Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) é uma instituição de ensino superior pública paulista de estudo em ciências da saúde com sede em São José do Rio Preto, que oferece os cursos de Enfermagem, Medicina e Psicologia. Fundada em 1968, é uma das 6 faculdades estaduais de Medicina de São Paulo e seu curso médico é ministrado no sistema tradicional. Uma das mais bem conceituadas faculdades de Medicina, Enfermagem e Psicologia do país, possui o segundo maior hospital-escola do Brasil, o Hospital de Base de São José do Rio Preto, que perde apenas para o Hospital das Clínicas de São Paulo.

O processo seletivo do Vestibular é realizado pela Fundação para o Vestibular da Unesp (VUNESP).

Fachada FAMERP
Fachada da FAMERP

História

No ano de 1953, Oscar de Barros Serra Dória fundou o Hospital das Clínicas de São José do Rio Preto, que mais tarde seria o Hospital de Base (HB). A ideia era implantar na cidade um hospital regional, público, a exemplo dos que existiam. O primeiro terreno comprado para realização do projeto ficava no jardim Urano, mas era pequeno para o projeto. Houve, assim, a aquisição de um segundo terreno, na chácara Dalafina, hoje dividida entre a Sociedade de Medicina e Cirurgia, o HB e a FAMERP.

Em 1955, com a criação do Instituto de Biociências, Letras e Ciências Exatas da UNESP (IBILCE) e juntamente com o apoio da Sociedade de Medicina e Cirurgia, inflamou-se a vontade da instalação de uma Faculdade de Medicina em São José do Rio Preto.

Em 1963, São José do Rio Preto perde a disputa para Botucatu de ser sede do Campus de Medicina da UNESP. Essa derrota foi frustrante, os rio-pretenses estavam certos da vitória – haviam até contatado a Instituição Toledo de Ensino, que com sua força política já conseguira aprovar vários cursos superiores que administrava na cidade de Bauru. Mas a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto seria sua primeira experiência na área de Ciências da Saúde.

Seus arquitetos desenvolveram o projeto dos blocos que alojariam as disciplinas básicas da escola; os blocos iniciais foram designados para as disciplinas de Anatomia, Bioquímica, Histologia, Bioestatística e Psicologia Médica. A construção desses pavilhões ocorreu no começo dos anos 60, o terreno foi doado pela Santa Casa e o dinheiro para a construção saiu do cofre municipal. No terreno em frente, desenvolveu-se, anos mais tarde, o ambulatório de especialidades.

A vontade da criação da Faculdade de Medicina afetou as cidades vizinhas e este fato criou condições favoráveis para o movimento encabeçado pelo médico Raul de Aguiar Ribeiro que em 18 de fevereiro de 1967 fundou a FRESA (Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense). Esta fundação beneficiaria o sistema de saúde de diversas cidades. Com o apoio de parcerias de investimentos privados e municipais, o sonho da criação da faculdade foi se tornando cada vez mais real. Em 30 de janeiro de 1968 o Conselho Federal de Educação autorizou o funcionamento da FARME (Faculdade Regional de Medicina de São José do Rio Preto).

A instituição era privada e fornecia 64 vagas para o curso de medicina e tinha no HB seu internato. O hospital, contudo, não possuía corpo de enfermagem suficiente, e com isso utilizou, neste início do trabalho, voluntárias da “Associação das moças de cor”, um grupo formado por mulheres negras. Eram encaminhados para tratamento na instituição preferencialmente moradores de rua.

Em 1969, Euryclides Jesus Zerbini, cirurgião que um ano antes havia realizado o primeiro transplante cardíaco da América Latina, deu a primeira aula para a segunda turma de medicina da faculdade. Transformado em patrono do Centro Acadêmico, Zerbini juntou-se aos rio-pretenses para conquistar as aparelhagens indispensáveis para o funcionamento ideal do curso. Em 1970 foi assinado um comodato entre a FRESA e a Santa Casa. Entre as cláusulas do contrato estava a que exigia o uso exclusivo do Hospital das Clínicas para o funcionamento do hospital-escola, em caráter filantrópico. O nome original foi substituído e adotado o de Hospital de Base, ou seja, base para a Faculdade de Medicina.

Em 1979, uma greve de funcionários e alunos transforma a FRESA na FUNFARME (Fundação Faculdade Regional de Medicina), devido às insatisfações administrativas e consequente progresso do curso de medicina. Entre outras mudanças, essa greve permitiu a inserção do HB no sistema de saúde público (INANSP).

Após o fim do regime militar e com a constituição de 1988 surgiu uma tendência a estadualização da Farme, o que acabou sendo concretizado pelo governador Fleury no início dos anos 90, e oficializado em 27 de setembro de 1994 sob o título de FAMERP (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).

O Curso de Graduação em Enfermagem foi autorizado em 1991, e em 1997 reconhecido em âmbito federal pela Portaria Ministerial nº 193 de 14 de janeiro de 1997.

Em 2001 foi implantada uma Nova Proposta Pedagógica no Curso de Medicina. No Exame Nacional de Cursos (Provão) desse ano, o Curso de Medicina evoluiu do conceito “C” para o “B”. Em 2002, a graduação em medicina manteve a mesma nota no exame e a enfermagem obteve nota “A”.

Em 2008, o MEC classificou a FAMERP como uma das 10 melhores faculdades do país, tendo a Pós-graduação stricto sensu recebido nota máxima (5,0). O Curso de Enfermagem obteve conceito 5,0 no ENADE, no IDD e no Conceito Preliminar de Curso, classificando-o entre os 25 melhores cursos do país. Ainda nesse ano, o Guia do Estudante Melhores Universidades 2007/2008 classificou a faculdade como a melhor escola médica do interior do Brasil.

Em 2009, a FAMERP ganhou nota máxima (5,0) no Índice Geral de Cursos (IGC), ficando novamente entre as poucas instituições com nota máxima]

Estrutura Física

A infraestrutura de ensino da FAMERP é uma exceção dentre as demais instituições em termos de dimensão: possui o segundo maior hospital escola do Brasil, o Hospital de Base de São José do Rio Preto, que a partir de 2013 conta com o Hospital da Criança, que acrescentou 250 leitos aos 900 atuais do Hospital de Base e será o maior do país.

Conta com dois pavilhões de salas de aula e laboratórios (os pavilhões governador Fleury e governador Covas), Pavilhão de Biotérios, pavilhões de laboratórios especializados e departamentos de disciplinas, extensa biblioteca médica; amplo complexo poliesportivo com piscina, campo de futebol, pista de atletismo, ginásio poliesportivo com arquibancadas e quadra de tênis.

Vista do campus
Salas de aula
Salas de aula
Recursos de informática
Biblioteca
Laboratório
Laboratório
Conjunto poliesportivo e de recreação
Academia Movi Mente-Se