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Entre páginas de 1722 e cliques digitais: Biblioteca da FAMERP reúne obras raras e mais de 20 mil títulos online

No silêncio controlado de uma sala fechada, repousa um livro impresso em 1722. Do lado de fora, centenas de estudantes circulam diariamente em busca de conhecimento atualizado, acessando milhares de títulos digitais com poucos cliques. É nesse contraste entre o raro e o imediato que a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) marca o Dia Nacional da Biblioteca, celebrado nesta quinta-feira (9 de abril).

A data coincide com um marco institucional: os 21 anos da Biblioteca Anatômica da FAMERP, formada a partir da doação do Prof. Dr. Hélcio José Lins Werneck. São 584 livros, distribuídos em 373 títulos, sendo 258 internacionais e 115 nacionais. Entre as obras que atravessaram séculos está “Eustachi Anatomia Tabulae Anatomicae”, publicada no século XVIII pelo médico italiano Bartholomaei Eustachii.

Não se trata apenas de volume, mas de valor histórico. Quatro títulos são anteriores ao século XX, e alguns exemplares ultrapassam 100 anos. Por isso, o acesso não é livre. As obras raras permanecem preservadas em ambiente restrito, sob cuidado técnico rigoroso. “São materiais que exigem conservação permanente. A consulta é controlada justamente para garantir que esse patrimônio continue existindo”, explica a diretora de centro da Biblioteca da FAMERP, Rosângela Maria Moreira Kavanami.

O reconhecimento desse acervo ultrapassa os limites da instituição. A Sociedade Brasileira de Anatomia lançou uma publicação comemorativa com artigo sobre a coleção, elaborado pelo Prof. Dr. Fernando Batigalia, chefe do Departamento de Anatomia da FAMERP, em parceria com a diretora de centro. “Esse reconhecimento fortalece nossa posição como instituição acadêmica de excelência e amplia a visibilidade desse patrimônio científico”, afirma o docente.

Mas a biblioteca da FAMERP não se resume ao passado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, o espaço atende cerca de 400 pessoas por dia. O acervo físico reúne 23.443 exemplares, de 12.254 títulos, e mais de 43 mil periódicos científicos, de 460 títulos nacionais e internacionais.

No ambiente digital, são mais de 20 mil títulos disponíveis, sendo 18 mil obras na plataforma da Pearson e outros 12 mil títulos na plataforma Minha Biblioteca. O acesso inclui ainda mais de 45 mil periódicos científicos por meio do Portal de Periódicos da CAPES.

Todo esse conteúdo está integrado a um sistema informatizado, com busca online pelo catálogo Sophia, permitindo que estudantes e pesquisadores localizem materiais de forma rápida e precisa. O Serviço de Biblioteca e Documentação Científica (SBDC) também participa da rede BIREME, conectando a FAMERP a um sistema internacional de compartilhamento de informação em saúde.

Entre obras que sobreviveram por séculos e plataformas que se atualizam diariamente, a biblioteca da FAMERP revela uma equação pouco óbvia: preservar o passado não impede acelerar o acesso ao futuro.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP desenvolve projeto para tornar mais clara a linguagem sobre Direito e Saúde Pública

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) está desenvolvendo uma plataforma para tornar mais acessível à população a compreensão de leis e termos técnicos relacionados à Saúde Pública. O projeto de pesquisa, intitulado “Terminologia do Direito e da Saúde Pública (TermoDiSP): estudo diacrônico em prol da acessibilidade terminológica”, conta com financiamento do Programa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A pesquisa, de caráter interdisciplinar, estuda como termos das áreas do Direito e da Saúde Pública vêm sendo usados e transformados ao longo do tempo, com foco em temas essenciais como conduta ética médica, vacinação e controle de epidemias. A proposta é traduzir esse vocabulário técnico para uma linguagem mais simples, facilitando o acesso da população à informação de qualidade.

Coordenado pela Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, o projeto está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP e conta com a parceria do Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da instituição e Diretor Científico do Centro Integrado de Pesquisas do complexo FAMERP/FUNFARME, além da Profa. Dra. Pascaline Dury, Diretora do Centro de Pesquisa em Linguística Aplicada (CeRLA) da Université Lumière Lyon 2, na França.

De acordo com o Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, o projeto prevê a criação de uma plataforma online, gratuita e de fácil acesso, na qual os termos serão explicados de forma clara e objetiva. Também inclui a produção de materiais educativos para profissionais de saúde em formação, incentivando o uso de uma comunicação mais simples, assertiva e acessível no contato com a população.

“Ao aproximar o conhecimento científico das pessoas, o TermoDiSP contribui para o enfrentamento da desinformação e do negacionismo científico, além de favorecer decisões mais conscientes sobre saúde por parte da sociedade”, explica o especialista.

Para a coordenadora do projeto, Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, a iniciativa busca aproximar o conhecimento jurídico e científico da população. “A plataforma é voltada ao público em geral e representa um primeiro passo na construção de uma fonte confiável, gratuita e acessível de informações jurídicas brasileiras relacionadas à Saúde Pública”, explica.

Segundo a pesquisadora, o projeto também terá impacto direto na formação dos estudantes da instituição. “Além da plataforma, vamos desenvolver materiais didáticos voltados a profissionais da Saúde em formação, com o objetivo de trabalhar boas práticas de comunicação e técnicas de simplificação da linguagem. Esse resultado contribuirá para que futuros profissionais da área estejam melhor preparados para dialogar com a população”, afirma.

A Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto destaca ainda o caráter inovador da proposta. “O TermoDiSP é um projeto inédito no Brasil. Ao sediar essa iniciativa, a FAMERP se destaca mais uma vez no cenário nacional, pois viabiliza institucionalmente a sua execução juntamente com a criação de uma nova linha de pesquisa especificamente voltada à Terminologia e à comunicação em Saúde”, conclui.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Referência nacional, Prof. Dr. Eduardo Kokubun traz à FAMERP debate sobre inteligência artificial e o futuro da medicina

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) promove nesta terça-feira (07 de abril) a Aula Magna da Pós-Graduação, marco de abertura das atividades acadêmicas dos programas stricto sensu da instituição.

A conferência será ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Kokubun, pesquisador de referência nacional, cuja trajetória acadêmica está associada à produção científica na área da saúde e à reflexão sobre práticas e políticas voltadas à qualidade de vida.

Com o tema “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”, a Aula Magna propõe uma abordagem qualificada sobre a crescente presença da inteligência artificial na medicina e seus desdobramentos no ensino, na pesquisa e na prática clínica.

Ao reunir comunidade acadêmica, docentes, pesquisadores e estudantes, o encontro se insere no compromisso institucional da FAMERP com a formação crítica e contemporânea de profissionais da saúde. Em pauta, estarão não apenas os avanços tecnológicos, mas também as dimensões éticas, científicas e humanas que acompanham esse processo de transformação.

A programação terá início às 10h00, com a apresentação dos Programas de Pós-Graduação, seguida, às 10h30, pela Aula Magna.

Professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Dr. Kokubun desenvolve pesquisas relacionadas à atividade física e seus impactos na saúde, com ênfase na elaboração de protocolos de intervenção no setor público, além de atuação em comissões institucionais e científicas.

Serviço
Aula Magna da Pós-Graduação da FAMERP
Data: 07 de abril de 2026
Horário: 10h00 – Apresentação dos Programas | 10h30 – Aula Magna
Tema: “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”
Palestrante: Prof. Dr. Eduardo Kokubun

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Outono eleva risco de doenças respiratórias em crianças; especialista da FAMERP reforça papel da prevenção

Com a chegada do outono, um fenômeno já conhecido pela comunidade médica volta a ganhar força: o aumento expressivo das doenças respiratórias em crianças. Entre os meses de março e agosto, a circulação de vírus respiratórios se intensifica, elevando o número de atendimentos, internações e complicações clínicas na população pediátrica.

O impacto é sentido tanto pelas famílias quanto pelo sistema de saúde, que historicamente registra maior demanda por assistência nesse período.

De acordo com a Profa. Dra. Marcialí Gonçalves Fonseca Silva, subchefe do Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), a antecipação é o principal fator de proteção.

“A sazonalidade das doenças respiratórias exige uma abordagem preventiva estruturada. A vacinação contra a gripe, associada a cuidados com a exposição a ambientes fechados e à manutenção de uma alimentação adequada, tem impacto direto na redução das infecções e de suas complicações”, afirma.

A especialista destaca ainda que a imunização contra a influenza, disponibilizada anualmente pelo Ministério da Saúde, é uma das estratégias mais eficazes para conter a evolução de quadros graves, especialmente em crianças menores, mais vulneráveis às infecções.

Outro ponto de atenção é o fortalecimento do sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Nesse contexto, o aleitamento materno desempenha papel central. “O leite materno é reconhecido como a primeira forma de proteção imunológica do bebê. Ele fornece anticorpos essenciais para o enfrentamento dos vírus que circulam com maior intensidade nesse período”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a prevenção também tem impacto direto na redução de internações e na diminuição dos custos emocionais e financeiros para as famílias e para o sistema público de saúde.

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Projeto Rever: FAMERP participa de debate sobre novas diretrizes da formação médica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) participou das oficinas do Projeto Rever, realizadas nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo. O encontro reuniu mais de 150 participantes, entre gestores, docentes e estudantes de medicina, em atividades voltadas à discussão e construção de propostas para a formação médica no Brasil.

Representaram a instituição o Diretor-adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, e o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, Prof. Dr. Gerardo Maria de Araújo Filho, além de outros integrantes da comunidade acadêmica.

As oficinas fazem parte da segunda rodada nacional do Projeto Rever, iniciativa que percorre diferentes regiões do país com o objetivo de discutir a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), promover a troca de experiências entre escolas médicas e apoiar mudanças na formação, considerando contextos locais.

Durante o encontro, foram abordados temas como curricularização da extensão, organização de atividades acadêmicas ao longo da graduação, inserção científica e programas de mentoria. Também foram discutidos modelos de avaliação da formação médica e os desafios relacionados à qualidade do ensino no país.

As discussões também abordaram a necessidade de aprimorar os processos de avaliação da formação médica, incluindo a adoção de modelos mais contínuos, como o Teste de Progresso, e a consideração de desigualdades regionais no desempenho dos estudantes. O Projeto Rever segue com programação em outras cidades do país.

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Transtorno bipolar afeta 140 milhões no mundo e pode levar até 10 anos para ser diagnosticado, alerta especialista da FAMERP

“Cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com transtorno bipolar, sendo que muitas delas enfrentam anos de sofrimento até receber um diagnóstico correto.” A afirmação é do psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Um caso emblemático é o da cantora Rita Lee, que recebeu o diagnóstico apenas aos 64 anos. Após a descoberta, em 2012, relatou alívio ao compreender os ciclos de euforia e depressão que, por anos, haviam sido interpretados apenas como depressão.

Apesar da alta prevalência, o transtorno bipolar ainda é frequentemente mal compreendido, subdiagnosticado e confundido com outras condições psiquiátricas, especialmente a depressão. Neste contexto, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, celebrado em 30 de março, reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e combater o estigma.

Segundo o especialista da FAMERP, a banalização do termo “bipolar” no cotidiano é um dos principais entraves para o diagnóstico correto. “Existe um senso comum de chamar qualquer pessoa com mudanças de humor de bipolar. Mas essas oscilações ao longo do dia são normais e não têm relação com o transtorno bipolar”, afirma. “Essas oscilações breves ao longo do dia fazem parte do espectro normal das vivências humanas. Às vezes você está mais feliz de manhã, mais irritado à tarde. Isso não é transtorno bipolar”, explica o docente.

O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada por ciclos prolongados de depressão e euforia, que podem durar semanas ou meses, e não horas, como muitos imaginam. Esse equívoco contribui diretamente para atrasos no diagnóstico. Em muitos casos, a doença pode levar de cinco a dez anos para ser identificada corretamente .

Segundo o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, é justamente essa duração que diferencia o quadro clínico de mudanças emocionais cotidianas. “O transtorno bipolar é caracterizado por fases: períodos em que a pessoa está deprimida, períodos em que está em euforia e momentos em que pode estar completamente sem sintomas”, afirma.

De acordo com o especialista, o transtorno bipolar pode ser classificado em dois principais tipos. O tipo 1 é caracterizado por episódios de mania mais intensos, podendo incluir delírios e alucinações. Já o tipo 2 inclui episódios depressivos mais frequentes e fases de euforia mais leves (hipomania). A doença geralmente se manifesta entre os 16 e 25 anos, mas pode ocorrer em outras fases da vida.

Causas e fatores de risco
O transtorno bipolar tem origem multifatorial, com forte influência biológica e genética. Estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com o transtorno também podem desenvolvê-lo. Além disso, fatores ambientais e estresse podem atuar como gatilhos para o surgimento ou agravamento dos episódios.

Um dos principais alertas dos especialistas é evitar o autodiagnóstico. O acompanhamento profissional é essencial. “Se você ou um familiar suspeita do transtorno, é muito importante procurar ajuda profissional, seja um psiquiatra ou psicólogo”, orienta.

O docente também explica que o tratamento envolve acompanhamento psiquiátrico, uso de medicação quando indicado, psicoterapia, estilo de vida saudável (atividade física e alimentação equilibrada). “Com o tratamento adequado, é possível manter qualidade de vida e estabilidade emocional”.

Sinais durante a fase depressiva (podem durar pelo menos duas semanas)
•     Tristeza persistente
•     Perda de interesse em atividades antes prazerosas
•     Alterações no sono e apetite
•     Baixa autoestima
•     Falta de energia

Sinais durante a fase de euforia (mania ou hipomania)
•     Humor excessivamente elevado ou irritável
•     Aceleração do pensamento e fala
•     Autoestima inflada
•     Impulsividade (gastos excessivos, comportamentos de risco)
•     Diminuição da necessidade de sono

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP conquista os três primeiros lugares na área multidisciplinar do ECIP 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) conquistou os três primeiros lugares na categoria multidisciplinar do 8º Encontro de Cancerologia do Interior Paulista (ECIP) 2026. Realizado pela Funfarme/Famerp, entre os dias 26 e 28 de março, o congresso reuniu mais de 800 médicos e profissionais da saúde de 26 estados brasileiros, além de dezenas de trabalhos científicos inscritos.

A premiação científica do ECIP reconhece os melhores estudos apresentados durante o evento, avaliando critérios como relevância clínica, inovação, metodologia e impacto na prática assistencial. Os trabalhos são organizados por áreas temáticas, incluindo a categoria multidisciplinar, que contempla pesquisas desenvolvidas por equipes formadas por diferentes especialidades da saúde.

Na categoria multidisciplinar, todos os trabalhos premiados foram desenvolvidos por equipes vinculadas à FAMERP, envolvendo docentes, preceptores, orientadores, residentes médicos e multiprofissionais, além de alunos de aprimoramento e da pós-graduação.

Essa conquista evidencia a consistência da formação e do envolvimento coletivo de toda a comunidade acadêmica na produção de conhecimento científico relevante para a oncologia.

1º lugar
Análise do Perfil Clínico e Epidemiológico dos Pacientes com Cárie Relacionado à Radiação e Osteorradionecrose
Autores: Maria Vitória dos Santos Wanderley, Camila Bento Zamarioli, Sarah Giovanna Maria Machado, Mariana Cristina Maria Manoel e Joab Cabral Ramos
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

2º lugar
Qualidade de Vida, Fadiga por Compaixão e Percepção da Finitude em Profissionais da Saúde de uma Unidade de Internação Oncológica
Autores: Beatriz Silva Alencar, Larissa Lazzarini Furlan, Carla Rodrigues Zanin e Adriano Virches
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

3º lugar
Primeiros Resultados da Intervenção Psicológica Utilizando o Protocolo ConquerFear: um Ensaio Clínico Randomizado de Método Misto
Autores: Lucas Antonio Moura Gonzalez, Adriano Virches, João Victor Piccolo Feliciano, Ana Paula Fernandes Mesquita e Loiane Leticia dos Santos
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

Premiação também reconhece destaques na área médica

Além da área multidisciplinar, o ECIP 2026 premiou trabalhos na área médica, com participação de instituições de referência no país:

1º lugar – Área Médica
Inovação na Atenção Primária: Aplicação da Inteligência Artificial na Triagem do Câncer de Pele
Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá/MG

2º lugar – Área Médica
Avaliação do Perfil de Citocinas Plasmáticas e sua Associação com a Resposta à Imunoterapia em Pacientes com Melanoma Avançado
Instituição: Hospital de Câncer de Barretos – Barretos/SP

3º lugar – Área Médica
Aplicação Intraoperatória de uma Plataforma de Realidade Aumentada para Planejamento e Execução de Cirurgias Oncológicas
Instituição: Vholom – Barretos/SP

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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IA revoluciona tratamento da epilepsia e exige preparo dos médicos, alerta especialista da FAMERP

No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado nesta quarta-feira (26), uma nova fronteira da medicina ganha destaque: o uso da inteligência artificial para prever crises epilépticas e transformar o tratamento da doença. A tecnologia, que já começa a ser aplicada em centros de pesquisa internacionais, aponta para um futuro que já começou.

Estudos recentes mostram que dispositivos implantáveis, aliados a algoritmos de inteligência artificial, são capazes de monitorar continuamente a atividade cerebral e identificar padrões que antecedem as crises. “Essa leitura em tempo real permite não apenas maior precisão no diagnóstico, mas também intervenções mais rápidas e personalizadas”, afirma o Prof. Dr. Fábio de Nazaré Oliveira, neurologista e docente da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

O especialista, que também é coordenador do Ambulatório de Transtornos do Movimento da FAMERP/Funfarme, explica que a epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e que aproximadamente 30% dos pacientes não respondem adequadamente aos medicamentos. “Mais de um terço dos pacientes continua apresentando crises mesmo com tratamento convencional, o que reforça a necessidade de novas abordagens terapêuticas”, observa.

De acordo com o docente, uma das inovações mais promissoras combina estimulação cerebral profunda com monitoramento contínuo por inteligência artificial. Na prática, sensores implantados captam sinais elétricos do cérebro e enviam dados para sistemas em nuvem, onde algoritmos analisam padrões de atividade neural e comportamento do paciente. Isso permite detectar crises com mais precisão do que os registros tradicionais feitos pelos próprios pacientes (muitas vezes imprecisos) e ajustar o tratamento em tempo real.

Além da redução das crises, os estudos também indicam benefícios adicionais, como melhora na memória e no sono, aspectos frequentemente comprometidos em pessoas com epilepsia. “Os dados mostram que a neuromodulação associada à IA pode atuar de forma mais ampla, impactando diferentes funções cerebrais”, afirma.

Para o Prof. Dr. Fábio Nazaré, o avanço é significativo e muda a forma como a medicina deve se preparar para o futuro. “A inteligência artificial está trazendo uma nova lógica para o tratamento das doenças neurológicas. Hoje, conseguimos não só tratar, mas antecipar eventos como as crises epilépticas. Isso muda completamente o cuidado com o paciente.”

Segundo ele, o papel do médico também está em transformação. “O profissional de saúde precisa estar preparado para trabalhar com essas novas tecnologias. Não é mais uma possibilidade distante: é uma realidade. O futuro da medicina já chegou, e quem não se atualizar corre o risco de ficar para trás”, alerta.

O especialista destaca ainda que a integração entre neurociência, engenharia e ciência de dados abre caminho para tratamentos cada vez mais individualizados. “Estamos caminhando para uma medicina de precisão, em que cada paciente terá um tratamento ajustado ao seu padrão cerebral. Isso representa um ganho enorme em qualidade de vida”, diz.

Além dos avanços tecnológicos, a capacitação dos profissionais também está no centro das discussões. Em maio, a FAMERP e a Funfarme promovem o 5º Simpósio de Epilepsia, que reunirá especialistas para discutir o que há de mais recente no diagnóstico e tratamento da doença.

O evento será realizado nos dias 1º e 2 de maio, no Centro de Convenções da FAMERP, e também celebra os 25 anos do Centro de Cirurgia de Epilepsia (CECEP) do Hospital de Base, que é referência regional que já realizou mais de 1.200 cirurgias e transformou a vida de milhares de pacientes.

A programação inclui temas como epilepsias em crianças e adultos, avanços diagnósticos, tratamentos clínicos e opções cirúrgicas, reforçando a importância da atualização constante diante de um cenário de rápidas transformações.

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Funfarme/Famerp promovem maior evento de cancerologia do interior paulista com mais de 800 médicos e profissionais da saúde de todo o País

O número de pacientes oncológicos atendidos pela Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) deu um salto expressivo nas últimas duas décadas. De acordo com o Registro Hospitalar de Câncer da instituição, o volume total de pacientes saltou de 1.442 registros no ano de 2004 para 4.704 em 2024. O aumento, que representa mais do que o triplo de atendimentos no período, reforça a importância da estrutura de excelência e alta tecnologia do complexo hospitalar, cenário da doença que está sendo debatido no 8º Encontro de Cancerologia do Interior Paulista (ECIP), evento que segue até sábado, 28, e que conta com mais de 800 médicos e profissionais da saúde de todo o país e integra o calendário da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Segundo Dr. Fábio Leite, oncologista clínico do Hospital de Base e presidente do ECIP 2026, tudo que há de vanguarda hoje no tratamento do câncer não só no Brasil, como no mundo, está sendo discutido no ECIP 2026. “O tema desse ano é justamente a inovação em oncologia. Isso vem desde o diagnóstico, tratamento, paliativo e de suporte ao paciente. Então tudo que tem de mais moderno está sendo discutido nesses três dias de evento tanto na área médica quanto multidisciplinar”, finaliza o especialista e docente colaborador da FAMERP.

Dr. Antonio Carlos Buzaid, oncologista referência em no Brasil, ressaltou os avanços nos tratamentos oncológicos. “Temos melhorias em todas as áreas da oncologia clínica e tem uma área que ainda está menos desenvolvida no Brasil que é a terapia celular, é uma forma de imunoterapia para leucemia, para o mieloma. Esse tipo de terapia já existe, que é uma célula do próprio paciente, célula imune, você a modifica de forma que ela desenvolve o receptor na superfície que ataca diretamente a célula cancerígena. Temos também outras formas de terapia celular que ainda infelizmente não vieram ao Brasil, mas estamos melhorando como um todo o tratamento do câncer”, finaliza.

O diretor executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, ressalta a importância do evento. “O 8º Encontro de Cancerologia no Interior Paulista reafirma seu papel na atualização científica e na troca de experiências em oncologia. Para o Complexo Funfarme, é motivo de orgulho sediar um evento dessa relevância, sendo o maior complexo hospitalar do Estado de São Paulo e o maior produtor SUS do Brasil. O Hospital de Base abriga o maior centro oncológico do Estado em um hospital não oncológico, reforçando nosso compromisso com um cuidado eficiente, integrado e humanizado.”

O diretor-geral da ​, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca a relevância do ECIP 2026. “Esse evento consolida a FAMERP e a FUNFARME como um importante polo de desenvolvimento científico e assistencial no interior do país. Trata-se de um ambiente que integra tecnologia de ponta, pesquisa translacional e formação multiprofissional, permitindo que nossos alunos, residentes e pesquisadores tenham uma formação completa e alinhada às transformações da oncologia moderna. Destaco, ainda, a relevância da nossa pós-graduação, com programas de mestrado e doutorado, e da produção científica desenvolvida por equipes multidisciplinares que envolvem médicos, enfermeiros, psicólogos e geneticistas. Essa integração fortalece a construção do conhecimento e amplia o impacto da FAMERP na sociedade”, finaliza.

Referência em pesquisa clínica

A Funfarme é referência em pesquisa clínica através do Centro Integrado de Pesquisas (CIP) do Hospital de Base, um dos quatro principais da América Latina. O CIP conduz grandes estudos nacionais e internacionais de desenvolvimento de novos medicamentos para as mais variadas doenças, muitos dos quais como instituição coordenadora da pesquisa. Pacientes SUS e privados – inclusive de outras instituições, são convidados a participar de estudos internacionais. Atualmente, 180 estudos estão em andamento na instituição.

A FAMERP possui um forte setor de pós-graduação e pesquisa científica que envolve biólogos, farmacêuticos e geneticistas atuando em laboratórios antes das fases clínicas. A instituição possui ainda o programa de Residência Multiprofissional, que oferece vagas específicas no programa de “Atenção em Oncologia”. Essa equipe multidisciplinar atua diretamente no complexo da Funfarme (Hospital de Base / ICA – Instituto do Câncer), envolvendo áreas como enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, farmácia e biologia.

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FAMERP realiza aula sobre Extensão para alunos de Medicina, Enfermagem e Psicologia

Na manhã desta quarta-feira (25), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) realizou uma aula sobre Extensão Universitária destinada aos alunos da 1ª série dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

A atividade foi conduzida pela Profa. Dra. Beatriz Barco, diretora-adjunta de Extensão, e contou com a participação do Prof. Dr. Paulo Espada, diretor-adjunto de Ensino, além dos coordenadores dos três cursos.

Durante o encontro, os estudantes foram apresentados ao conceito de Extensão Universitária e à sua importância na formação acadêmica, destacando o papel das ações na aproximação entre a faculdade e a comunidade.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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