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Campanha do Dia Mundial do Rim mobiliza exames preventivos na região

Em campanha inédita, Rio Preto e mais 12 cidades do interior paulista se uniram para realizar exames preventivos de problemas renais durante as ações do Dia Mundial do Rim. A iniciativa foi organizada pelo complexo Funfarme e Famerp, mobilizando profissionais de saúde e estudantes de medicina em atividades de orientação e triagem para a população.

Em Rio Preto, um dos pontos da campanha foi o Pavilhão Fleury, em frente à biblioteca, onde foram realizados atendimentos e orientações sobre prevenção de doenças renais.

Ao menos 12 milhões de brasileiros, podendo chegar a 20 milhões, têm algum grau de doença renal crônica. A maioria não sabe que tem a doença, porque os sintomas costumam aparecer apenas em estágios avançados, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia.

Realizada há 20 anos pela disciplina de Nefrologia e pela disciplina de Saúde do Adulto e Idoso da Enfermagem, a campanha oferece exames preventivos e orientações sobre saúde renal. A ação integra a mobilização nacional coordenada pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e resulta de parceria com secretarias municipais de Saúde.

Durante a ação, foram realizados exames de uroanálise, aferição da pressão arterial e testes de glicemia. Em caso de resultados alterados, os participantes foram orientados a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de seu município para acompanhamento.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Famerp reforça compromisso com a saúde pública no Dia Nacional da Saúde

O Dia Nacional da Saúde é comemorado no Brasil em 5 de agosto e homenageia o nascimento de Oswaldo Cruz, médico e sanitarista que marcou a história do país no combate a epidemias como febre amarela, varíola e peste bubônica. A data foi criada para conscientizar a população sobre a importância da saúde em seus diferentes aspectos — físico, mental e social — e reforçar a necessidade de investir em prevenção e educação sanitária.

Com 57 anos de atuação, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) tem como missão não apenas formar médicos, mas também promover saúde pública e levar informação de qualidade à população de São José do Rio Preto e região. A instituição desenvolve ações contínuas em unidades básicas de saúde, com a participação ativa de alunos, residentes e professores em campanhas de vacinação, atendimentos clínicos e atividades de orientação sobre prevenção de doenças.

Por meio da campanha “Famerp Para Você”, a faculdade reafirma seu papel como instituição próxima da comunidade, com projetos que ultrapassam os muros da sala de aula. A Famerp leva conhecimento, cuidado e apoio direto à população, incluindo ações em escolas municipais e atividades de educação em saúde, cidadania e trânsito.

O Dia Nacional da Saúde também destaca a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), que garante o acesso gratuito e igualitário aos serviços de saúde em todo o Brasil. A Famerp tem orgulho de colaborar com o SUS na formação de profissionais qualificados e no desenvolvimento de práticas que fortalecem o sistema de saúde pública brasileiro.

Neste 5 de agosto, a Famerp reforça seu compromisso com a formação humanizada, a valorização do SUS e a construção de uma sociedade mais saudável, informada e consciente.

Famerp lança campanhas para valorizar colaboradores e alunos

Nesta segunda-feira (04), a Famerp deu início a duas importantes campanhas institucionais que reafirmam o compromisso da faculdade com quem torna possível sua missão na saúde pública: os colaboradores e os estudantes. As ações simultâneas “Nosso Valor”, voltada aos profissionais da instituição, e “Nosso Orgulho”, focada nos alunos da graduação, pós-graduação e residentes, têm como objetivo reconhecer, valorizar e fortalecer o sentimento de pertencimento dessas duas frentes essenciais da comunidade acadêmica.
A campanha “Nosso Valor” destaca o papel fundamental de cada colaborador da Famerp, desde os setores administrativos até as equipes técnicas e acadêmicas. Com duração de 21 semanas, a iniciativa trará mensagens inspiradoras publicadas na intranet, promovendo acolhimento e reforçando os valores institucionais como ética, humanização, compromisso e excelência.

Mensagem da primeira semana:

“Na Famerp, cada pessoa importa. E é a soma dos nossos talentos que transforma educação em cuidado.”

Já a campanha “Nosso Orgulho” é direcionada aos estudantes, reconhecendo sua trajetória de dedicação e superação, desde o ingresso por vestibular até os desafios diários da formação acadêmica em saúde. A ação também terá 21 semanas de duração, com mensagens inspiradoras que serão divulgadas semanalmente, reforçando o orgulho de ser Famerp — tanto para quem estuda quanto para quem ensina e apoia.

Mensagem da primeira semana:

“Ser Famerp é carregar um legado de esforço, superação e compromisso com a saúde pública.”

Com essas duas iniciativas, a Famerp valoriza o que tem de mais essencial: as pessoas. Reconhecer a importância dos colaboradores e estudantes é fortalecer a base de uma instituição pública que transforma vidas por meio do ensino, da pesquisa e da assistência em saúde.

— Famerp: mais que ensino. Uma comunidade que acolhe, transforma e se orgulha de quem faz a diferença.

Campanha de Higienização das Mãos 2025: Podem ser luvas, mas é sempre higiene das mãos!

Entre os dias 05 e 09 de maio de 2025, foi realizada mais uma edição do nosso compromisso com a segurança do paciente, dos profissionais de saúde e do meio ambiente: a Campanha de Higienização das Mãos. Com o tema “Podem ser luvas, mas é sempre higiene das mãos”, a ação deste ano teve como foco reforçar a importância das práticas corretas de higienização das mãos e o uso consciente de luvas nos serviços de saúde.

O que fizemos?

Durante a semana da campanha, foi divulgado um vídeo orientativo, produzido pela equipe Funfarme, com instruções claras sobre a técnica adequada de higienização das mãos – com base nos 5 Momentos da OMS (Organização Mundial da Saúde) – e sobre o uso correto das luvas, respeitando os critérios técnicos e éticos do cuidado em saúde.

Por que essa campanha é importante?

A campanha de 2025 teve como principais objetivos:

Fortalecer a prática da higiene das mãos entre os profissionais de saúde, destacando seu papel essencial na prevenção e controle de infecções (PCI).

Incentivar a incorporação da higienização das mãos nas estratégias nacionais de PCI e nos Procedimentos Operacionais Padrão (POPs) das unidades de saúde.

Conscientizar sobre o impacto ambiental do uso excessivo e desnecessário de luvas, contribuindo para uma gestão mais responsável de resíduos hospitalares.

Uma atitude simples que salva vidas

A higiene das mãos é uma das medidas mais simples, eficazes e acessíveis para reduzir a propagação de infecções em ambientes de cuidado. Porém, seu impacto vai além da segurança do paciente: ao utilizar luvas de maneira adequada, também reduzimos o descarte excessivo de materiais, colaborando com um sistema de saúde mais sustentável.

Com ações educativas como essa, reforçamos o compromisso com a qualidade do cuidado, a segurança do paciente e a responsabilidade ambiental. Agradecemos a toda a equipe e alunos Famerp que, coordenados pela Profª. Dra. Lúcia Beccaria, participaram da campanha idealizada pelos profissionais da Funfarme e ajudaram a espalhar essa mensagem tão importante.

Higienizar as mãos é um gesto de cuidado. Faça parte dessa cultura de segurança!

Famerp e Hospital de Base promovem campanha de conscientização pelo Câncer de Cabeça e Pescoço

Neste mês é celebrado o Julho Verde, campanha nacional dedicada a prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço. Para contribuir com a campanha, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e o Hospital de Base (HB) promoveram uma manhã de conscientização para a população, nesta terça (16). As ações ocorreram no Ambulatório Geral e de Especialidades do Hospital de Base para os pacientes atendidos pelo Complexo Funfarme e no Shopping Prefeito Antônio Figueiredo de Oliveira, para a população em geral.

A geneticista, professora e pesquisadora da FAMERP, Eny Maria Goloni Bertollo, explica que os profissionais de pesquisa e ensino da instituição se empenharam em organizar este dia especial para discutir sobre sintomas, fatores de riscos da doença e de ressaltar como os pacientes também podem ser porta-vozes para a comunidade, a partir do compartilhamento da experiência deles.

“O câncer de cabeça e pescoço não é muito falado pelas pessoas, em geral. Os sinais e sintomas, às vezes, são discretos e passam desapercebidos. Por isso, a importância da campanha. No Julho Verde, então, é um mês inteirinho dedicado para o país e municípios fazerem esse papel de divulgação desse trabalho”, diz.

O autônomo Walter Eduardo Eleutério Pinto, de 58 anos, é um dos pacientes que participaram da ação desta terça-feira. Ele, que recebeu o diagnóstico de câncer de laringe há 2 anos, conta que percebeu uma alteração na voz e falta de ar, mas que demorou para buscar ajuda profissional. Quando buscou atendimento na cidade de Ubarana, onde reside, foi encaminhado para o Hospital de Base e, devido a urgência do caso, precisou realizar a primeira cirurgia no mesmo dia.

“Tinham dias em que eu levantava de manhã e não conseguia falar, a voz ia melhorando durante o dia, mas era um sacrifício falar de manhã com a minha esposa. Mesmo percebendo esses sinais, eu demorei para buscar um médico. Se eu tivesse procurado logo no começo, meu tratamento teria sido mais fácil. Mas hoje sigo meu tratamento, não perco uma consulta. Posso dizer que estou bem, levo minha vida e converso com as pessoas normalmente”, conta.

Câncer de Cabeça e Pescoço

Os tumores de cabeça e pescoço são uma denominação genérica do câncer que se localiza em regiões como boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amígdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide, seios paranasais, fossas nasais e glândulas salivares. Anualmente, cerca de 700 mil novos casos são diagnosticados no mundo. Um dos principais problemas para o tratamento é o diagnóstico tardio, que ocorre em 60% dos casos, com impacto negativo na sobrevida do paciente.

A geneticista explica que o diagnóstico precoce é o mais importante no processo de tratamento das doenças “A saúde é cada vez mais preventiva e não curativa, então quando a gente tem um sinal de alerta e busca orientação profissional, as condições de restabelecer a saúde do paciente mais facilmente são maiores. Então, quando notados sinais como manchas ou dores na região de cabeça, pescoço e cavidade oral que não desaparecem em três semanas, alteração da voz por um tempo significativo e dificuldade respiratório, é indicado procurar o posto de saúde mais próximo”, explica.

Fatores de risco

– Tabagismo: quem fuma cigarro ou utiliza outros produtos derivados do tabaco, como cigarro de palha, de Bali, de cravo ou kreteks, fumo de rolo, tabaco mascado, charutos, cachimbos e narguilé, entre outros, tem risco muito maior de desenvolver câncer de boca e de faringe do que não fumantes e quanto maior o número de cigarros fumados, maior o risco;
– Consumo de bebidas alcoólicas;
– Exposição ao sol sem proteção representa risco importante para o câncer de lábios;
– Excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de boca;
– Exposição a óleo de corte, amianto, poeira de madeira, poeira de couro, poeira de cimento, de cereais, têxtil e couro, amianto, formaldeído, sílica, fuligem de carvão, solventes orgânicos e agrotóxicos está associada ao desenvolvimento de câncer de boca. Os trabalhadores da agricultura e criação de animais, indústria têxtil, de couro, metalúrgica, borracha, construção civil, oficina mecânica, fundição, mineração de carvão, assim como profissionais cabeleireiros, carpinteiros, encanadores, instaladores de carpete, moldadores e modeladores de vidro, oleiros, açougueiros, barbeiros, mineiros, canteiros, pintores e mecânicos de automóveis podem apresentar risco aumentado de desenvolvimento da doença;
– Infecção pelo vírus HPV está relacionada a alguns casos de câncer de orofaringe.

Reabilitação

A supervisora do serviço de Fonoaudiologia do HB, Arianny Costa, explica que todo profissional de saúde tem um papel fundamental no diagnóstico e na prevenção dos tumores de cabeça e pescoço. No caso da fonoaudiologia, área fundamental na reabilitação do paciente, o tratamento pode começar antes do início do tratamento do câncer, de forma a capacitar as funções do paciente para receber o tratamento, como a deglutição.

“É comum de acontecer nesses nossos pacientes com câncer de cabeça e pescoço as alterações de deglutição. Então eles podem apresentar engasgos, tosse, se alimentar e esse alimento acabar se desviando para o pulmão, podendo ter uma pneumonia aspirativa. Então o nosso trabalho é fundamental no sentido de prevenir essas complicações, ajudar o paciente nessa caminhada durante o tratamento para que ele tenha melhores condições de fazer o tratamento de forma adequada”, explica.

No pós-tratamento a Fonoaudióloga conta que sua função é reabilitar e devolver esse paciente para a sociedade, e garantir que ele consiga se integrar à família e à sociedade, como no caso dos pacientes que tem um câncer de laringe, que podem perder totalmente a sua voz.

“Hoje temos no evento a gente tem pacientes que fizeram uma cirurgia que se chama laringectomia total, que é a retirada total da laringe. Então esses pacientes perdem a voz. Mas nós temos hoje muitos recursos para fazer essa reabilitação vocal, então fazemos um trabalho de orientação pré-operatória, explicando para eles que eles não precisam ficar com medo, que eles podem operar, porque depois a gente vai conseguir reabilitar e devolver a comunicação e voz deles”, finaliza.

             Ouvidoria
SIC