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FAMERP sedia jornada de ginecologia e obstetrícia que discute desafios atuais da saúde da mulher

A necessidade de atualização constante diante dos desafios contemporâneos da saúde feminina (como gestação de alto risco, avanços no rastreamento de HPV e manejo do climatério) estará no centro das discussões da 2ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital da Criança e Maternidade (HCM), realizada em conjunto com a 24ª Jornada da Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP) Regional de Rio Preto. O evento acontecerá nos dias 24 e 25 de abril, no Centro de Convenções da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) e está com inscrições abertas para médicos, residentes e estudantes.

A jornada foi oficializada na diretoria-adjunta de Extensão da FAMERP, sob coordenação do Prof. Dr. José Luis Esteves Francisco, docente do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da instituição e diretor regional de Defesa Profissional da SOGESP. A formalização reforça a importância de debater práticas atualizadas e estratégias clínicas baseadas em evidências, em um cenário de crescente complexidade no cuidado à saúde da mulher.

Abertura será feita pelo diretor-geral da FAMERP e presidente dos conselhos Funfarme, Prof. Dr. Helencar Ignácio, pelo diretor executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio José Ramalho, diretor administrativo do HCM, Dr. Wagner Vicensoto, pela presidente da SOGESP, Dra. Maria Rita de Souza Mesquita, pelo presidente da SOGESP Regional Rio Preto, Dr. Leandro Freitas Colturato, e pelo presidente da Associação Paulista de Medicina (APM) – Regional Rio Preto, Prof. Dr. Rodrigo José Ramalho.

A programação inclui temas como prematuridade, pré-eclâmpsia, restrição de crescimento intrauterino, cirurgia ginecológica, climatério e patologias do trato genital inferior. Ao longo dos dois dias, palestras e discussões clínicas devem abordar desde diagnóstico e prevenção até condutas terapêuticas e tomada de decisão na prática médica.

Para o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a realização do evento evidencia a importância da integração entre instituições de ensino e serviços de saúde. Segundo ele, encontros científicos como este contribuem para a qualificação dos profissionais e para o fortalecimento da assistência prestada à população. “A atualização permanente é essencial para acompanhar as transformações da medicina e garantir um atendimento cada vez mais seguro e resolutivo”, afirma.

Instituição pública vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, a FAMERP consolidou-se como um dos principais polos formadores de profissionais de saúde do país, com programas robustos de residência médica e residência multiprofissional. Integrados à rede do SUS, esses programas colocam alunos e residentes em atuação direta nas unidades básicas de saúde e nos hospitais do complexo Funfarme, garantindo formação prática intensiva e alinhada às demandas reais da população. Esse modelo de ensino, baseado na vivência assistencial, contribui para qualificar profissionais mais preparados e reforça a relevância de eventos científicos como a jornada.

A jornada é capitaneada pelo Dr. Wagner Vicenzoto, diretor administrativo do HCM e membro da diretoria da regional da SOGESP e Dr. Leandro Colturato, presidente da SOGESP Rio Preto. A parceria entre FAMERP, Funfarme, HCM e SOGESP amplia o alcance do evento e fortalece a especialidade na região, ao conectar a experiência assistencial de um hospital referência em saúde materno-infantil com a tradição de uma das principais entidades médicas do país.

Serviço
2ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do HCM e 24ª Jornada da SOGESP Regional Rio Preto
Data: 24/04 (8h às 18h) e 25/04 (8h às 13h)
Local: Centro de Convenções da FAMERP
Inscrições: https://funfarme.iweventos.com.br/evento/jornadago2026/home

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FAMERP participa da FAUBAI Conference 2026 e amplia inserção internacional

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) participa da FAUBAI Conference 2026 – Internationalisation for a Multipolar World, realizada de 11 a 15 de abril, em Florianópolis. A instituição é representada pela Diretora-adjunto de Extensão, Profa. Dra. Beatriz Barco, e pela Dra. Giovana Vidotti.

Considerada o principal evento brasileiro voltado à internacionalização do ensino superior, a conferência é promovida pela Associação Brasileira de Educação Internacional (FAUBAI) e reúne representantes de universidades, agências de fomento, redes acadêmicas e instituições de diversos países. A programação segue até quarta-feira, 15.

As discussões abordam tendências, desafios e oportunidades da cooperação internacional no ensino superior. Neste ano, o tema central é “Internacionalização para um mundo multipolar”, propondo reflexões sobre a atuação das instituições em um cenário global cada vez mais diverso, colaborativo e com múltiplos centros de produção de conhecimento.

A participação da FAMERP ocorre no contexto de fortalecimento de sua inserção internacional, com foco na ampliação de redes acadêmicas, intercâmbio de conhecimento e construção de parcerias institucionais. A presença no evento também contribui para o alinhamento da instituição às tendências contemporâneas da educação superior, especialmente nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.

Segundo a Profa. Dra. Beatriz Barco, a participação na conferência amplia as possibilidades de diálogo e cooperação internacional, fortalecendo a atuação da FAMERP em redes globais de educação e saúde.

Instituição pública vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, a FAMERP desenvolve suas atividades com base na formação de profissionais qualificados e na produção de conhecimento com impacto social, ampliando sua atuação para além do contexto local por meio de iniciativas de cooperação internacional.

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Evento realizado na FAMERP propõe debate sobre os desafios contemporâneos da enfermagem

Em um cenário em que a enfermagem ganha protagonismo crescente no cuidado em saúde, discutir seus desafios contemporâneos deixou de ser apenas necessário: tornou-se urgente. É com essa proposta que o curso de graduação em Enfermagem da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) organiza, no próximo dia 13 de maio, um evento que reúne especialistas, estudantes e profissionais para refletir sobre os caminhos da profissão. As inscrições já estão abertas e seguem até 11 de maio, com entrada solidária mediante a doação de 1 litro de leite.

Com o tema “Técnica, Ética e Política: Pilares indissociáveis do cuidado de Enfermagem”, o evento é realizado em parceria a FUNFARME, Secretaria de Saúde de Rio Preto, COREN-SP, UNIP, UNILAGO, UNIMED, UNIRP, UNITERP e Hospital Nossa Senhora das Graças. A programação será realizada das 7h30 às 13h, no Centro de Convenções da FAMERP, como parte das comemorações do Dia do Enfermeiro, celebrado em 12 de maio.

Mais do que uma agenda comemorativa, o encontro propõe uma leitura ampliada do exercício profissional, conectando o cotidiano assistencial às decisões éticas e às discussões políticas que impactam diretamente o sistema de saúde. Entre os convidados estão o Prof. Dr. James Francisco Pedro dos Santos, conselheiro do Conselho Federal de Enfermagem (COFEN); o médico José Geraldo Neves Filho, da Universidade de São Paulo (USP); e a professora doutora Flávia Danielle Lúcio, que atua com tecnologias aplicadas ao cuidado.

Ao longo da manhã, o público poderá acompanhar palestras sobre ética no cuidado de enfermagem, empreendedorismo, fotomodulação e práticas avançadas, que são temas que dialogam com a evolução da profissão e com novas possibilidades de atuação.

Para o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o evento surge como um espaço de reflexão alinhado às transformações vividas pela área. “A enfermagem está no centro do cuidado em saúde e vive um período de ampliação de responsabilidades e reconhecimento. Discutir técnica, ética e também o papel político da profissão é essencial para acompanhar essa evolução”, afirma.

Instituição pública vinculada ao Governo do Estado de São Paulo, a FAMERP mantém um dos poucos cursos de graduação em enfermagem em período integral na região de Rio Preto. Durante a formação, os alunos atuam diretamente em unidades básicas de saúde do município e nos hospitais do complexo FUNFARME, vivenciando na prática o atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS).

A expectativa é reunir participantes de diferentes perfis, promovendo troca de experiências, atualização profissional e integração entre ensino, serviço e comunidade. As vagas são limitadas e estão disponíveis na plataforma Even 3. (Acesse aqui para fazer a inscrição: https://www.even3.com.br/dia-do-enfermeiro-713578/).

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FAMERP realiza Cerimônia do Jaleco e marca início da formação de novos enfermeiros

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) promoveu, na manhã desta sexta-feira (10 de abril), a Cerimônia do Jaleco da 1ª série do curso de Graduação em Enfermagem, consolidando um dos momentos mais simbólicos da formação em saúde e reforçando seu papel como instituição pública de excelência. Em um ambiente marcado por emoção, acolhimento e senso de responsabilidade, alunos, familiares e docentes participaram de um rito que representa o início oficial da trajetória acadêmica e profissional dos futuros enfermeiros.

Mais do que a entrega de um uniforme, o ato de vestir o jaleco — primeiro Equipamento de Proteção Individual (EPI) utilizado na área da saúde — simboliza a transição para um novo ciclo, no qual conhecimento técnico, ética e sensibilidade humana passam a caminhar lado a lado. Com o logotipo da FAMERP estampado no braço, os estudantes assumem, desde o primeiro ano, o compromisso de representar a instituição dentro e fora dos espaços acadêmicos, carregando consigo valores que ultrapassam a sala de aula.

Realizada pelo terceiro ano consecutivo, a cerimônia também se destaca pelo acolhimento às famílias, que são convidadas a vivenciar esse momento junto aos alunos. Para a vice-coordenadora do curso de Enfermagem, Profa. Dra. Ana Maria Neves Finochio Sabino, esse contato inicial é fundamental para a adaptação dos estudantes a uma nova realidade. “A cerimônia do jaleco é um momento de acolhimento. Recebemos os familiares logo no início do curso, apresentamos a instituição e colocamos os alunos em contato com o primeiro instrumento de proteção individual. É um rito de passagem importante, que marca a transição do ensino médio para a formação em saúde, com todas as responsabilidades que essa escolha envolve”, afirmou. Segundo ela, muitos alunos vivem também um processo de mudança pessoal nesse período. “Muitos vêm de outras cidades e estão enfrentando uma fase de adaptação. Esse momento é essencial para mostrar que eles não estão sozinhos.”

Durante a solenidade, o diretor-adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, destacou a qualidade do corpo docente e a relevância da formação oferecida pela instituição. “Vocês terão a oportunidade de aprender com professores reconhecidos por suas publicações, metodologias e proximidade com os alunos. É uma formação diferenciada, que prepara profissionais para atuar com excelência na saúde”, disse. Ele também ressaltou o protagonismo da enfermagem no cenário atual. “A enfermagem tem uma atuação ampla e intensa. Hoje, encontramos profissionais em posições de liderança, coordenando serviços hospitalares e atuando na gestão pública. Muitos dos nossos ex-alunos ocupam cargos de destaque, o que demonstra a força da formação oferecida pela FAMERP.”

A coordenadora do curso de Enfermagem, Profa. Dra. Maria Helena Pinto, enfatizou o caráter humano da profissão e o compromisso da instituição com uma formação integral. “A enfermagem é, antes de tudo, o cuidado com o outro em sua totalidade — física, emocional, social e espiritual. Ao longo da formação, os alunos serão desafiados, mas também terão o privilégio de participar de momentos únicos, como o alívio do sofrimento e a recuperação de pacientes”, destacou. “Nosso compromisso é formar profissionais competentes, éticos e comprometidos com o Sistema Único de Saúde e com a transformação social.”

A programação contou ainda com palestra da Profa. Dra. Daniele Alcalá, que abordou temas relacionados à responsabilidade profissional e às perspectivas do mercado de trabalho para o enfermeiro, ampliando o olhar dos ingressantes sobre os desafios e oportunidades da carreira.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Entre páginas de 1722 e cliques digitais: Biblioteca da FAMERP reúne obras raras e mais de 20 mil títulos online

No silêncio controlado de uma sala fechada, repousa um livro impresso em 1722. Do lado de fora, centenas de estudantes circulam diariamente em busca de conhecimento atualizado, acessando milhares de títulos digitais com poucos cliques. É nesse contraste entre o raro e o imediato que a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) marca o Dia Nacional da Biblioteca, celebrado nesta quinta-feira (9 de abril).

A data coincide com um marco institucional: os 21 anos da Biblioteca Anatômica da FAMERP, formada a partir da doação do Prof. Dr. Hélcio José Lins Werneck. São 584 livros, distribuídos em 373 títulos, sendo 258 internacionais e 115 nacionais. Entre as obras que atravessaram séculos está “Eustachi Anatomia Tabulae Anatomicae”, publicada no século XVIII pelo médico italiano Bartholomaei Eustachii.

Não se trata apenas de volume, mas de valor histórico. Quatro títulos são anteriores ao século XX, e alguns exemplares ultrapassam 100 anos. Por isso, o acesso não é livre. As obras raras permanecem preservadas em ambiente restrito, sob cuidado técnico rigoroso. “São materiais que exigem conservação permanente. A consulta é controlada justamente para garantir que esse patrimônio continue existindo”, explica a diretora de centro da Biblioteca da FAMERP, Rosângela Maria Moreira Kavanami.

O reconhecimento desse acervo ultrapassa os limites da instituição. A Sociedade Brasileira de Anatomia lançou uma publicação comemorativa com artigo sobre a coleção, elaborado pelo Prof. Dr. Fernando Batigalia, chefe do Departamento de Anatomia da FAMERP, em parceria com a diretora de centro. “Esse reconhecimento fortalece nossa posição como instituição acadêmica de excelência e amplia a visibilidade desse patrimônio científico”, afirma o docente.

Mas a biblioteca da FAMERP não se resume ao passado. Em funcionamento de segunda a sexta-feira, das 7h às 20h, o espaço atende cerca de 400 pessoas por dia. O acervo físico reúne 23.443 exemplares, de 12.254 títulos, e mais de 43 mil periódicos científicos, de 460 títulos nacionais e internacionais.

No ambiente digital, são mais de 20 mil títulos disponíveis, sendo 18 mil obras na plataforma da Pearson e outros 12 mil títulos na plataforma Minha Biblioteca. O acesso inclui ainda mais de 45 mil periódicos científicos por meio do Portal de Periódicos da CAPES.

Todo esse conteúdo está integrado a um sistema informatizado, com busca online pelo catálogo Sophia, permitindo que estudantes e pesquisadores localizem materiais de forma rápida e precisa. O Serviço de Biblioteca e Documentação Científica (SBDC) também participa da rede BIREME, conectando a FAMERP a um sistema internacional de compartilhamento de informação em saúde.

Entre obras que sobreviveram por séculos e plataformas que se atualizam diariamente, a biblioteca da FAMERP revela uma equação pouco óbvia: preservar o passado não impede acelerar o acesso ao futuro.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP desenvolve projeto para tornar mais clara a linguagem sobre Direito e Saúde Pública

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) está desenvolvendo uma plataforma para tornar mais acessível à população a compreensão de leis e termos técnicos relacionados à Saúde Pública. O projeto de pesquisa, intitulado “Terminologia do Direito e da Saúde Pública (TermoDiSP): estudo diacrônico em prol da acessibilidade terminológica”, conta com financiamento do Programa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A pesquisa, de caráter interdisciplinar, estuda como termos das áreas do Direito e da Saúde Pública vêm sendo usados e transformados ao longo do tempo, com foco em temas essenciais como conduta ética médica, vacinação e controle de epidemias. A proposta é traduzir esse vocabulário técnico para uma linguagem mais simples, facilitando o acesso da população à informação de qualidade.

Coordenado pela Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, o projeto está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP e conta com a parceria do Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da instituição e Diretor Científico do Centro Integrado de Pesquisas do complexo FAMERP/FUNFARME, além da Profa. Dra. Pascaline Dury, Diretora do Centro de Pesquisa em Linguística Aplicada (CeRLA) da Université Lumière Lyon 2, na França.

De acordo com o Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, o projeto prevê a criação de uma plataforma online, gratuita e de fácil acesso, na qual os termos serão explicados de forma clara e objetiva. Também inclui a produção de materiais educativos para profissionais de saúde em formação, incentivando o uso de uma comunicação mais simples, assertiva e acessível no contato com a população.

“Ao aproximar o conhecimento científico das pessoas, o TermoDiSP contribui para o enfrentamento da desinformação e do negacionismo científico, além de favorecer decisões mais conscientes sobre saúde por parte da sociedade”, explica o especialista.

Para a coordenadora do projeto, Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, a iniciativa busca aproximar o conhecimento jurídico e científico da população. “A plataforma é voltada ao público em geral e representa um primeiro passo na construção de uma fonte confiável, gratuita e acessível de informações jurídicas brasileiras relacionadas à Saúde Pública”, explica.

Segundo a pesquisadora, o projeto também terá impacto direto na formação dos estudantes da instituição. “Além da plataforma, vamos desenvolver materiais didáticos voltados a profissionais da Saúde em formação, com o objetivo de trabalhar boas práticas de comunicação e técnicas de simplificação da linguagem. Esse resultado contribuirá para que futuros profissionais da área estejam melhor preparados para dialogar com a população”, afirma.

A Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto destaca ainda o caráter inovador da proposta. “O TermoDiSP é um projeto inédito no Brasil. Ao sediar essa iniciativa, a FAMERP se destaca mais uma vez no cenário nacional, pois viabiliza institucionalmente a sua execução juntamente com a criação de uma nova linha de pesquisa especificamente voltada à Terminologia e à comunicação em Saúde”, conclui.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Referência nacional, Prof. Dr. Eduardo Kokubun traz à FAMERP debate sobre inteligência artificial e o futuro da medicina

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) promove nesta terça-feira (07 de abril) a Aula Magna da Pós-Graduação, marco de abertura das atividades acadêmicas dos programas stricto sensu da instituição.

A conferência será ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Kokubun, pesquisador de referência nacional, cuja trajetória acadêmica está associada à produção científica na área da saúde e à reflexão sobre práticas e políticas voltadas à qualidade de vida.

Com o tema “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”, a Aula Magna propõe uma abordagem qualificada sobre a crescente presença da inteligência artificial na medicina e seus desdobramentos no ensino, na pesquisa e na prática clínica.

Ao reunir comunidade acadêmica, docentes, pesquisadores e estudantes, o encontro se insere no compromisso institucional da FAMERP com a formação crítica e contemporânea de profissionais da saúde. Em pauta, estarão não apenas os avanços tecnológicos, mas também as dimensões éticas, científicas e humanas que acompanham esse processo de transformação.

A programação terá início às 10h00, com a apresentação dos Programas de Pós-Graduação, seguida, às 10h30, pela Aula Magna.

Professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Dr. Kokubun desenvolve pesquisas relacionadas à atividade física e seus impactos na saúde, com ênfase na elaboração de protocolos de intervenção no setor público, além de atuação em comissões institucionais e científicas.

Serviço
Aula Magna da Pós-Graduação da FAMERP
Data: 07 de abril de 2026
Horário: 10h00 – Apresentação dos Programas | 10h30 – Aula Magna
Tema: “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”
Palestrante: Prof. Dr. Eduardo Kokubun

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Outono eleva risco de doenças respiratórias em crianças; especialista da FAMERP reforça papel da prevenção

Com a chegada do outono, um fenômeno já conhecido pela comunidade médica volta a ganhar força: o aumento expressivo das doenças respiratórias em crianças. Entre os meses de março e agosto, a circulação de vírus respiratórios se intensifica, elevando o número de atendimentos, internações e complicações clínicas na população pediátrica.

O impacto é sentido tanto pelas famílias quanto pelo sistema de saúde, que historicamente registra maior demanda por assistência nesse período.

De acordo com a Profa. Dra. Marcialí Gonçalves Fonseca Silva, subchefe do Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), a antecipação é o principal fator de proteção.

“A sazonalidade das doenças respiratórias exige uma abordagem preventiva estruturada. A vacinação contra a gripe, associada a cuidados com a exposição a ambientes fechados e à manutenção de uma alimentação adequada, tem impacto direto na redução das infecções e de suas complicações”, afirma.

A especialista destaca ainda que a imunização contra a influenza, disponibilizada anualmente pelo Ministério da Saúde, é uma das estratégias mais eficazes para conter a evolução de quadros graves, especialmente em crianças menores, mais vulneráveis às infecções.

Outro ponto de atenção é o fortalecimento do sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Nesse contexto, o aleitamento materno desempenha papel central. “O leite materno é reconhecido como a primeira forma de proteção imunológica do bebê. Ele fornece anticorpos essenciais para o enfrentamento dos vírus que circulam com maior intensidade nesse período”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a prevenção também tem impacto direto na redução de internações e na diminuição dos custos emocionais e financeiros para as famílias e para o sistema público de saúde.

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Projeto Rever: FAMERP participa de debate sobre novas diretrizes da formação médica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) participou das oficinas do Projeto Rever, realizadas nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo. O encontro reuniu mais de 150 participantes, entre gestores, docentes e estudantes de medicina, em atividades voltadas à discussão e construção de propostas para a formação médica no Brasil.

Representaram a instituição o Diretor-adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, e o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, Prof. Dr. Gerardo Maria de Araújo Filho, além de outros integrantes da comunidade acadêmica.

As oficinas fazem parte da segunda rodada nacional do Projeto Rever, iniciativa que percorre diferentes regiões do país com o objetivo de discutir a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), promover a troca de experiências entre escolas médicas e apoiar mudanças na formação, considerando contextos locais.

Durante o encontro, foram abordados temas como curricularização da extensão, organização de atividades acadêmicas ao longo da graduação, inserção científica e programas de mentoria. Também foram discutidos modelos de avaliação da formação médica e os desafios relacionados à qualidade do ensino no país.

As discussões também abordaram a necessidade de aprimorar os processos de avaliação da formação médica, incluindo a adoção de modelos mais contínuos, como o Teste de Progresso, e a consideração de desigualdades regionais no desempenho dos estudantes. O Projeto Rever segue com programação em outras cidades do país.

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Transtorno bipolar afeta 140 milhões no mundo e pode levar até 10 anos para ser diagnosticado, alerta especialista da FAMERP

“Cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com transtorno bipolar, sendo que muitas delas enfrentam anos de sofrimento até receber um diagnóstico correto.” A afirmação é do psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Um caso emblemático é o da cantora Rita Lee, que recebeu o diagnóstico apenas aos 64 anos. Após a descoberta, em 2012, relatou alívio ao compreender os ciclos de euforia e depressão que, por anos, haviam sido interpretados apenas como depressão.

Apesar da alta prevalência, o transtorno bipolar ainda é frequentemente mal compreendido, subdiagnosticado e confundido com outras condições psiquiátricas, especialmente a depressão. Neste contexto, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, celebrado em 30 de março, reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e combater o estigma.

Segundo o especialista da FAMERP, a banalização do termo “bipolar” no cotidiano é um dos principais entraves para o diagnóstico correto. “Existe um senso comum de chamar qualquer pessoa com mudanças de humor de bipolar. Mas essas oscilações ao longo do dia são normais e não têm relação com o transtorno bipolar”, afirma. “Essas oscilações breves ao longo do dia fazem parte do espectro normal das vivências humanas. Às vezes você está mais feliz de manhã, mais irritado à tarde. Isso não é transtorno bipolar”, explica o docente.

O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada por ciclos prolongados de depressão e euforia, que podem durar semanas ou meses, e não horas, como muitos imaginam. Esse equívoco contribui diretamente para atrasos no diagnóstico. Em muitos casos, a doença pode levar de cinco a dez anos para ser identificada corretamente .

Segundo o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, é justamente essa duração que diferencia o quadro clínico de mudanças emocionais cotidianas. “O transtorno bipolar é caracterizado por fases: períodos em que a pessoa está deprimida, períodos em que está em euforia e momentos em que pode estar completamente sem sintomas”, afirma.

De acordo com o especialista, o transtorno bipolar pode ser classificado em dois principais tipos. O tipo 1 é caracterizado por episódios de mania mais intensos, podendo incluir delírios e alucinações. Já o tipo 2 inclui episódios depressivos mais frequentes e fases de euforia mais leves (hipomania). A doença geralmente se manifesta entre os 16 e 25 anos, mas pode ocorrer em outras fases da vida.

Causas e fatores de risco
O transtorno bipolar tem origem multifatorial, com forte influência biológica e genética. Estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com o transtorno também podem desenvolvê-lo. Além disso, fatores ambientais e estresse podem atuar como gatilhos para o surgimento ou agravamento dos episódios.

Um dos principais alertas dos especialistas é evitar o autodiagnóstico. O acompanhamento profissional é essencial. “Se você ou um familiar suspeita do transtorno, é muito importante procurar ajuda profissional, seja um psiquiatra ou psicólogo”, orienta.

O docente também explica que o tratamento envolve acompanhamento psiquiátrico, uso de medicação quando indicado, psicoterapia, estilo de vida saudável (atividade física e alimentação equilibrada). “Com o tratamento adequado, é possível manter qualidade de vida e estabilidade emocional”.

Sinais durante a fase depressiva (podem durar pelo menos duas semanas)
•     Tristeza persistente
•     Perda de interesse em atividades antes prazerosas
•     Alterações no sono e apetite
•     Baixa autoestima
•     Falta de energia

Sinais durante a fase de euforia (mania ou hipomania)
•     Humor excessivamente elevado ou irritável
•     Aceleração do pensamento e fala
•     Autoestima inflada
•     Impulsividade (gastos excessivos, comportamentos de risco)
•     Diminuição da necessidade de sono

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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