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Primeira turma de Medicina da FAMERP volta à antiga sala de aula mais de cinco décadas depois

Há lugares que guardam mais do que paredes, cadeiras e corredores. Guardam vozes, expectativas, amizades e capítulos inteiros de uma vida. No último dia 25 de setembro, o Anfiteatro Dr. Raul de Aguiar Ribeiro voltou a receber alguns dos estudantes que fizeram daquele espaço sua sala de aula e ajudaram a escrever as primeiras páginas da história da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Mais de cinco décadas depois da formatura, integrantes da primeira turma de Medicina da FAMERP se reencontraram no mesmo ambiente onde, ainda jovens, acompanharam aulas, fizeram planos e deram os primeiros passos de uma trajetória profissional que se espalharia por diferentes cidades e especialidades médicas.

Dos 68 alunos formados pela turma pioneira, 27 estiveram presentes no encontro. Atualmente, 41 dos integrantes daquela geração estão vivos. O número ajuda a traduzir o significado de uma reunião marcada não apenas pela celebração, mas também pela memória daqueles que fizeram parte dessa história e já não puderam retornar à antiga sala de aula.

No anfiteatro, passado e presente convivem de maneira permanente. Uma placa comemorativa instalada no local registra os nomes dos integrantes da primeira turma, transformando o espaço em uma espécie de testemunha silenciosa do início da formação médica na FAMERP.

Para quem voltou ali depois de tantos anos, entretanto, os nomes gravados deixaram de ser apenas uma lembrança na parede. Ganharam novamente rostos, vozes, abraços e histórias.

Entre os ex-alunos presentes, três mantiveram um vínculo especialmente duradouro com a instituição: depois de estudantes, tornaram-se professores e permaneceram na FAMERP ao longo de suas carreiras. São eles o infectologista Prof. Dr. Irineu Maia, o proctologista Prof. Dr. João Gomes Netinho e o cirurgião geral Prof. Dr. José Francisco Gandolfi.

Gandolfi também participou diretamente da trajetória administrativa da instituição, tendo exercido a direção da FAMERP entre 1991 e 1997. Assim como Maia e Gomes Netinho, ele representa uma geração que não apenas recebeu sua formação na faculdade, mas ajudou a formar as gerações seguintes.

A história da FAMERP começou em 1967, em meio à mobilização de lideranças médicas e da comunidade de São José do Rio Preto pela criação de um curso de Medicina na região. Na época, a oferta de formação na área da saúde no interior paulista ainda era restrita. A instituição nasceu como Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense (Fresa) e, nos primeiros anos, funcionou como faculdade particular. A fundação aconteceu em 30 de janeiro de 1968, com aula inaugural em 15 de abril do mesmo ano.

Décadas depois, aquela iniciativa local se consolidaria como uma das principais instituições de ensino médico do interior paulista. Em 1994, a faculdade tornou-se autarquia estadual e deixou de cobrar mensalidades de seus estudantes. Ao longo de sua trajetória, milhares de médicos passaram por suas salas, laboratórios, ambulatórios e hospitais.

Para os integrantes da primeira turma, porém, essa história institucional também se confunde com a própria história pessoal. Para o Prof. Dr. Irineu Maia, é uma grande alegria rever colegas com quem dividiu parte da vida, conhecer as histórias construídas ao longo dos anos e acompanhar os caminhos percorridos pela Medicina em diferentes regiões do País.

No encontro de 25 de setembro, esse sentimento voltou a ocupar o antigo anfiteatro. Ali, onde um dia havia jovens diante do início de uma profissão, sentaram-se novamente médicos com décadas de experiência, carreiras consolidadas, famílias constituídas e incontáveis histórias acumuladas. Entre uma lembrança e outra, o tempo pareceu encurtar a distância entre os estudantes de ontem e os profissionais de hoje.

A placa na parede continua com os mesmos nomes. Mas, no dia 25 de setembro, parte deles voltou a ocupar a sala.

Acesse o link para conferir as imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1necCDSKWQByhkQfQmYE8OfgI5R17iCRs?usp=sharing

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

CEP/FAMERP recebe nota máxima em análises da INAEP

O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (CEP/FAMERP) recebeu avaliação máxima em auditoria realizada pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). O resultado foi destacado durante visita técnica de representantes do órgão à instituição, no dia 29 de setembro.

A comitiva da INAEP, formada por Meiruze Sousa Freitas, João Paulo Alves Oliveira e Maiko Luis Tonini, foi recebida por diretores da FAMERP e integrantes do Comitê de Ética em Pesquisa, entre eles o Prof. Dr. Paulo Espada, diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, e o Prof. Dr. Luiz Carlos de Mattos, diretor-executivo da FAEPE.

A visita teve como objetivo acompanhar de perto as atividades desenvolvidas pelo Comitê, conhecer sua estrutura, organização e fluxos de trabalho e avaliar aspectos relacionados à qualidade e à agilidade das análises éticas realizadas na instituição.

Durante a programação, os representantes da INAEP conheceram as dependências da FAMERP e do complexo Funfarme, como o Hospital de Base (HB). Na sequência, participaram de uma apresentação sobre o funcionamento do CEP/FAMERP, que abordou a composição da equipe, o volume de protocolos avaliados, indicadores de desempenho e as estratégias adotadas para garantir padronização, qualidade e cumprimento dos prazos na emissão dos pareceres.

O principal destaque do encontro foi o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pelo Comitê. Segundo os representantes da INAEP, o CEP/FAMERP alcançou avaliação máxima na auditoria feita a partir da análise de uma amostra de seus pareceres.

A equipe da Instância Nacional também ressaltou que a experiência desenvolvida na FAMERP poderá servir de referência para outros Comitês de Ética em Pesquisa acreditados no país.

O resultado evidencia um trabalho construído de forma coletiva pelos membros relatores e pela equipe administrativa do CEP/FAMERP, em um cenário marcado pelo elevado volume de pesquisas submetidas à análise ética na instituição.

Além da avaliação técnica, a visita proporcionou a troca de experiências sobre os desafios atuais do sistema brasileiro de ética em pesquisa. Entre os temas discutidos estiveram o aprimoramento dos fluxos de análise, o fortalecimento dos Comitês acreditados e a necessidade de manter eficiência e qualidade na avaliação dos projetos.

Para o CEP/FAMERP, o encontro amplia a possibilidade de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema nacional de ética em pesquisa e reforça princípios que orientam sua atuação, como a proteção dos participantes, a responsabilidade na condução dos estudos e a qualidade da avaliação ética.

O CEP/FAMERP foi acreditado no processo conduzido pelo sistema nacional de ética em pesquisa entre 2022 e 2024. Desde então, vem ampliando sua atuação na avaliação de estudos, incluindo projetos multicêntricos, com foco na proteção dos participantes de pesquisa, na qualidade dos pareceres e no cumprimento dos prazos estabelecidos.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Enamed evidencia compromisso da FAMERP com a formação médica

Depois de conquistar nota máxima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em 2025, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) voltou a mobilizar seus alunos de Medicina para a edição deste ano do exame, realizada no último domingo, 13 de setembro.

Em São José do Rio Preto, os estudantes foram recepcionados pelo diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, Prof. Dr. Paulo Cesar Espada, pelo coordenador do curso de Medicina, Prof. Dr. Gerardo Maria de Araújo Filho, e pela equipe da Diretoria-Adjunta de Ensino.

A presença da instituição junto aos alunos no dia da prova traduz uma preocupação que acompanha toda a graduação: formar médicos com sólida preparação acadêmica, experiência prática e compromisso com as necessidades da sociedade.

Criado pelo Ministério da Educação (MEC) e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enamed avalia conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidos ao longo da formação médica. O exame também produz indicadores que ajudam a acompanhar a qualidade dos cursos de Medicina no país.

Na edição de 2025, a FAMERP alcançou conceito 5, a nota máxima do Enamed. O resultado colocou a instituição entre os 49 cursos que obtiveram a maior faixa de desempenho entre os 351 avaliados naquele ano.

Para a FAMERP, porém, o desempenho em uma avaliação nacional começa muito antes do dia da prova.

A formação dos estudantes é construída a partir da integração entre ensino, pesquisa e assistência, com contato direto com a realidade da saúde pública e com diferentes níveis de complexidade do atendimento médico.

Essa vivência ganha dimensão especialmente no Complexo FAMERP/FUNFARME, onde os alunos acompanham a rotina de serviços que atendem majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os principais cenários de formação estão o Hospital de Base (HB) e o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), referências regionais em atendimentos de média e alta complexidade.

É nesse ambiente que o conhecimento adquirido em sala de aula encontra situações reais: pacientes com diferentes condições clínicas, atuação multiprofissional, tomada de decisão, pesquisa, assistência e acompanhamento de casos de maior complexidade.

O Enamed funciona, nesse contexto, como um dos instrumentos externos de avaliação de uma formação desenvolvida diariamente por alunos, professores, preceptores, profissionais da assistência e equipes acadêmicas.

O conceito 5 conquistado em 2025 estabeleceu uma referência importante. Agora, uma nova edição do Enamed volta a colocar em avaliação um trabalho construído coletivamente ao longo de toda a graduação.

             Ouvidoria
SIC