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Deputado estadual Itamar Borges visita a FAMERP

O deputado estadual Itamar Borges visitou a FAMERP na manhã desta sexta-feira (19), em São José do Rio Preto. O parlamentar foi recebido pelo diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, pelos diretores-adjuntos da instituição, pelo diretor executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio José Ramalho, por representantes da fundação e do Hospital de Base, além do diretor da DRS-15, Dr. André Baitello.

Durante o encontro, foram apresentados projetos em desenvolvimento nas áreas de ensino, assistência, pesquisa e gestão em saúde. A visita também proporcionou a discussão de temas relacionados à formação de profissionais da saúde e às perspectivas de expansão acadêmica da instituição.

Entre as pautas abordadas esteve a proposta de criação dos cursos de graduação em Fonoaudiologia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional. A iniciativa busca ampliar a oferta de formação em áreas estratégicas para o sistema de saúde, alinhada às demandas assistenciais e aos desafios contemporâneos da atenção à população.

A visita integrou a agenda de diálogo institucional da FAMERP e da Funfarme com representantes dos diferentes setores da sociedade, contribuindo para a apresentação de projetos, necessidades e perspectivas relacionadas ao ensino superior e à assistência em saúde na região.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Dia do Enfermeiro FAMERP arrecada recorde de doações e beneficia instituição de apoio a idosos em Rio Preto

O XXXV Dia do Enfermeiro FAMERP, realizado nesta semana, uniu debates sobre ciência, formação profissional e responsabilidade social. Além de reunir mais de 400 profissionais, estudantes e lideranças da saúde, o evento arrecadou 311 litros de leite — recorde de doações da história da iniciativa.

Os donativos foram entregues na tarde desta sexta-feira (15) ao Instituto Lar Esperança, entidade de São José do Rio Preto que presta assistência a cerca de 50 idosos em situação de vulnerabilidade social. A instituição é mantida por meio de doações e apoio da comunidade.

A arrecadação foi realizada durante o evento promovido pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), em parceria com a Funfarme, Secretaria Municipal de Saúde, COREN-SP, COFEN e instituições de ensino e saúde da região.

Nos últimos anos, a campanha solidária do Dia do Enfermeiro FAMERP vem ampliando o alcance social das arrecadações. Em 2023, foram doados 272 litros de leite para a Associação Anjo da Guarda. Em 2024, a arrecadação chegou a 192 litros, destinados ao Centro de Tradições Gaúchas (CTG). Já em 2025, foram arrecadados 248 litros, divididos entre a Associação Anjo da Guarda e o Lar Esperança. Neste ano, a mobilização alcançou o maior volume de doações já registrado pelo evento.

Durante a entrega das doações, o representante do Lar Esperança, Sr. Osvaldir Bacco, destacou a importância da mobilização. “Toda ajuda é muito bem-vinda. Essas doações fazem diferença no dia a dia da instituição e no cuidado com os idosos que vivem aqui”, afirmou.

O Instituto Lar Esperança surgiu a partir da iniciativa de um grupo de voluntários liderado pelo empresário Marcio Rocha da Freiria, idealizador do projeto e primeiro presidente da entidade. O espaço foi criado com o objetivo de acolher idosos desamparados e atualmente atende dezenas de moradores em Rio Preto.

Com o tema “Técnica, Ética e Política: Pilares Indissociáveis do Cuidado de Enfermagem”, o XXXV Dia do Enfermeiro FAMERP discutiu os desafios contemporâneos da enfermagem, práticas avançadas, ética profissional e a ampliação das áreas de atuação da categoria.

Para a FAMERP, a formação em saúde está diretamente conectada à relação com a comunidade e às ações de extensão universitária. Integrada a um dos maiores complexos hospitalares de ensino do país, a instituição desenvolve atividades voltadas não apenas ao ensino e à pesquisa, mas também ao impacto social e à aproximação com a população.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

FAMERP reúne mais de 400 profissionais e transforma Dia do Enfermeiro em debate sobre ciência, formação e protagonismo da categoria

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) reuniu mais de 400 profissionais, estudantes e lideranças da saúde no XXXV Dia do Enfermeiro FAMERP, realizado na manhã desta quarta-feira (13), no Centro de Convenções da instituição, em Rio Preto. Com o tema “Técnica, Ética e Política: Pilares Indissociáveis do Cuidado de Enfermagem”, o encontro discutiu os desafios contemporâneos da profissão, práticas avançadas, formação acadêmica e a presença da enfermagem nos espaços de decisão.

A programação contou com palestras sobre ética no cuidado, empreendedorismo em enfermagem, fotomodulação, responsabilidade profissional e práticas avançadas na assistência. Entre os convidados esteve o conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN), Prof. Dr. James Francisco Pedro dos Santos, que abordou a necessidade de maior participação política da enfermagem brasileira.

O evento foi promovido pela FAMERP em parceria com a Funfarme, Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto, COREN-SP, COFEN, UNIP, UNILAGO, UNITERP, UNIRP, ETEC, Unimed e Hospital Nossa Senhora das Graças.

Participaram da abertura o diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS-XV), Dr. André Luciano Baitello, Paula Sodré, representando a Secretaria Municipal de Saúde, além de diretores e gestores do complexo FAMERP/Funfarme e representantes das instituições de ensino parceiras.

Representando o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o diretor-adjunto de Ensino da instituição, Prof. Dr. Paulo César Espada, destacou a importância do momento para refletir sobre a formação e a atuação da enfermagem dentro do sistema de saúde. “Essa semana é importante para reconhecer e agradecer aos docentes pela qualidade do ensino oferecido ao longo dos anos. O mercado reconhece a excelência da enfermagem formada no complexo FAMERP/Funfarme. São profissionais altamente capacitados, que não estão apenas na linha de frente da assistência, mas também ocupando posições estratégicas de liderança e gestão”, afirmou.

O diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio José Ramalho, também destacou a relevância da enfermagem dentro do complexo hospitalar. “A excelência da enfermagem está diretamente ligada à qualidade da assistência prestada. O Hospital de Base e todo o complexo Funfarme têm na enfermagem uma das bases fundamentais da sua estrutura técnica e operacional”, disse.

Um dos destaques da programação foi a presença de estudantes da rede técnica estadual e regional. Mais de 70 alunos do curso técnico de enfermagem da Escola Estadual Pio X, de Rio Preto, participaram das atividades. Outros 19 estudantes vieram de José Bonifácio, representando o curso técnico de enfermagem da Fundação de Ensino Oswaldo Bertazoni.

Para a professora Luciana Dantas, coordenadora da PAEET (Programa de Apoio ao Estudante do Ensino Técnico do Estado de São Paulo) da Escola Estadual Pio X, a participação dos estudantes amplia horizontes acadêmicos e profissionais. “Trazer os alunos para dentro de uma faculdade pública e reconhecida nacionalmente na área da enfermagem é uma oportunidade importante para que eles enxerguem possibilidades concretas de formação, pesquisa e atuação profissional. Muitos nunca tinham participado de um evento científico desse porte”, afirmou.

A professora Márcia Aparecida Mendonça Picolo, coordenadora da Escola Técnica Fundação de Ensino Oswaldo Bertazoni, destacou o contato dos alunos com profissionais e pesquisadores da área. “É uma alegria proporcionar aos estudantes essa experiência de conhecer a FAMERP e participar de um evento com discussões tão atuais e relevantes. Eles tiveram contato direto com grandes profissionais da enfermagem e puderam compreender a dimensão científica e social da profissão”, disse.

Ao longo do encontro, o conceito da enfermagem como “ciência do cuidar” esteve presente nas discussões sobre assistência, gestão, pesquisa e formação profissional. A abordagem destacou a enfermagem como uma área baseada em evidências científicas, integrada às transformações tecnológicas e sociais da saúde pública brasileira.

Criado em 1991, o curso de enfermagem da FAMERP integra um dos maiores complexos hospitalares de ensino do país, com atuação articulada entre ensino, pesquisa, extensão e assistência em saúde.

Homenagem

A Câmara Municipal de Rio Preto também participou das celebrações do Dia do Enfermeiro. Por proposta do vereador Pedro Roberto Gomes, foi aprovada uma Moção de Aplausos ao curso de enfermagem da FAMERP, à instituição e ao Hospital de Base/Funfarme pelos serviços prestados na formação de profissionais e na assistência à população.

A homenagem foi entregue à coordenadora do curso de enfermagem da FAMERP, Prof. Dra. Maria Helena Pinto; ao diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, Prof. Dr. Paulo César Espada; e ao diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio José Ramalho.

Fotos: Jonny Torres / FAMERP Divulgação

Docente da Famerp, Regina Chueire destaca desafios enfrentados por mulheres durante homenagem na Alesp

“Nascer mulher no Brasil ainda é um fator de risco.” Essa afirmação deu o tom do discurso da Profa. Dra. Regina Chueire ao ser homenageada no evento “Mulheres que Movem a História”, realizado na tarde desta terça-feira (28), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Docente da FAMERP e diretora do Instituto Lucy Montoro de Rio Preto, Dra. Regina foi homenageada pela deputada estadual Beth Sahão, por meio da Frente Parlamentar pela Defesa da Vida e Proteção de Mulheres e Meninas, ao lado de outras 19 mulheres que se destacam em diferentes áreas da sociedade.

A Profa. Dra. Regina Chueire fez um discurso marcado pela emoção e por um forte alerta social, baseado na realidade que acompanha diariamente no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS), nas unidades do complexo Funfarme. “Recebemos mulheres vítimas de violência doméstica com sequelas motoras e visuais. Muitas vezes, são mulheres que se colocam na frente dos filhos para protegê-los. É uma realidade brutal”, afirmou.

Com trajetória consolidada na medicina de reabilitação, a docente da FAMERP destacou que os dados e vivências clínicas revelam um cenário preocupante. “Nós, que somos da ciência, sabemos que nascer mulher no Brasil ainda é um fator de risco para a violência, para a dor e até para a morte”, disse.

Ao agradecer a homenagem, a docente ressaltou a importância de dar visibilidade à pauta e reforçou o compromisso com a continuidade do trabalho. “Estou muito emocionada. Estar ao lado de mulheres que admiro e que conhecia pela produção científica e pela atuação pública é uma honra. Essa homenagem é, acima de tudo, um compromisso que me faz seguir na luta”, afirmou.

Ela também chamou atenção para a sobrecarga enfrentada por muitas mulheres, que acumulam jornadas de trabalho e responsabilidades. Segundo a médica, esse contexto impacta diretamente a saúde física e emocional feminina.

Ao encerrar sua fala, Regina sintetizou o espírito do evento ao destacar a força coletiva das mulheres. “O nome do evento é ‘Mulheres que Movem a História’. Eu quero dizer que sou movida por todas vocês, pelas minhas pacientes e por todas as mulheres que seguem resistindo e transformando suas realidades.”

As homenageadas
A homenagem reuniu 19 mulheres com trajetórias diversas, entre elas a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho de Administração do Magazine Luiza; a geneticista Mayana Zatz, professora da USP; e a professora e gestora pública Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital do Ministério da Saúde. Também foram reconhecidas lideranças como Amelinha Teles, referência na luta pelos direitos das mulheres; a cantora Assucena; além de representantes de movimentos sociais e coletivos, como o Bloco Ilú Obá de Min e a Casa Margarida Barreto.

A lista de homenageadas inclui ainda nomes como Adriana Regina dos Santos, Claudete Pereira de Souza (Dete), Luna Zarattini, Débora Martins da Silva, Dora Colariccio, Fernanda Garcia dos Santos, Liedi Légi Bariani Bernucci, Maria Cristina Quirino, Sheila de Carvalho, Silvana Veríssimo e Sílvia Pimentel, evidenciando a diversidade de trajetórias reconhecidas pela iniciativa


Fotos: Natália Araújo/Assessoria/Gabinete Deputada Beth Sahão

Congresso de Extensão da FAMERP abre com reflexão sobre formação em saúde e diálogo com a comunidade

A FAMERP abriu, na noite de quinta-feira (12), o 1º Congresso de Extensão da FAMERP – EXTENSAÚDE, com uma reflexão sobre a importância de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade da população. A palestra de abertura foi conduzida pela empreendedora social Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias, que atua no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Durante a apresentação, Amanda destacou que a formação em saúde precisa ir além do conhecimento técnico e considerar as condições de vida das pessoas atendidas pelos serviços de saúde.

Segundo ela, compreender a realidade social do paciente é fundamental para que o cuidado seja efetivo. Como exemplo, citou situações em que orientações médicas não levam em conta o contexto de vida da população. “Não adianta prescrever um remédio de R$150 para quem não sabe se vai ter comida para os filhos no jantar”, afirmou.

A reflexão apresentada na palestra dialoga com os princípios da extensão universitária, que busca aproximar estudantes e professores da comunidade, promovendo o contato com diferentes realidades sociais e contribuindo para que a formação acadêmica esteja alinhada às necessidades da população.

A abertura oficial do congresso contou com a presença do juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, do defensor público Júlio César Tanone, do deputado estadual Valdomiro Lopes, da assessora especial da Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto, Paula Canova Sodré de Castro, além de diretores da FAMERP e da FUNFARME.

O EXTENSAÚDE continua nesta sexta-feira (13), com programação que inclui rodas de conversa e apresentação de pôsteres de projetos de extensão, reunindo experiências desenvolvidas por instituições de ensino superior.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

FAMERP fortalece mobilização regional no enfrentamento à dengue e reafirma compromisso com o SUS

Diante dos desafios impostos pela circulação da dengue e outras arboviroses na região de Rio Preto, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) sediou o II Fórum Regional de Enfrentamento da Dengue, reunindo autoridades da saúde, gestores públicos e profissionais da Rede de Atenção à Saúde dos 102 municípios do DRS-15.

O encontro reforçou a importância do planejamento integrado, da capacitação contínua e da atuação baseada em evidências científicas para reduzir impactos sociais, assistenciais e econômicos causados pela doença.

A mesa de abertura contou com a presença do vice-diretor geral da FAMERP, Prof. Dr. Aldenis Borim; do diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho; do secretário municipal de saúde de Rio Preto, Dr. Rubem Bottas; do diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS-15), Dr. André Luciano Baitello; e da Chefe do Departamento de Epidemiologia e Saúde da FAMERP, Profa. Dra. Maria Lúcia Machado Salomão.

Ao longo da programação, foram discutidos o cenário epidemiológico regional, estratégias de diagnóstico precoce, manejo clínico e organização da rede assistencial, com atenção especial a grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pacientes com comorbidades.

Ciência produzida em Rio Preto
A FAMERP tem papel estratégico no enfrentamento à dengue não apenas na formação de profissionais e na articulação regional, mas também na produção de conhecimento científico.

A instituição foi o único centro de pesquisa do Estado de São Paulo nos estudos da vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A segurança do imunizante foi avaliada por pesquisadores da FAMERP junto à população de São José do Rio Preto, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse protagonismo reafirma o compromisso da Faculdade com a ciência pública, a universidade pública e o fortalecimento do SUS como patrimônio da população brasileira.

Formação, pesquisa e assistência integradas
As ações assistenciais realizadas nos hospitais de ensino contam com a atuação direta de professores, pesquisadores, residentes e alunos da FAMERP, integrando ensino, pesquisa e cuidado à população.

Mais do que um evento pontual, o Fórum representa um movimento contínuo de mobilização regional, baseado em responsabilidade pública, cooperação institucional e produção científica qualificada. Rio Preto enfrenta desafios importantes na saúde pública, mas enfrenta com conhecimento, preparo técnico e união.

▶️ Assista à participação do Prof. Dr. Aldenis Borim: https://www.instagram.com/p/DUqTMDVEgZS/

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Pesquisa liderada pela Famerp e Funfarme coloca Mirassol na largada da vacinação contra Chikungunya

Mirassol entrou para a história da saúde pública brasileira nesta segunda-feira (2) ao se tornar o primeiro município do país a iniciar a vacinação contra a chikungunya. O marco, no entanto, vai além do ato simbólico da primeira dose aplicada: a largada da imunização só foi possível graças aos estudos científicos liderados pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), em parceria com a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), que garantiram a segurança e a eficácia da vacina.

Mais do que um avanço no combate à chikungunya, o início da vacinação evidencia o impacto direto da pesquisa científica na vida da população, como é o caso da enfermeira Maria do Rozário Drigo Fernandes, que atua no Centro de Saúde II (Postão), em Mirassol. Acostumada a vacinar a população, Maria do Rozário ficou emociona ao ser a primeira brasileira a ser vacinada.

O início da campanha foi acompanhado pelo secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Eleuses Paiva, pela médica infectologista Profª Drª Cassia Estofolete, pesquisadora da Famerp e uma das coordenadoras do estudo. Também estavam presentes o Dr. José Moreira, diretor de Matéria Médica do Instituto Butantan e o diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, além do diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS-XV), Dr. André Luciano Baitello, e autoridades municipais.

A vacinação em Mirassol é resultado direto de um longo processo de pesquisa clínica, do qual a Famerp foi a única instituição de ensino superior participante. A faculdade esteve envolvida em todas as etapas dos estudos, desde as fases iniciais até os ensaios clínicos mais avançados, consolidando o papel da região como polo estratégico de ciência e inovação em saúde.

Para o secretário estadual da Saúde, Dr. Eleuses Paiva, o protagonismo da Famerp reforça a relevância da instituição no cenário nacional. “A Famerp é um polo de ciência extremamente importante, não só para a região noroeste, mas hoje é um motivo de orgulho para o nosso país”, afirmou.

Segundo Paiva, a participação da faculdade foi fundamental para a comprovação da segurança e da eficácia do imunizante. “A Famerp foi extremamente importante para a gente poder avançar, principalmente nos estudos de fase três, que fizemos no Brasil. A Famerp foi um desses polos, onde nós tratávamos tanto populações mais jovens como populações dessa faixa etária, para ver qual a resposta”, explicou. De acordo com o secretário, os resultados obtidos no país foram equivalentes aos observados em estudos realizados na Europa. “Aqui no Brasil, a resposta foi muito similar: 98,7% dos voluntários tiveram produção de anticorpos neutralizantes”, completou.

O imunizante contra a chikungunya foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva, em parceria com o Instituto Butantan, e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. A aplicação inicial ocorre de forma estratégica em municípios considerados de maior risco epidemiológico. Ao todo, dez cidades de quatro estados brasileiros foram selecionadas para esta primeira etapa, com Mirassol abrindo oficialmente a campanha nacional.

O município recebeu um primeiro lote com 2.400 doses e a expectativa é vacinar cerca de 37.500 pessoas. Desde esta segunda-feira, moradores com idade entre 18 e 59 anos podem receber a vacina gratuitamente nas unidades de saúde da cidade.

Durante o evento, o prefeito de Mirassol, Edson Antonio Ermenegildo, destacou a satisfação de o município ter sido escolhido para iniciar a vacinação no Brasil. “Sem ciência, só milagre”, afirmou

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika, e tem apresentado crescimento expressivo no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que, somente em 2024, foram registrados 263.502 casos e 246 óbitos no Brasil. A doença pode causar febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares e, em alguns casos, complicações neurológicas. Como não há tratamento antiviral específico, a vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Mirassol recebe vacina inédita contra chikungunya e vira polo de estudo nacional com participação da Famerp e Funfarme

A cidade de Mirassol tornou-se um dos primeiros municípios do Brasil a receber a vacina contra a chikungunya — a primeira desenvolvida no mundo para prevenir a doença. A partir de 2 de fevereiro, moradores de 18 a 59 anos poderão ser imunizados gratuitamente nas unidades de saúde da cidade. Ao mesmo tempo, o município passa a ocupar posição estratégica em um estudo nacional que avalia a efetividade do imunizante em condições reais, com participação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e Fundação Regional Faculdade de Medicina (Funfarme).

A vacina foi desenvolvida pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. O Ministério da Saúde selecionou dez municípios em quatro estados para a introdução inicial do imunizante, considerando critérios como risco epidemiológico, histórico recente de casos e capacidade de implementação rápida no sistema público de saúde.

Em 2024, Mirassol registrou salto expressivo nos casos de chikungunya, passando de um único caso provável no ano anterior para 833 notificações, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. O cenário contribuiu para que o município fosse incluído na estratégia nacional de vacinação e no estudo coordenado pelo Instituto Butantan.

Além da imunização, a cidade também é palco de um inquérito sorológico conduzido por pesquisadores da Famerp, do Centro Integrado de Pesquisas (CIP) do Hospital de Base e da Secretaria Municipal de Saúde. As equipes realizam visitas domiciliares para coletar amostras de sangue e entrevistar moradores, com o objetivo de identificar a circulação prévia do vírus, inclusive em pessoas que não apresentaram sintomas.

“Nós vamos acompanhar a liberação da vacina, junto com o Butantan, para avaliar o impacto real da vacina e aprimorar estratégias de controle da doença”, afirma o virologista Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, diretor de pós-graduação da Famerp e um dos coordenadores do estudo.

Reconhecido como uma das principais referências nacionais no estudo de viroses, o professor da Famerp destaca que a chikungunya segue sendo subestimada. “Não se trata apenas de uma febre passageira. Em muitos casos, a dor articular se torna crônica e incapacitante. Estamos falando de pessoas que deixam de trabalhar, de produzir, de ter qualidade de vida”, afirma.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações, dor muscular, cefaleia e manchas na pele. Em casos menos frequentes, a infecção pode atingir o sistema nervoso central, causando complicações neurológicas.

Sem antiviral específico disponível, o tratamento atual é apenas sintomático, com uso de analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação. A vacina surge, portanto, como uma ferramenta central na prevenção da doença. Nos estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, cerca de 99% dos voluntários desenvolveram anticorpos neutralizantes após uma única dose.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2024 foram registrados 263.502 casos e 246 mortes por chikungunya no Brasil. No cenário global, o país ocupa a segunda posição em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a combinação entre vacinação e vigilância ativa pode mudar o enfrentamento da doença no país. “A vacina, sozinha, não resolve tudo. Mas quando ela é aplicada em um território monitorado, com acompanhamento científico rigoroso, temos a chance de produzir evidências sólidas para orientar políticas públicas em escala nacional”, afirma.

O Instituto Butantan também irá acompanhar a segurança do imunizante em estudos pós-comercialização, incluindo o monitoramento de adultos vacinados e de gestantes que eventualmente tenham sido imunizadas sem saber da gravidez. A participação nos estudos é voluntária.

Enquanto isso, autoridades de saúde reforçam que a população deve permanecer atenta aos sintomas e procurar atendimento médico em caso de febre associada a dores articulares ou no corpo. A expectativa é que os dados produzidos em Mirassol sirvam de base para a expansão da vacinação e para novas estratégias de controle da chikungunya em outras regiões do país.

 

Guerra Contra a Dengue: Famerp qualifica mobilização regional com ciência e educação em saúde

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) integra a mobilização regional “Guerra Contra a Dengue”, iniciativa liderada pela Unimed Rio Preto que reúne instituições de saúde, ensino e parceiros em um esforço conjunto de prevenção e conscientização da população.

Como instituição pública de ensino superior, vinculada à ciência, à pesquisa e ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Famerp atua como parceira técnica e científica da campanha, colocando à disposição da sociedade seu corpo docente e assistencial, seus projetos de extensão e sua experiência consolidada em políticas públicas de saúde.

A participação da Famerp está centrada em educação em saúde, prevenção e orientação qualificada, sempre baseada em evidência científica. As ações serão desenvolvidas por meio dos projetos de extensão dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, reforçando a aproximação entre a formação acadêmica e as necessidades reais da comunidade.

A definição dos formatos, locais e cronogramas das atividades ocorre em articulação com a coordenação da campanha. Como instituição pública, a Famerp atua com responsabilidade institucional, realizando ações fora de suas dependências somente mediante autorização e alvará do poder público municipal, conforme a legislação vigente.

Com trajetória reconhecida na área de virologia e doenças infecciosas, a Famerp contribui para que a mobilização alcance a população com credibilidade, método e rigor técnico, fortalecendo estratégias de prevenção antes dos períodos críticos de transmissão da dengue.

A campanha reforça que o enfrentamento da dengue é um desafio coletivo. A iniciativa privada mobiliza, a ciência pública qualifica e a população tem papel fundamental na prevenção, adotando cuidados simples no dia a dia, como eliminar água parada e manter quintais limpos.

Virologista da Famerp/Funfarme recebe Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Alesp por contribuições à ciência e à saúde pública

Maior honraria do Parlamento Paulista reconhece a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, referência internacional no enfrentamento de epidemias e no desenvolvimento da vacina contra a dengue

O Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, médico virologista e diretor-adjunto de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta distinção concedida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A honraria foi proposta pelo deputado estadual Itamar Borges (MDB) e entregue em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (12), na diretoria da Famerp. Além de pesquisador da Famerp, Dr. Maurício Lacerda Nogueira também atua no Centro Integrado de Pesquisa Clinica (CIP) e no Laboratório Central do Hospital de Base, de Rio Preto.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é destinado a personalidades e instituições que se destacam por contribuições relevantes ao desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo. A homenagem reconhece a trajetória científica do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, cuja atuação tem impacto direto na formulação de políticas públicas de saúde, no Brasil e no cenário internacional.

Referência em virologia, arboviroses e imunizações, o professor teve papel central no enfrentamento de epidemias como zika, dengue e Covid-19, além de liderar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A Famerp foi um dos principais centros do maior ensaio clínico sobre dengue já realizado no país, envolvendo mais de 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros.

Em 2025, Maurício Lacerda Nogueira também passou a integrar a lista dos cientistas brasileiros mais influentes do mundo, segundo levantamento da Agência Bori em parceria com a plataforma Overton, que identifica pesquisadores cujas evidências científicas embasam decisões estratégicas de governos e organismos internacionais. Ele ocupa a 63ª posição entre os 107 brasileiros mais citados em documentos de políticas públicas globais, com destaque para a área de doenças infecciosas e vacinas.

O reconhecimento internacional se soma à recente homenagem concedida pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH), que outorgou ao pesquisador o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções mundiais em medicina tropical e saúde global. O prêmio reconhece contribuições duradouras e de alto impacto no combate a doenças infecciosas e na melhoria dos resultados em saúde pública.

“Considerando que o Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta distinção concedida por esta Assembleia a personalidades cujos feitos contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento social, científico e humano de São Paulo, a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira satisfaz, com sobra, os requisitos de excepcionalidade, serviço público e repercussão social que orientam a concessão da honraria”, afirmou Itamar na justificativa apresentada à Alesp para a homenagem. “Diante desse robusto conjunto de méritos — liderança científica, inovação com aplicação imediata no SUS, impactos comprovados em emergências sanitárias e fortalecimento da capacidade científica paulista —, resta plenamente justificada a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao pesquisador”, acrescentou o deputado, que é de Rio Preto.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a honraria da Alesp representa um reconhecimento coletivo. “A ciência só tem sentido quando ultrapassa os muros da universidade e contribui para melhorar a vida das pessoas. Esse reconhecimento reflete o trabalho da Famerp e da Funfarme, dos nossos alunos, colegas e das comunidades que confiaram na pesquisa científica”, afirma.

O diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca que a homenagem reforça o papel estratégico da instituição no cenário nacional. “A trajetória do professor Maurício reafirma o compromisso da Famerp com a produção de conhecimento científico de alto impacto social, capaz de orientar políticas públicas e fortalecer o sistema de saúde”, ressalta.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramanho, também destacou a importância do reconhecimento.

“É motivo de orgulho para a Funfarme ver um pesquisador que atua em nossos serviços receber a maior honraria do Parlamento Paulista. A trajetória do professor Maurício representa a ciência com impacto direto no SUS e na saúde da população, fortalecendo o papel da instituição no cenário nacional e internacional”, afirma.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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