refletem a atuação de estudantes e orientadores em diferentes áreas da saúde. Ao lado do III Encontro da Pós-Graduação, o congresso permite conhecer pesquisas em diferentes estágios de desenvolvimento, da iniciação científica aos estudos realizados nos programas de pós-graduação.

A programação começa nesta terça-feira (20), às 14h, com minicursos que abordam temas como inteligência artificial na escrita científica, atendimento ao trauma e atuação dos profissionais da saúde em situações de vulnerabilidade. Às 18h, começam as apresentações de trabalhos da pós-graduação e de profissionais. A abertura oficial será às 19h30, seguida, às 20h, da palestra magna “Ciência na era da IA: evidência, integridade e responsabilidade do pesquisador”, ministrada pela Profa. Dra. Adriana Cardoso de Moraes Cansian.

Na quarta-feira (21), as atividades começam às 8h, com apresentações de trabalhos de iniciação científica e palestras sobre saúde em cenários de fragilidade e crise, comunicação de notícias difíceis e trajetória profissional dedicada à pesquisa em oncologia.

Premiação reconhece os melhores trabalhos científicos
Um dos destaques do congresso será a cerimônia de premiação dos melhores trabalhos de Iniciação Científica e de Pós-Graduação, prevista para quarta-feira (21), às 16h30, durante o encerramento do evento.

A premiação reconhece o trabalho de estudantes e pesquisadores e evidencia a participação dos orientadores na formação científica. Os projetos apresentados representam parte das atividades de investigação desenvolvidas na FAMERP, desde as primeiras experiências dos alunos com a pesquisa até a produção acadêmica dos programas de pós-graduação.

O XXIII CAIC e III EPG são presididos pela Profa. Dra. Érika Cristina Pavarino, diretora adjunta de Pesquisa, e pelo Prof. Dr. Maurício Nogueira Lacerda, diretor adjunto de Pós-Graduação da FAMERP.

A organização convida docentes, pesquisadores, orientadores, estudantes de graduação e pós-graduação a acompanharem as apresentações, participarem das palestras e prestigiarem a premiação. A participação da comunidade acadêmica é importante para a continuidade de uma tradição científica construída ao longo de 23 edições do CAIC.

Serviço
Evento: XXIII Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) e III Encontro da Pós-Graduação (EPG)

Data: 20 e 21 de outubro de 2026

Local: Centro de Convenções da FAMERP – São José do Rio Preto (SP)

Início da programação: terça-feira (20), às 14h

Premiação e encerramento: quarta-feira (21), às 16h30

Programação completa e informações: https://caic.famerp.br

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COMUNICADO À COMUNIDADE ACADÊMICA

FAMERP reforça compromisso com o respeito e a convivência durante o período eleitoral

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) reforça que não autoriza a realização de manifestações político-partidárias em suas dependências quando estas estiverem em desacordo com as normas institucionais e a legislação vigente.

A instituição tem adotado medidas preventivas para evitar situações que possam comprometer a segurança, o respeito às diferenças e a convivência pacífica no ambiente acadêmico, especialmente durante o período eleitoral.

A FAMERP respeita a liberdade de expressão e a diversidade de opiniões, mas ressalta que o exercício desses direitos deve ocorrer de forma responsável, sem prejudicar as atividades acadêmicas ou o direito de outras pessoas a um ambiente seguro e respeitoso.

O respeito às diferenças, o diálogo e a responsabilidade de cada um são fundamentais para preservar um ambiente universitário de convivência pacífica.

Diretoria-Geral da FAMERP

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50 anos depois, turma de 1976 da FAMERP volta às origens para celebrar o Jubileu de Ouro

Integrantes da IV Turma de Medicina se reencontraram no Anfiteatro Central, revisitaram o Hospital de Base e recriaram, na mesma escadaria, uma fotografia que atravessou cinco décadas

Há fotografias que registram um instante. Outras acabam guardando uma vida inteira.

Há 50 anos, jovens médicos posaram juntos na escadaria do Hospital de Base de São José do Rio Preto. Tinham acabado de atravessar anos intensos de estudo, plantões, descobertas e amizades. Diante deles estava praticamente tudo: carreiras por construir, pacientes ainda desconhecidos, famílias que nasceriam, caminhos que os levariam a diferentes cidades e especialidades.
Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, parte daquela turma voltou ao mesmo lugar.

Os formandos da IV Turma de Medicina da FAMERP, de 1976, reuniram-se para celebrar o Jubileu de Ouro, no ano em que a turma chega aos 50 anos de formação. O encontro começou no Anfiteatro Central da FAMERP e seguiu depois para o Hospital de Base, espaço inseparável da trajetória acadêmica e profissional de muitos deles.

Não foi apenas uma visita.
Foi um retorno.

Nos corredores que um dia percorreram como estudantes, os antigos alunos reencontraram espaços conhecidos e, inevitavelmente, outras versões de si mesmos. A Medicina mudou. A FAMERP cresceu. O Hospital de Base se transformou. Eles também. Mas algumas histórias parecem resistir à passagem do tempo.

A mais simbólica delas estava na escadaria principal do Hospital de Base.
Ali, os integrantes da turma se posicionaram novamente para refazer a fotografia registrada cinco décadas antes. O cenário permaneceu como elo entre duas imagens separadas por meio século: de um lado, jovens médicos diante de uma profissão que começava; do outro, profissionais que carregam no currículo décadas de assistência, ensino, pesquisa e contribuição à saúde.

Entre os integrantes da turma está o Prof. Dr. Horácio José Ramalho, que fez da instituição onde estudou também parte de sua vida profissional. Docente da FAMERP, ele é atualmente diretor-executivo da FUNFARME, fundação responsável pelo complexo que inclui o Hospital de Base.

Sua trajetória simboliza uma característica marcante daquela geração. Muitos dos estudantes formados em 1976 mantiveram vínculos com a FAMERP ao longo das décadas, alguns deles permanecendo na instituição como docentes e participando diretamente da formação das gerações seguintes.

Assim, o conhecimento recebido em sala de aula não terminou com o diploma. Passou de professor para aluno, depois daquele aluno para novos estudantes, numa corrente que atravessou décadas e ajudou a consolidar a tradição da FAMERP no ensino médico.

A turma era formada por 68 alunos. A conclusão do curso ocorreu em 30 de novembro de 1976, e a colação de grau foi realizada em 2 de dezembro daquele ano.

Naquele tempo, a instituição ainda carregava em seu nome uma história que estava sendo construída. Hoje, aqueles estudantes podem olhar para a dimensão alcançada pela FAMERP e pelo Hospital de Base sabendo que parte dessa trajetória também passou por suas mãos.

O próprio Prof. Dr. Horácio José Ramalho ocupa atualmente uma posição que traduz essa continuidade. Além da atividade acadêmica na FAMERP, está à frente da diretoria executiva da FUNFARME, instituição que administra um complexo hospitalar cuja assistência alcança mais de 1,7 milhão de pessoas em 102 municípios do Noroeste Paulista.

Mas números, cargos e currículos contam apenas parte dessa história.

O reencontro de uma turma depois de cinco décadas também é feito de detalhes menos mensuráveis: reconhecer uma voz antes de reconhecer um rosto, relembrar um professor, descobrir o destino de um colega, repetir uma história conhecida por todos e perceber que algumas amizades conseguem atravessar o tempo praticamente intactas.

Naquela sexta-feira, por algumas horas, os médicos voltaram a ser também os alunos de 1976.

E, diante da escadaria do Hospital de Base, a fotografia ganhou uma segunda versão.

A primeira guardava expectativas.

A nova guarda trajetórias.

Entre uma e outra estão 50 anos de Medicina, de histórias e de FAMERP.

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FAMERP manifesta pesar pelo falecimento do Prof. Dr. Cláudio Santili

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) manifesta profundo pesar pelo falecimento do Prof. Dr. Cláudio Santili, médico, professor e pesquisador cuja trajetória deixou contribuição expressiva para a Ortopedia e Traumatologia brasileira. O Prof. Dr. Cláudio Santili faleceu no dia 5 de outubro de 2026, aos 73 anos,

Referência em Ortopedia Pediátrica, Dr. Santili construiu uma carreira dedicada à assistência, ao ensino e à pesquisa. Na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, onde se graduou e desenvolveu grande parte de sua vida acadêmica, atuou como professor adjunto, integrou o Colegiado Superior, chefiou o Grupo de Ortopedia Pediátrica e dirigiu o Departamento de Ortopedia e Traumatologia.

Sua atuação também teve destaque nas principais entidades da especialidade. Presidiu a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) em 2010 e a Sociedade Brasileira de Ortopedia Pediátrica (SBOP), além de participar ativamente de iniciativas voltadas à educação, à qualificação profissional e à formação de novas gerações de ortopedistas.

Ao longo de sua trajetória, reuniu produção científica, formação de pesquisadores e relevantes contribuições à medicina brasileira. Mais do que os cargos e reconhecimentos alcançados, deixa como legado o conhecimento compartilhado e a influência exercida sobre estudantes, residentes, professores e especialistas.

A FAMERP presta sua homenagem à memória do Prof. Dr. Cláudio Santili e manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos, alunos e colegas, bem como à comunidade ortopédica brasileira.

Prof. Dr. Helencar Ignácio
Diretor-Geral da FAMERP
Ortopedista e Traumatologista – Especialista em Pé e Tornozelo

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Primeira turma de Medicina da FAMERP volta à antiga sala de aula mais de cinco décadas depois

Há lugares que guardam mais do que paredes, cadeiras e corredores. Guardam vozes, expectativas, amizades e capítulos inteiros de uma vida. No último dia 25 de setembro, o Anfiteatro Dr. Raul de Aguiar Ribeiro voltou a receber alguns dos estudantes que fizeram daquele espaço sua sala de aula e ajudaram a escrever as primeiras páginas da história da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Mais de cinco décadas depois da formatura, integrantes da primeira turma de Medicina da FAMERP se reencontraram no mesmo ambiente onde, ainda jovens, acompanharam aulas, fizeram planos e deram os primeiros passos de uma trajetória profissional que se espalharia por diferentes cidades e especialidades médicas.

Dos 68 alunos formados pela turma pioneira, 27 estiveram presentes no encontro. Atualmente, 41 dos integrantes daquela geração estão vivos. O número ajuda a traduzir o significado de uma reunião marcada não apenas pela celebração, mas também pela memória daqueles que fizeram parte dessa história e já não puderam retornar à antiga sala de aula.

No anfiteatro, passado e presente convivem de maneira permanente. Uma placa comemorativa instalada no local registra os nomes dos integrantes da primeira turma, transformando o espaço em uma espécie de testemunha silenciosa do início da formação médica na FAMERP.

Para quem voltou ali depois de tantos anos, entretanto, os nomes gravados deixaram de ser apenas uma lembrança na parede. Ganharam novamente rostos, vozes, abraços e histórias.

Entre os ex-alunos presentes, três mantiveram um vínculo especialmente duradouro com a instituição: depois de estudantes, tornaram-se professores e permaneceram na FAMERP ao longo de suas carreiras. São eles o infectologista Prof. Dr. Irineu Maia, o proctologista Prof. Dr. João Gomes Netinho e o cirurgião geral Prof. Dr. José Francisco Gandolfi.

Gandolfi também participou diretamente da trajetória administrativa da instituição, tendo exercido a direção da FAMERP entre 1991 e 1997. Assim como Maia e Gomes Netinho, ele representa uma geração que não apenas recebeu sua formação na faculdade, mas ajudou a formar as gerações seguintes.

A história da FAMERP começou em 1967, em meio à mobilização de lideranças médicas e da comunidade de São José do Rio Preto pela criação de um curso de Medicina na região. Na época, a oferta de formação na área da saúde no interior paulista ainda era restrita. A instituição nasceu como Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense (Fresa) e, nos primeiros anos, funcionou como faculdade particular. A fundação aconteceu em 30 de janeiro de 1968, com aula inaugural em 15 de abril do mesmo ano.

Décadas depois, aquela iniciativa local se consolidaria como uma das principais instituições de ensino médico do interior paulista. Em 1994, a faculdade tornou-se autarquia estadual e deixou de cobrar mensalidades de seus estudantes. Ao longo de sua trajetória, milhares de médicos passaram por suas salas, laboratórios, ambulatórios e hospitais.

Para os integrantes da primeira turma, porém, essa história institucional também se confunde com a própria história pessoal. Para o Prof. Dr. Irineu Maia, é uma grande alegria rever colegas com quem dividiu parte da vida, conhecer as histórias construídas ao longo dos anos e acompanhar os caminhos percorridos pela Medicina em diferentes regiões do País.

No encontro de 25 de setembro, esse sentimento voltou a ocupar o antigo anfiteatro. Ali, onde um dia havia jovens diante do início de uma profissão, sentaram-se novamente médicos com décadas de experiência, carreiras consolidadas, famílias constituídas e incontáveis histórias acumuladas. Entre uma lembrança e outra, o tempo pareceu encurtar a distância entre os estudantes de ontem e os profissionais de hoje.

A placa na parede continua com os mesmos nomes. Mas, no dia 25 de setembro, parte deles voltou a ocupar a sala.

Acesse o link para conferir as imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1necCDSKWQByhkQfQmYE8OfgI5R17iCRs?usp=sharing

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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CEP/FAMERP recebe nota máxima em análises da INAEP

O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (CEP/FAMERP) recebeu avaliação máxima em auditoria realizada pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). O resultado foi destacado durante visita técnica de representantes do órgão à instituição, no dia 29 de setembro.

A comitiva da INAEP, formada por Meiruze Sousa Freitas, João Paulo Alves Oliveira e Maiko Luis Tonini, foi recebida por diretores da FAMERP e integrantes do Comitê de Ética em Pesquisa, entre eles o Prof. Dr. Paulo Espada, diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, e o Prof. Dr. Luiz Carlos de Mattos, diretor-executivo da FAEPE.

A visita teve como objetivo acompanhar de perto as atividades desenvolvidas pelo Comitê, conhecer sua estrutura, organização e fluxos de trabalho e avaliar aspectos relacionados à qualidade e à agilidade das análises éticas realizadas na instituição.

Durante a programação, os representantes da INAEP conheceram as dependências da FAMERP e do complexo Funfarme, como o Hospital de Base (HB). Na sequência, participaram de uma apresentação sobre o funcionamento do CEP/FAMERP, que abordou a composição da equipe, o volume de protocolos avaliados, indicadores de desempenho e as estratégias adotadas para garantir padronização, qualidade e cumprimento dos prazos na emissão dos pareceres.

O principal destaque do encontro foi o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pelo Comitê. Segundo os representantes da INAEP, o CEP/FAMERP alcançou avaliação máxima na auditoria feita a partir da análise de uma amostra de seus pareceres.

A equipe da Instância Nacional também ressaltou que a experiência desenvolvida na FAMERP poderá servir de referência para outros Comitês de Ética em Pesquisa acreditados no país.

O resultado evidencia um trabalho construído de forma coletiva pelos membros relatores e pela equipe administrativa do CEP/FAMERP, em um cenário marcado pelo elevado volume de pesquisas submetidas à análise ética na instituição.

Além da avaliação técnica, a visita proporcionou a troca de experiências sobre os desafios atuais do sistema brasileiro de ética em pesquisa. Entre os temas discutidos estiveram o aprimoramento dos fluxos de análise, o fortalecimento dos Comitês acreditados e a necessidade de manter eficiência e qualidade na avaliação dos projetos.

Para o CEP/FAMERP, o encontro amplia a possibilidade de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema nacional de ética em pesquisa e reforça princípios que orientam sua atuação, como a proteção dos participantes, a responsabilidade na condução dos estudos e a qualidade da avaliação ética.

O CEP/FAMERP foi acreditado no processo conduzido pelo sistema nacional de ética em pesquisa entre 2022 e 2024. Desde então, vem ampliando sua atuação na avaliação de estudos, incluindo projetos multicêntricos, com foco na proteção dos participantes de pesquisa, na qualidade dos pareceres e no cumprimento dos prazos estabelecidos.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP amplia política de Cultura de Respeito com ações de prevenção ao racismo e à discriminação

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) amplia neste segundo semestre a iniciativa institucional FAMERP: Cultura de Respeito, com um novo eixo dedicado à prevenção ao racismo, à discriminação racial e às práticas de humilhação no ambiente acadêmico e nas atividades de integração entre estudantes. Com o conceito “Respeito não tem cor de humilhação”, a nova etapa vai abordar temas como racismo e blackface, além de comportamentos que utilizem características pessoais ou raciais para constranger, ridicularizar ou inferiorizar estudantes.

A proposta combina comunicação, orientação, prevenção e acolhimento e integra uma política iniciada pela FAMERP em fevereiro de 2026. O trabalho foi estruturado para abordar, ao longo do ano e de forma permanente, questões relacionadas à convivência, à segurança e à formação ética dos futuros profissionais da saúde.

O primeiro eixo foi desenvolvido no início do ano letivo, durante a recepção dos novos estudantes, com foco na prevenção ao trote e no acolhimento dos calouros. Ainda no primeiro semestre, a instituição avançou para um segundo tema, com ações de enfrentamento ao assédio contra as mulheres.

A abordagem das questões raciais passa agora a integrar essa agenda. Segundo a FAMERP, a nova etapa é a continuidade de uma política institucional que poderá incorporar outros temas relevantes para a comunidade acadêmica ao longo do tempo. “Nossa responsabilidade não termina na formação técnica. A maneira como nossos estudantes convivem, respeitam as diferenças e se relacionam também faz parte da formação de um profissional da saúde. Racismo e humilhação não podem ser tratados como brincadeira ou tradição”, afirma o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio.

Trabalho conjunto com estudantes

Uma das propostas é formalizar um Termo de Compromisso pela Cultura de Respeito envolvendo a Direção da FAMERP, representantes das Atléticas dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia e a IFMSA Brazil FAMERP. O documento estabelece compromissos relacionados à prevenção de práticas racistas, discriminatórias, humilhantes ou vexatórias, à orientação dos estudantes e à comunicação de situações que necessitem de acolhimento ou apuração.

A ação também prevê uma medida de responsabilização com suspensão por 30 dias da participação em jogos, competições e atividades esportivas vinculadas às Atléticas, após apuração e comprovação da responsabilidade do estudante e assegurado o direito de defesa.

Legislação: prevenção e responsabilização

A iniciativa também se apoia na legislação federal e estadual de enfrentamento ao racismo e às práticas de humilhação. A Lei Federal nº 7.716/1989, atualizada pela Lei nº 14.532/2023, trata dos crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça e cor e passou a incluir a injúria racial entre os crimes previstos na legislação de combate ao racismo. A norma também contém disposições relacionadas a crimes praticados em contexto de diversão ou recreação.

Em São Paulo, a Lei Estadual nº 18.013/2024 proíbe, em instituições de ensino técnico e superior, atividades de recepção ou realizadas durante o ano letivo que envolvam coação, agressão, humilhação e discriminação por racismo, entre outras formas de constrangimento que atinjam a integridade física, moral ou psicológica dos estudantes. A legislação prevê, ainda, medidas preventivas e processo disciplinar para apuração das ocorrências. A eventual caracterização criminal de uma conduta depende das circunstâncias de cada caso e da apuração pelas autoridades competentes.

Política permanente

A nova etapa terá ações nos canais digitais da FAMERP, comunicação interna e espaços do campus, além da participação das representações estudantis na disseminação das orientações. A estratégia mantém o conceito que acompanha a iniciativa desde sua criação: “Respeito também é formação”.

Com a ampliação da Cultura de Respeito, a FAMERP pretende estabelecer uma agenda contínua, e não concentrada em campanhas pontuais. A proposta é que prevenção ao trote, enfrentamento ao assédio, combate ao racismo, respeito às diferenças e outros temas relacionados à convivência acadêmica sejam trabalhados de forma permanente na instituição.

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