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Cientistas do complexo Famerp/Funfarme integram ranking da Universidade de Stanford entre os mais influentes do planeta

A ciência produzida no interior paulista está no topo do conhecimento global. Um levantamento internacional elaborado pela Universidade de Stanford em parceria com a editora Elsevier apontou pesquisadores do complexo Famerp/Funfarme (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto e Hospital de Base) no seleto grupo dos cientistas mais influentes do mundo. O reconhecimento mensura o volume e o prestígio de citações científicas que os trabalhos da instituição recebem em todo o planeta.

Entre os destaques está o virologista Dr. Maurício Lacerda Nogueira, que figura entre os 2% dos cientistas mais citados do mundo na área de arboviroses. Com investigações financiadas tanto por agências brasileiras quanto pelo governo norte-americano, a equipe liderada por Maurício estuda a dinâmica de transmissão de vírus como dengue, zika e febre amarela, além de atuar no desenvolvimento de diagnósticos, tratamentos e vacinas.

Para o Dr. Maurício Nogueira, figurar no ranking reflete uma trajetória coletiva de duas décadas construída dentro do Hospital de Base e da Famerp.
“Isso não pode ser encarado como um objetivo em si, mas como consequência de 20 anos de trabalho, do apoio das instituições, da participação da população nos estudos e da qualidade dos alunos e pesquisadores que formamos. A pesquisa que é citada e é referência lá fora foi feita aqui dentro de São José do Rio Preto, com a população e com os pacientes atendidos no Hospital de Base. Ela serve para oferecer aos gestores melhores informações para medidas de controle de mosquito e vacinação, e para que os nossos pacientes tenham um atendimento de melhor qualidade”, ressalta ressalta o cientista e diretor-adjunto de Pós-Graduação da Famerp.

O pesquisador ressalta ainda o valor estratégico do financiamento contínuo para manter o país competitivo. “A ciência é muito cara, mas não fazer ciência é ainda mais caro. Isso se reflete em tratamentos de saúde mais custosos, na população adoecida e em maiores investimentos do SUS no futuro. Precisamos nos atualizar constantemente para continuar respondendo às necessidades da sociedade”, disse.

Na área de Medicina de Emergência e Terapia Intensiva, a médica intensivista e professora da Famerp Dra. Suzana Margareth Ajeje Lobo alcançou a 459ª posição mundial entre mais de 44 mil pesquisadores avaliados em sua especialidade, colocando seu trabalho entre o 1,04% de maior impacto científico global. Com mais de 170 artigos publicados e mais de 24,9 mil citações na literatura médica mundial, Dra. Suzana lidera investigações sobre sepse (infecção generalizada), marcadores inflamatórios e otimização hemodinâmica em pacientes graves.

A Dra. Suzana Lobo pontua também o desafio de conciliar a rotina assistencial de emergência com a atividade acadêmica e científica.
“Não é fácil conseguir financiamento para a pesquisa clínica e conciliar a rotina de dar aulas, atender pacientes graves na UTI e orientar mestrandos e doutorandos. Mas é muito gratificante ver nosso trabalho reconhecido. Esse resultado mostra que a investigação que fazemos na beira do leito ajuda a tomar decisões terapêuticas mais adequadas e individualizadas para as necessidades de cada paciente”, ressaltou.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Prof. Dr. Arthur Soares Souza Júnior recebe Medalha de Ouro da Radiologia brasileira

O médico radiologista Arthur Soares Souza Júnior, professor do programa de pós-graduação em Ciências da Saúde da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), recebeu a Medalha de Ouro do Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR), a mais alta honraria concedida pela entidade. A homenagem ocorreu durante o 55º Congresso Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR 26), realizado entre os dias 17 e 19 de setembro de 2026, no Recife (PE).

A distinção é concedida a profissionais que contribuíram de forma significativa para o desenvolvimento da Radiologia e do Diagnóstico por Imagem no Brasil. Segundo o CBR, a escolha de Arthur Soares Souza Júnior levou em consideração sua trajetória profissional, liderança e contribuição para o fortalecimento da especialidade, especialmente na formação de novas gerações de radiologistas.

Formado em Medicina pela FAMERP, Arthur Soares Souza Júnior possui doutorado em Radiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e livre-docência pela FAMERP. Sua trajetória reúne atividades de assistência médica, pesquisa e ensino, com atuação na área de radiologia torácica e na formação de especialistas.

Além da atuação acadêmica, o professor é um dos sócios mais antigos do Ultra-X Medicina Diagnóstica, em São José do Rio Preto, onde participou do desenvolvimento dos serviços de diagnóstico por imagem ao longo de sua carreira.

Na comunicação oficial da homenagem, assinada pelo presidente do CBR, Rubens Chojniak, a entidade destacou o compromisso do médico com a excelência profissional e sua contribuição para o avanço da especialidade no país.

A Medalha de Ouro representa o principal reconhecimento institucional do CBR a profissionais cuja atuação tenha produzido contribuições duradouras para a Radiologia brasileira. A homenagem ao professor também evidencia a participação de docentes formados e vinculados à FAMERP no desenvolvimento da especialidade no Brasil.

Fotos: Divulgação

FAMERP abre polo de pesquisa sobre Síndrome de Down com 40% das vagas preenchidas no lançamento

O Complexo FAMERP/Funfarme passa a integrar a primeira rede nacional de pesquisa dedicada à Síndrome de Down. Instalado em São José do Rio Preto, o novo polo da Rede Buriti-SD iniciou suas atividades com 40% das vagas do projeto preenchidas já no lançamento, realizado no sábado (17). A iniciativa coloca a cidade entre os centros brasileiros envolvidos em uma investigação destinada a ampliar o conhecimento sobre a saúde das pessoas com Síndrome de Down, da infância ao envelhecimento.

A Rede Buriti-SD reúne mais de 30 instituições brasileiras e é coordenada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI) e do Instituto Alana. O projeto prevê a formação da Coorte Brasileira de Pessoas com Síndrome de Down, a criação de um biobanco nacional e a implantação de um observatório de dados de saúde, com informações que poderão subsidiar o atendimento clínico e a formulação de políticas públicas.

A chegada da rede a Rio Preto representa a participação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) em um esforço científico nacional para investigar as condições de saúde dessa população. A pesquisa será desenvolvida em parceria com a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), por uma equipe multidisciplinar coordenada pela pesquisadora Prof. Dra. Érika Cristina Pavarino, diretora-adjunto de Pesquisa da instituição.

Para o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a integração à Rede Buriti-SD reforça a responsabilidade da instituição na produção de conhecimento científico com aplicação na assistência à saúde. “A participação da FAMERP nesta rede nacional amplia nossa contribuição para uma área que ainda apresenta importantes lacunas de conhecimento. Estamos falando de uma pesquisa que poderá ajudar a compreender melhor as necessidades de saúde das pessoas com Síndrome de Down e oferecer evidências para aprimorar o acompanhamento clínico e orientar políticas públicas. É uma iniciativa que aproxima a ciência das necessidades reais da população”, afirma.

Pesquisa quer compreender o envelhecimento de pessoas com Down
Um dos principais desafios da rede é ampliar a participação de adultos com Síndrome de Down, especialmente aqueles com mais de 40 anos. Embora a expectativa de vida dessa população tenha mais que dobrado nas últimas décadas, a maior parte do conhecimento científico disponível ainda se concentra na infância.

Essa diferença entre o aumento da longevidade e a disponibilidade de informações científicas sobre a vida adulta torna o envelhecimento uma das questões centrais da investigação. A participação de pessoas de diferentes faixas etárias permitirá reunir dados sobre suas condições de saúde e contribuir para a identificação de necessidades específicas de acompanhamento ao longo da vida.

Segundo a Profa. Dra. Érika Cristina Pavarino, coordenadora do polo de Rio Preto, a inclusão de adultos mais velhos é fundamental para ampliar o alcance dos estudos. “Hoje, as pessoas com Síndrome de Down vivem muito mais, mas ainda precisamos compreender melhor como elas envelhecem e quais cuidados são necessários nessa fase da vida. Grande parte das pesquisas se concentra nas crianças. Precisamos também ouvir, avaliar e acompanhar os adultos, especialmente aqueles com mais de 40 anos. A participação dessas pessoas é fundamental para produzir conhecimento que possa contribuir para sua saúde e qualidade de vida”, explica.

Alcançar esse público, porém, exige uma mobilização que vai além dos serviços de saúde e educação. Muitos adultos já não frequentam escolas ou centros de reabilitação, ambientes nos quais costumam circular informações sobre pesquisas científicas. Por isso, a equipe faz um chamado especial a familiares, irmãos e cuidadores para que incentivem a participação.

Participantes terão consultas e exames laboratoriais
O polo de Rio Preto está recebendo cadastros de pessoas com Síndrome de Down a partir dos seis anos de idade. A participação no estudo inclui encontros com psicóloga, consulta médica e coleta de sangue, que poderá ser realizada no domicílio pela equipe do laboratório.

Os participantes terão acesso aos resultados de exames como hemograma, glicose, hemoglobina glicada, perfil lipídico, avaliação das funções renal e hepática, hormônios da tireoide, ferro e ferritina, entre outros.

As avaliações psicológicas serão realizadas exclusivamente para fins de pesquisa, sem caráter diagnóstico. Quando houver necessidade de deslocamento para os encontros presenciais, os custos serão reembolsados pelo projeto.

A equipe do polo reúne profissionais e pesquisadoras de diferentes áreas. Além de Érika Cristina Pavarino, participam a geneticista Profa. Dra. Eny Maria Goloni-Bertollo, a médica Beatriz Bertelli, a psicóloga Lanna Gagliardi, a bióloga Dra. Jucimara Colombo e as doutorandas do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP Amanda Peral, Andressa Stefani, Bianca Bogdan e Nayara Hachich.

Lançamento reúne pesquisadores, famílias e entidades
A apresentação do polo à comunidade ocorreu em 17 de outubro e teve como principal palestrante a diretora executiva da Rede Buriti-SD, Rita Alves.

O encontro contou com a presença do diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, do diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, de pessoas com síndrome de Down e familiares, além de representantes do Instituto Point Down, da Ding Down, da Seo Fisioterapia, do Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) e da Central de Estudos – Instituto de NeuroAprendizagem.

No próprio evento, 40% das vagas disponíveis para o atual projeto de pesquisa do polo foram preenchidas.

Como participar da pesquisa
Pessoas com síndrome de Down a partir dos seis anos podem manifestar interesse em participar da Rede Buriti-SD pelo e-mail riopreto@redeburitisd.org.br ou pelo formulário on-line de inscrição.

Após o cadastro, a equipe entra em contato com os interessados pelo WhatsApp para orientar sobre as etapas da pesquisa.

As vagas são distribuídas por faixa etária e preenchidas conforme a ordem de inscrição. Os demais interessados passam a integrar uma lista de espera.

50 anos depois, turma de 1976 da FAMERP volta às origens para celebrar o Jubileu de Ouro

Integrantes da IV Turma de Medicina se reencontraram no Anfiteatro Central, revisitaram o Hospital de Base e recriaram, na mesma escadaria, uma fotografia que atravessou cinco décadas

Há fotografias que registram um instante. Outras acabam guardando uma vida inteira.

Há 50 anos, jovens médicos posaram juntos na escadaria do Hospital de Base de São José do Rio Preto. Tinham acabado de atravessar anos intensos de estudo, plantões, descobertas e amizades. Diante deles estava praticamente tudo: carreiras por construir, pacientes ainda desconhecidos, famílias que nasceriam, caminhos que os levariam a diferentes cidades e especialidades.
Na tarde de sexta-feira, 9 de outubro, parte daquela turma voltou ao mesmo lugar.

Os formandos da IV Turma de Medicina da FAMERP, de 1976, reuniram-se para celebrar o Jubileu de Ouro, no ano em que a turma chega aos 50 anos de formação. O encontro começou no Anfiteatro Central da FAMERP e seguiu depois para o Hospital de Base, espaço inseparável da trajetória acadêmica e profissional de muitos deles.

Não foi apenas uma visita.
Foi um retorno.

Nos corredores que um dia percorreram como estudantes, os antigos alunos reencontraram espaços conhecidos e, inevitavelmente, outras versões de si mesmos. A Medicina mudou. A FAMERP cresceu. O Hospital de Base se transformou. Eles também. Mas algumas histórias parecem resistir à passagem do tempo.

A mais simbólica delas estava na escadaria principal do Hospital de Base.
Ali, os integrantes da turma se posicionaram novamente para refazer a fotografia registrada cinco décadas antes. O cenário permaneceu como elo entre duas imagens separadas por meio século: de um lado, jovens médicos diante de uma profissão que começava; do outro, profissionais que carregam no currículo décadas de assistência, ensino, pesquisa e contribuição à saúde.

Entre os integrantes da turma está o Prof. Dr. Horácio José Ramalho, que fez da instituição onde estudou também parte de sua vida profissional. Docente da FAMERP, ele é atualmente diretor-executivo da FUNFARME, fundação responsável pelo complexo que inclui o Hospital de Base.

Sua trajetória simboliza uma característica marcante daquela geração. Muitos dos estudantes formados em 1976 mantiveram vínculos com a FAMERP ao longo das décadas, alguns deles permanecendo na instituição como docentes e participando diretamente da formação das gerações seguintes.

Assim, o conhecimento recebido em sala de aula não terminou com o diploma. Passou de professor para aluno, depois daquele aluno para novos estudantes, numa corrente que atravessou décadas e ajudou a consolidar a tradição da FAMERP no ensino médico.

A turma era formada por 68 alunos. A conclusão do curso ocorreu em 30 de novembro de 1976, e a colação de grau foi realizada em 2 de dezembro daquele ano.

Naquele tempo, a instituição ainda carregava em seu nome uma história que estava sendo construída. Hoje, aqueles estudantes podem olhar para a dimensão alcançada pela FAMERP e pelo Hospital de Base sabendo que parte dessa trajetória também passou por suas mãos.

O próprio Prof. Dr. Horácio José Ramalho ocupa atualmente uma posição que traduz essa continuidade. Além da atividade acadêmica na FAMERP, está à frente da diretoria executiva da FUNFARME, instituição que administra um complexo hospitalar cuja assistência alcança mais de 1,7 milhão de pessoas em 102 municípios do Noroeste Paulista.

Mas números, cargos e currículos contam apenas parte dessa história.

O reencontro de uma turma depois de cinco décadas também é feito de detalhes menos mensuráveis: reconhecer uma voz antes de reconhecer um rosto, relembrar um professor, descobrir o destino de um colega, repetir uma história conhecida por todos e perceber que algumas amizades conseguem atravessar o tempo praticamente intactas.

Naquela sexta-feira, por algumas horas, os médicos voltaram a ser também os alunos de 1976.

E, diante da escadaria do Hospital de Base, a fotografia ganhou uma segunda versão.

A primeira guardava expectativas.

A nova guarda trajetórias.

Entre uma e outra estão 50 anos de Medicina, de histórias e de FAMERP.

Primeira turma de Medicina da FAMERP volta à antiga sala de aula mais de cinco décadas depois

Há lugares que guardam mais do que paredes, cadeiras e corredores. Guardam vozes, expectativas, amizades e capítulos inteiros de uma vida. No último dia 25 de setembro, o Anfiteatro Dr. Raul de Aguiar Ribeiro voltou a receber alguns dos estudantes que fizeram daquele espaço sua sala de aula e ajudaram a escrever as primeiras páginas da história da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Mais de cinco décadas depois da formatura, integrantes da primeira turma de Medicina da FAMERP se reencontraram no mesmo ambiente onde, ainda jovens, acompanharam aulas, fizeram planos e deram os primeiros passos de uma trajetória profissional que se espalharia por diferentes cidades e especialidades médicas.

Dos 68 alunos formados pela turma pioneira, 27 estiveram presentes no encontro. Atualmente, 41 dos integrantes daquela geração estão vivos. O número ajuda a traduzir o significado de uma reunião marcada não apenas pela celebração, mas também pela memória daqueles que fizeram parte dessa história e já não puderam retornar à antiga sala de aula.

No anfiteatro, passado e presente convivem de maneira permanente. Uma placa comemorativa instalada no local registra os nomes dos integrantes da primeira turma, transformando o espaço em uma espécie de testemunha silenciosa do início da formação médica na FAMERP.

Para quem voltou ali depois de tantos anos, entretanto, os nomes gravados deixaram de ser apenas uma lembrança na parede. Ganharam novamente rostos, vozes, abraços e histórias.

Entre os ex-alunos presentes, três mantiveram um vínculo especialmente duradouro com a instituição: depois de estudantes, tornaram-se professores e permaneceram na FAMERP ao longo de suas carreiras. São eles o infectologista Prof. Dr. Irineu Maia, o proctologista Prof. Dr. João Gomes Netinho e o cirurgião geral Prof. Dr. José Francisco Gandolfi.

Gandolfi também participou diretamente da trajetória administrativa da instituição, tendo exercido a direção da FAMERP entre 1991 e 1997. Assim como Maia e Gomes Netinho, ele representa uma geração que não apenas recebeu sua formação na faculdade, mas ajudou a formar as gerações seguintes.

A história da FAMERP começou em 1967, em meio à mobilização de lideranças médicas e da comunidade de São José do Rio Preto pela criação de um curso de Medicina na região. Na época, a oferta de formação na área da saúde no interior paulista ainda era restrita. A instituição nasceu como Fundação Regional de Ensino Superior da Araraquarense (Fresa) e, nos primeiros anos, funcionou como faculdade particular. A fundação aconteceu em 30 de janeiro de 1968, com aula inaugural em 15 de abril do mesmo ano.

Décadas depois, aquela iniciativa local se consolidaria como uma das principais instituições de ensino médico do interior paulista. Em 1994, a faculdade tornou-se autarquia estadual e deixou de cobrar mensalidades de seus estudantes. Ao longo de sua trajetória, milhares de médicos passaram por suas salas, laboratórios, ambulatórios e hospitais.

Para os integrantes da primeira turma, porém, essa história institucional também se confunde com a própria história pessoal. Para o Prof. Dr. Irineu Maia, é uma grande alegria rever colegas com quem dividiu parte da vida, conhecer as histórias construídas ao longo dos anos e acompanhar os caminhos percorridos pela Medicina em diferentes regiões do País.

No encontro de 25 de setembro, esse sentimento voltou a ocupar o antigo anfiteatro. Ali, onde um dia havia jovens diante do início de uma profissão, sentaram-se novamente médicos com décadas de experiência, carreiras consolidadas, famílias constituídas e incontáveis histórias acumuladas. Entre uma lembrança e outra, o tempo pareceu encurtar a distância entre os estudantes de ontem e os profissionais de hoje.

A placa na parede continua com os mesmos nomes. Mas, no dia 25 de setembro, parte deles voltou a ocupar a sala.

Acesse o link para conferir as imagens: https://drive.google.com/drive/folders/1necCDSKWQByhkQfQmYE8OfgI5R17iCRs?usp=sharing

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

CEP/FAMERP recebe nota máxima em análises da INAEP

O Comitê de Ética em Pesquisa da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (CEP/FAMERP) recebeu avaliação máxima em auditoria realizada pela Instância Nacional de Ética em Pesquisa (INAEP). O resultado foi destacado durante visita técnica de representantes do órgão à instituição, no dia 29 de setembro.

A comitiva da INAEP, formada por Meiruze Sousa Freitas, João Paulo Alves Oliveira e Maiko Luis Tonini, foi recebida por diretores da FAMERP e integrantes do Comitê de Ética em Pesquisa, entre eles o Prof. Dr. Paulo Espada, diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, e o Prof. Dr. Luiz Carlos de Mattos, diretor-executivo da FAEPE.

A visita teve como objetivo acompanhar de perto as atividades desenvolvidas pelo Comitê, conhecer sua estrutura, organização e fluxos de trabalho e avaliar aspectos relacionados à qualidade e à agilidade das análises éticas realizadas na instituição.

Durante a programação, os representantes da INAEP conheceram as dependências da FAMERP e do complexo Funfarme, como o Hospital de Base (HB). Na sequência, participaram de uma apresentação sobre o funcionamento do CEP/FAMERP, que abordou a composição da equipe, o volume de protocolos avaliados, indicadores de desempenho e as estratégias adotadas para garantir padronização, qualidade e cumprimento dos prazos na emissão dos pareceres.

O principal destaque do encontro foi o reconhecimento da qualidade do trabalho desenvolvido pelo Comitê. Segundo os representantes da INAEP, o CEP/FAMERP alcançou avaliação máxima na auditoria feita a partir da análise de uma amostra de seus pareceres.

A equipe da Instância Nacional também ressaltou que a experiência desenvolvida na FAMERP poderá servir de referência para outros Comitês de Ética em Pesquisa acreditados no país.

O resultado evidencia um trabalho construído de forma coletiva pelos membros relatores e pela equipe administrativa do CEP/FAMERP, em um cenário marcado pelo elevado volume de pesquisas submetidas à análise ética na instituição.

Além da avaliação técnica, a visita proporcionou a troca de experiências sobre os desafios atuais do sistema brasileiro de ética em pesquisa. Entre os temas discutidos estiveram o aprimoramento dos fluxos de análise, o fortalecimento dos Comitês acreditados e a necessidade de manter eficiência e qualidade na avaliação dos projetos.

Para o CEP/FAMERP, o encontro amplia a possibilidade de contribuir para o aperfeiçoamento do sistema nacional de ética em pesquisa e reforça princípios que orientam sua atuação, como a proteção dos participantes, a responsabilidade na condução dos estudos e a qualidade da avaliação ética.

O CEP/FAMERP foi acreditado no processo conduzido pelo sistema nacional de ética em pesquisa entre 2022 e 2024. Desde então, vem ampliando sua atuação na avaliação de estudos, incluindo projetos multicêntricos, com foco na proteção dos participantes de pesquisa, na qualidade dos pareceres e no cumprimento dos prazos estabelecidos.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

FAMERP realiza Teste de Progresso de Medicina 2026.2 nesta quinta-feira (24)

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) realiza nesta quinta-feira, 24 de setembro, o Teste de Progresso de Medicina 2026.2. A avaliação será presencial, com início às 13h30, e integra o acompanhamento da formação dos estudantes ao longo da graduação, contribuindo para identificar avanços, lacunas de conhecimento e oportunidades de aprimoramento do ensino.

O Teste de Progresso é um importante instrumento de avaliação da trajetória acadêmica. Para o estudante, permite acompanhar a evolução dos conhecimentos construídos durante o curso e reconhecer aspectos que podem ser fortalecidos. Para docentes e gestores, os resultados oferecem informações que auxiliam na análise do processo formativo e no aperfeiçoamento contínuo do curso de Medicina.

A participação dos estudantes é, portanto, fundamental para que esse acompanhamento represente de forma consistente a formação desenvolvida pela FAMERP. Quanto maior o envolvimento com a avaliação, mais qualificadas são as informações disponíveis para a Instituição compreender o desenvolvimento acadêmico e orientar ações de melhoria.

Esse processo também está diretamente relacionado ao compromisso público da FAMERP com a qualidade da educação médica. Avaliar permanentemente a formação significa trabalhar para que os futuros médicos estejam cada vez mais preparados para responder às necessidades de saúde da população, com conhecimento, responsabilidade e capacidade de atuação profissional.

A formação médica da FAMERP está inserida em um ambiente de ensino e assistência que mantém estreita integração com o Complexo Funfarme, cuja estrutura inclui serviços hospitalares e assistenciais de alta complexidade e atendimento majoritariamente voltado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Essa articulação entre ensino, assistência, pesquisa e extensão amplia o contato dos estudantes com as demandas concretas da saúde e reforça a responsabilidade social envolvida na formação médica.

Orientações para a prova
O Teste de Progresso 2026.2 será realizado presencialmente. A prova terá início às 13h30, com duração máxima de quatro horas. As salas estarão abertas a partir das 13h, e não será permitida a entrada após o início da avaliação.

A distribuição das salas e turmas será encaminhada aos estudantes pelo Classroom de cada turma e aos representantes pelos grupos de WhatsApp. Informações complementares serão divulgadas na véspera da prova.

Durante a avaliação, não será permitido o uso de celulares, relógios digitais, tablets ou outros dispositivos eletrônicos, nem a consulta a materiais ou comunicação entre estudantes. Os objetos pessoais deverão permanecer na parte da frente da sala.

Os estudantes deverão permanecer na sala por pelo menos uma hora após o início da prova. O caderno de questões poderá ser levado somente após duas horas de avaliação, e a folha de respostas não poderá ser retirada da sala. Também não será permitida a saída durante a última hora da prova. Para ter direito ao certificado, será necessária permanência mínima de duas horas.

Estudantes neurodivergentes terão 15 minutos adicionais para a realização da avaliação.

Serviço:
Teste de Progresso de Medicina 2026.2
Data: 24 de setembro de 2026
Início: 13h30
Abertura das salas: 13h
Formato: presencial
Duração máxima: 4 horas
Salas e turmas: divulgação pelos canais informados aos estudantes
Orientações complementares: serão divulgadas na véspera

Acesse aqui e confira o vídeo com orientações: https://drive.google.com/drive/folders/174HNUBmihFYBT57GPtVWfHvnmhKoDe1O

FAMERP apresenta cinco trabalhos no COBEM 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) participou do 64º Congresso Brasileiro de Educação Médica (COBEM 2026), realizado de 17 a 20 de setembro, em Porto Alegre (RS), com a apresentação de cinco trabalhos desenvolvidos por docentes, estudantes e integrantes da área de Ensino da instituição.

Promovido pela Associação Brasileira de Educação Médica (ABEM), o congresso teve como tema central “Diretrizes da Educação Médica: Avaliação e Qualidade a Serviço de Toda a Sociedade” e foi realizado no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). A programação reuniu docentes, preceptores, residentes, estudantes e pesquisadores de diferentes regiões do país em torno de temas ligados à formação médica.

Entre os assuntos em debate estiveram as novas Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina, os processos de avaliação da aprendizagem e das escolas médicas, a formação no contexto do Sistema Único de Saúde (SUS), a inteligência artificial, a saúde planetária, a saúde mental e o bem-estar.

A representação da FAMERP contou com o diretor-adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo César Espada, a Profa. Dra. Maria Lúcia Salomão, alunos e outros integrantes da área de Ensino da instituição.

Trabalhos apresentados
Um dos trabalhos apresentados foi “Desafios na implantação de um sistema de avaliação único e institucional: relato de experiência.” O estudo apresentou o processo de construção de um sistema institucional, único e integrado de avaliação na FAMERP, a partir das Diretrizes Curriculares Nacionais de Medicina de 2025 e dos princípios da avaliação programática. Após a identificação de fragilidades, o Núcleo de Processos Avaliativos elaborou uma minuta padronizadora, posteriormente discutida com gestores, docentes e discentes, ajustada e aprovada.

A FAMERP também apresentou o trabalho “Implementação do Programa de Adaptação e Reforço Institucional (PARI) em cursos da área da saúde.” O relato descreveu a discussão e a construção coletiva do programa com representantes dos Centros Acadêmicos dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia e integrantes da Diretoria de Alunos de Ensino. A proposta teve como ponto de partida a escuta das demandas estudantis e o compartilhamento das experiências acadêmicas, permitindo identificar dificuldades relacionadas à adaptação e à permanência no ensino.

Outro trabalho foi “Implementação da disciplina de extensão interprofissional para cursos na área da saúde.” A experiência envolve uma disciplina de extensão destinada aos cursos da área da saúde, com participação de Medicina, Enfermagem e Psicologia. As atividades são planejadas de acordo com a realidade da população e buscam ampliar a interação entre estudantes de diferentes cursos, universidade e comunidade por meio da troca de conhecimentos e de ações de extensão.

A formação docente foi abordada no trabalho “Estratégias de planejamento de um programa de letramento digital docente na área da saúde: relato de experiência.” O estudo apresentou o planejamento de cursos de formação docente baseado em diagnósticos institucionais. A proposta considera o desenvolvimento do letramento digital como ferramenta de apoio às práticas pedagógicas e busca adequar a formação às necessidades identificadas no ambiente de ensino.

Completa a participação da FAMERP o trabalho “Permanência de egressos em programas de residência médica de uma instituição de ensino – análise descritiva: relato de experiência.” O estudo analisou a participação e o desempenho de 114 egressos no processo seletivo para Residência Médica da FAMERP. Entre os recém-formados, foi observada adesão de 75%, com queda acentuada após dois anos. Cirurgia Geral e Clínica Médica tiveram alta demanda, enquanto Infectologia e Psiquiatria não registraram candidatos. Do total analisado, 43,8% avançaram para a segunda fase e dez foram convocados em primeira chamada. Os resultados levaram a ações de gestão voltadas ao aprimoramento das provas e ao planejamento da oferta de vagas.

FAMERP abre inscrições para residência médica 2027 com 313 vagas em 67 programas

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) abre as inscrições para os Programas de Residência Médica 2027, nesta segunda-feira (21). São 313 vagas distribuídas em 67 programas, sendo 168 de acesso direto, destinadas a quem concluiu a graduação em Medicina, e 145 vagas em especialidades que exigem residência médica prévia.

As inscrições devem ser feitas exclusivamente pelo site famerp.br, das 8h do dia 21 de setembro até as 16h do dia 21 de outubro de 2026. A taxa é de R$ 950, com pagamento até o mesmo prazo, por boleto bancário ou Pix gerado na própria plataforma.

Os aprovados terão direito a bolsa mensal de R$ 4.106,09.

O processo seletivo é destinado a médicos que já concluíram a graduação ou que tenham previsão de conclusão até 28 de fevereiro de 2028. Cada candidato poderá se inscrever em apenas um programa e não será possível alterar a opção escolhida depois da confirmação do pagamento da taxa.

Entre as especialidades de acesso direto oferecidas para 2027 estão Anestesiologia (14 vagas), Dermatologia (seis vagas) e Ortopedia e Traumatologia (seis vagas).

Entre os programas que exigem formação prévia estão Cardiologia (14 vagas); Cirurgia Plástica (três vagas); Cirurgia Oncológica (duas vagas) e Medicina de Família e Comunidade – Gestão e Preceptoria (três vagas).

FAMERP vem de recorde de inscrições
A abertura das inscrições para 2027 ocorre após a FAMERP registrar o maior número de candidatos de sua história nos Programas de Residência Médica 2026. Foram 4.680 inscrições para 304 vagas.

Os candidatos vieram de todos os Estados brasileiros e de 14 países, entre eles Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Japão.

O diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, que é traumatologista e ortopedista especialista em pé e tornozelo, destaca a confiança dos médicos na instituição.

“Esse aumento expressivo mostra a confiança que os médicos de todo o país depositam na FAMERP. A instituição tem uma trajetória sólida de ensino, pesquisa e compromisso com a saúde pública. Nossos programas de residência se destacam pela qualidade da formação e pela forte atuação no Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma.

O número de candidatos vem crescendo nos últimos anos. Em 2025, foram 4.248 inscritos; em 2024, 3.144; e, em 2023, 2.898. O crescimento entre as seleções de 2026 e 2025 foi de 10,2% e, na comparação com 2023, chegou a 61,5%.

Experiência na formação médica
A médica Rullya Marson de Melo Oliveira, de 29 anos, natural de Paraíso do Tocantins (TO), fez residência médica em Ortopedia e Traumatologia na FAMERP/Funfarme e está finalizando o fellowship (R4) em Cirurgia de Pé e Tornozelo, subespecialidade que escolheu seguir profissionalmente.

Para ela, a experiência durante a residência reuniu formação técnica e contato direto com a realidade dos pacientes.

“Optei pelo Complexo Hospitalar FAMERP porque enxerguei ali uma combinação essencial para a formação de um grande médico: excelência técnica e contato intenso com a realidade dos pacientes. A partir disso, tive a oportunidade de aprender Ortopedia e Traumatologia em um hospital referência em trauma ortopédico, com um ambulatório rico em consultas e cirurgias eletivas”, afirma Rullya.

A médica conta que buscava uma residência que exigisse dedicação e contribuísse para seu desenvolvimento profissional e pessoal. “Eu queria estar em um lugar que me desafiasse, que me fizesse crescer e que me permitisse sair da residência não apenas como uma profissional mais preparada, mas como uma médica mais humana, mais segura e consciente da responsabilidade que carrego”, diz.

Segundo Rullya, a passagem pela instituição teve impacto direto em sua formação. “A FAMERP não foi apenas o local onde fiz minha residência. Foi parte fundamental da profissional e da pessoa que me tornei. E tenho muito orgulho de dizer que, entre tantos caminhos possíveis, escolhi a melhor escola”, afirma.

Prova será em novembro
O processo seletivo para 2027 será realizado em duas etapas. A primeira será a prova objetiva, marcada para 24 de novembro de 2026, em São José do Rio Preto.

A avaliação terá 80 questões, duração de quatro horas e caráter eliminatório e classificatório. A prova objetiva terá peso 9 na nota final.

A segunda etapa será a avaliação curricular, prevista para ocorrer entre os dias 11 e 14 de dezembro de 2026, quando os candidatos deverão encaminhar currículo e documentação em formato PDF.

O resultado final será divulgado em 29 de janeiro de 2027, considerando a soma ponderada das notas da prova objetiva e da avaliação curricular.

Em caso de empate, será considerada primeiro a maior nota obtida na primeira fase. Se o empate permanecer, será utilizada a nota da segunda fase e, por último, a idade do candidato como critério de classificação.

Serviço:
Residência Médica FAMERP 2027
Inscrições: das 8h de 21 de setembro às 16h de 21 de outubro de 2026
Onde: exclusivamente pelo site famerp.br
Taxa de inscrição: R$ 950
Pagamento: boleto bancário ou Pix gerado pela plataforma, até 21 de outubro de 2026
Vagas: 313
Programas: 67
Vagas de acesso direto: 168
Vagas em especialidades com pré-requisito: 145
Bolsa mensal: R$ 4.106,09
Prova objetiva: 24 de novembro de 2026, em São José do Rio Preto
Resultado final: 29 de janeiro de 2027

Enamed evidencia compromisso da FAMERP com a formação médica

Depois de conquistar nota máxima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) em 2025, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) voltou a mobilizar seus alunos de Medicina para a edição deste ano do exame, realizada no último domingo, 13 de setembro.

Em São José do Rio Preto, os estudantes foram recepcionados pelo diretor-adjunto de Ensino da FAMERP, Prof. Dr. Paulo Cesar Espada, pelo coordenador do curso de Medicina, Prof. Dr. Gerardo Maria de Araújo Filho, e pela equipe da Diretoria-Adjunta de Ensino.

A presença da instituição junto aos alunos no dia da prova traduz uma preocupação que acompanha toda a graduação: formar médicos com sólida preparação acadêmica, experiência prática e compromisso com as necessidades da sociedade.

Criado pelo Ministério da Educação (MEC) e aplicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o Enamed avalia conhecimentos, competências e habilidades desenvolvidos ao longo da formação médica. O exame também produz indicadores que ajudam a acompanhar a qualidade dos cursos de Medicina no país.

Na edição de 2025, a FAMERP alcançou conceito 5, a nota máxima do Enamed. O resultado colocou a instituição entre os 49 cursos que obtiveram a maior faixa de desempenho entre os 351 avaliados naquele ano.

Para a FAMERP, porém, o desempenho em uma avaliação nacional começa muito antes do dia da prova.

A formação dos estudantes é construída a partir da integração entre ensino, pesquisa e assistência, com contato direto com a realidade da saúde pública e com diferentes níveis de complexidade do atendimento médico.

Essa vivência ganha dimensão especialmente no Complexo FAMERP/FUNFARME, onde os alunos acompanham a rotina de serviços que atendem majoritariamente pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Entre os principais cenários de formação estão o Hospital de Base (HB) e o Hospital da Criança e Maternidade (HCM), referências regionais em atendimentos de média e alta complexidade.

É nesse ambiente que o conhecimento adquirido em sala de aula encontra situações reais: pacientes com diferentes condições clínicas, atuação multiprofissional, tomada de decisão, pesquisa, assistência e acompanhamento de casos de maior complexidade.

O Enamed funciona, nesse contexto, como um dos instrumentos externos de avaliação de uma formação desenvolvida diariamente por alunos, professores, preceptores, profissionais da assistência e equipes acadêmicas.

O conceito 5 conquistado em 2025 estabeleceu uma referência importante. Agora, uma nova edição do Enamed volta a colocar em avaliação um trabalho construído coletivamente ao longo de toda a graduação.

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