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Famerp anuncia resultados das residências médica, multiprofissional e uniprofissional para 2026

Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) divulgou nesta sexta-feira (30) o resultado final dos processos seletivos dos Programas de Residência Médica, Residência Multiprofissional e Residência Uniprofissional em Saúde, com início das atividades em 2026. Ao todo, os programas reuniram milhares de candidatos de todo o Brasil e do exterior, consolidando a instituição entre as mais concorridas do país na formação de especialistas em saúde.

No processo seletivo da Residência Médica 2026, a Famerp registrou recorde histórico de inscrições, com 4.680 candidatos disputando 304 vagas. O número é o maior já registrado pela instituição e confirma o crescimento contínuo da procura nos últimos anos, evidenciando o alto grau de seletividade do certame e valorizando o desempenho dos aprovados.

Os candidatos vieram de todos os estados brasileiros e de 14 países, como Alemanha, Estados Unidos, França, Itália e Japão, o que reforça o reconhecimento nacional e internacional da qualidade dos programas de residência médica da Famerp.

Os médicos selecionados receberão bolsa mensal de R$ 4.106,09, conforme a legislação vigente. A formação ocorre nos hospitais do complexo Funfarme — Hospital de Base (HB), Hospital da Criança e Maternidade (HCM), Instituto do Câncer (ICA), Ambulatório Geral de Especialidades, Instituto Lucy Montoro de Rio Preto e Hemocentro de Rio Preto — todos integrados ao Sistema Único de Saúde (SUS) e reconhecidos como hospitais-escola de referência em atendimentos de média e alta complexidade.

Residência multiprofissional e uniprofissional em saúde

Além da residência médica, a Famerp também formou novas turmas dos Programas de Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde, que oferecem, ao todo, 84 vagas — sendo 75 multiprofissionais e nove uniprofissionais. Os programas têm duração de 24 meses, carga horária de 60 horas semanais e exigem dedicação exclusiva em regime de treinamento em serviço.

Na modalidade multiprofissional, as vagas estão distribuídas entre os programas de Atenção em Oncologia, Saúde da Criança, Vigilância em Saúde, Reabilitação Física e Atenção Básica com ênfase na Estratégia de Saúde da Família, envolvendo áreas como enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, terapia ocupacional, farmácia e biologia.

Já a residência uniprofissional contempla as áreas de Atenção em Terapia Intensiva – Enfermagem e Odontologia Hospitalar, ampliando a formação especializada de profissionais para atuação em contextos hospitalares e de alta complexidade. Assim como na residência médica, os residentes atuam nos serviços do complexo Funfarme, com formação integrada ao SUS.

Serviço
Residência Médica – Famerp 2026
Pré-cadastro online: das 16h do dia 30/01 até 16h do dia 05/02
Matrícula: de 10 a 13/02, das 8h às 13h
2ª chamada: 18 e 19/02
Informações: https://www.famerp.br/index.php/diretoria-de-pos-graduacao/coreme/processo-seletivo-coreme-2026-acesso-direto-e-especialidades/

Residência Multiprofissional e Uniprofissional em Saúde – Famerp 2026
Matrícula: 12 e 13/02
Integração e início das atividades: 02/03
Informações: https://www.famerp.br/index.php/diretoria-de-pos-graduacao/coremu/processo-seletivo-de-residencia-multiprofissional-e-uniprofissional-2026/

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp divulga o resultado do Vestibular 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) divulga nesta sexta-feira (30) o resultado do Vestibular 2026, um dos processos seletivos mais concorridos do país. A lista de aprovados está disponível nos sites vunesp.com.br e famerp.br.

Ao todo, o vestibular recebeu 14.591 inscrições de todas as regiões do Brasil, que disputaram 160 vagas nos cursos de Medicina (80 vagas), Enfermagem (60 vagas) e Psicologia (20 vagas). Somente o curso de Medicina registrou 13.584 inscritos, o que representa uma concorrência de 170 candidatos por vaga.

Do total de 80 aprovados em Medicina, 71 são do Estado de São Paulo, sendo seis da região de São José do Rio Preto e 22 da Capital. A lista também inclui candidatos de outros estados, sendo três de Goiás, cinco de Minas Gerais e um do Rio de Janeiro, reforçando o alcance nacional do vestibular.

Do total de 60 aprovados em Enfermagem, a maioria é do Estado de São Paulo, sendo apenas uma pessoa de Fronteira, em Minas Gerais. Dentre os aprovados de São Paulo, oito são da Capital e 26 são do Noroeste Paulista, sendo 10 de Rio Preto. E do total de 20 aprovados em Psicologia, todos são do Estado de São Paulo, sendo dois da Capital e um da região de Rio Preto (Fernandópolis).

Vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Governo do Estado de São Paulo, a Famerp é uma instituição pública e gratuita, com desempenho de destaque em avaliações nacionais. Em 2025, a faculdade conquistou nota máxima (5) no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado pelo Ministério da Educação (MEC) para avaliar a qualidade dos cursos de Medicina no país.

O resultado posiciona o curso de Medicina entre os que apresentam melhor desempenho na avaliação nacional. Na edição mais recente do Enamed, mais de cem dos 351 cursos avaliados receberam notas consideradas insuficientes.

Para o diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o desempenho está diretamente relacionado à estrutura de formação oferecida aos alunos. “Os estudantes da Famerp aprendem na prática, em um hospital-escola de alta complexidade, com forte inserção no Sistema Único de Saúde. Essa vivência faz diferença na formação profissional”, afirma.

Além disso, a Famerp acolhe os estudantes em todas as etapas da formação médica, com ensino técnico de qualidade, pesquisa em laboratórios equipados e também com a pós-graduação. “A Famerp obteve desempenho positivo na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao ciclo 2021–2024, consolidando a qualidade de seus programas de pós-graduação stricto sensu”, destaca o Prof. Dr. Helencar Ignácio. O programa de Ciências da Saúde manteve a nota 5, os programas de Enfermagem e Psicologia e Saúde tiveram nota 4, cada.

O hospital-escola da instituição é formado pelas unidades do complexo Funfarme, um dos maiores produtores do SUS no Brasil e referência para 104 municípios da DRS-15. Além disso, a Famerp mantém parceria com a Prefeitura de São José do Rio Preto, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, para a atuação dos alunos nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município.

Na área de saúde mental, a faculdade também conta com clínica-escola de Psicologia, que realiza atendimentos pelo SUS, integrando ensino, assistência e serviço à população.

Segundo o diretor-geral, os investimentos recentes em ensino, preceptoria e acompanhamento acadêmico refletem diretamente na formação dos estudantes. “Cada egresso da Famerp carrega uma responsabilidade pública. O foco é formar profissionais preparados para atuar com qualidade, ética e compromisso social”, completa.

Mulheres dominam as vagas

Do total de 160 aprovados nos três vestibulares, 67 são homens. Do total de vagas oferecidas, 20% são reservadas à Política de Cotas da Famerp. Desse percentual, 65% destinam-se a candidatos que cursaram integralmente o Ensino Fundamental e Médio na rede pública brasileira (ou EJA em escola pública) e 35% a candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, desde que também oriundos exclusivamente da escola pública. O modelo segue diretrizes de inclusão e amplia o acesso ao ensino superior público de qualidade.

Matrícula e próximas chamadas

Os candidatos aprovados na primeira chamada devem realizar a pré-matrícula on-line nos dias 2 e 3 de fevereiro de 2026, das 10h às 23h59, por meio de link que será enviado pela Famerp ao e-mail cadastrado no momento da inscrição.

A matrícula presencial, com apresentação da documentação original, ocorre em 5 de fevereiro de 2026, das 9h às 16h, no Pavilhão Fleury, no campus da Famerp. A segunda chamada do vestibular será divulgada em 9 de fevereiro de 2026, a partir das 10h, no site da Fundação Vunesp.


Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp e Funfarme realizam mutirão gratuito sobre a hanseníase, no Ambulatório do Hospital de Base

Em alusão ao Dia Mundial da Hanseníase, celebrado em 25 de janeiro, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e o complexo hospitalar Funfarme promovem, nesta quinta-feira, dia 29, das 9h às 16h, um mutirão gratuito para orientar a população sobre a doença. A ação acontecerá no Ambulatório Geral de Especialidades do Hospital de Base (entrada pela rampa na avenida Brigadeiro Faria Lima), e será conduzida por residentes, alunos da Famerp e da Liga de Dermatologia, com supervisão de médicos especialistas.

“O objetivo é facilitar para a população o acesso a informações e orientações sobre a hanseníase, sobretudo, sobre seus sinais, que muitas vezes passam despercebidos”, afirma dermatologista Dr. João Roberto Antonio, professor emérito da Famerp. A hanseníase é uma doença antiga, mas ainda atual. Tem tratamento, tem cura, e o diagnóstico precoce evita sequelas e interrompe a transmissão.”

Apesar dos avanços da medicina, o Brasil ocupa uma posição preocupante no cenário global. O país é o segundo com maior número absoluto de casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia, e responde por 92% das notificações registradas nas Américas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2024, foram contabilizados 172.717 novos casos da doença em todo o mundo.

Embora ocupe o segundo lugar em número total de casos, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) destaca que o Brasil aparece em primeiro lugar no ranking mundial de taxa de detecção, indicador que mede o número de novos diagnósticos a cada 100 mil habitantes. Segundo a entidade, esse índice é fundamental para identificar precocemente a doença, tratar e curar os pacientes e interromper o ciclo de transmissão do bacilo, condição necessária para que a hanseníase deixe de ser um problema de saúde pública.

A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Os primeiros sinais costumam ser manchas claras ou avermelhadas na pele, acompanhadas de diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. Por não coçarem nem doerem, essas lesões frequentemente são ignoradas, o que contribui para o diagnóstico tardio.

A história da aposentada Conceição Aparecida Garcia de Souza, de 82 anos, moradora de Palestina, ilustra como o diagnóstico pode ser difícil e assustador. Ela descobriu a doença em setembro do ano passado, após acordar com o rosto inchado e arroxeado, sem dor, mas com febre alta, que chegou a 39 °C. “Fui à UBS e tomei remédio para infecção, mas não melhorou. Minha filha me levou de novo, e de lá fui encaminhada para a emergência do Hospital de Base”, conta. Conceição ficou internada por seis dias até que uma biópsia confirmasse o diagnóstico, após um exame inicial negativo.

O diagnóstico veio acompanhado do medo e do preconceito. “Eu nunca conheci ninguém com essa doença, mas me lembrava do que meus avós falavam, que antigamente as pessoas ficavam isoladas, não podiam nem compartilhar talheres”, relata. Além da mancha no rosto, ela percebeu lesões no braço e o surgimento de caroços, que desapareceram após o início do tratamento.

Hoje, Conceição leva uma vida normal. Mensalmente, vai ao posto de saúde para receber a medicação fornecida gratuitamente pelo Estado. “Tomo cinco comprimidos na hora, ali no posto, e levo a cartela para usar durante o mês”, explica. Segundo ela, com o tratamento, o medo deu lugar à tranquilidade e à recuperação da autoestima.

“A maior parte dos casos que atendemos chega encaminhada das unidades básicas de saúde, quando o diagnóstico ainda gera dúvida ou quando há necessidade de investigação mais aprofundada”, explica a dermatologista Fernanda Mattar, responsável pelo ambulatório de hanseníase da Funfarme / Hospital de Base . “Aqui, o paciente tem acesso a acompanhamento contínuo e a exames de média e alta complexidade, o que permite um cuidado mais completo.”

O ambulatório é referência para pacientes de 102 municípios da DRS-15. Em 2023, foram atendidos 237 pacientes. Em 2024, o serviço registrou 215 atendimentos, número que praticamente se manteve em 2025, com 216 atendimentos, incluindo casos encaminhados pelas unidades básicas de saúde da região.

Para a especialista, ações como o mutirão são fundamentais para reduzir o estigma ainda associado à doença. “Quando a população entende que a hanseníase é tratável e curável, o medo diminui e as pessoas procuram atendimento mais cedo. Isso muda completamente o desfecho da doença”, afirma.

O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, poucos dias após o início da medicação, o paciente em sua forma contagiante deixa de transmitir a doença. “Informação e acesso continuam sendo nossas principais ferramentas

SINAIS E SINTOMAS

  • Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);
  • Comprometimento dos nervos periféricos – geralmente espessamento (engrossamento) –, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;
  • Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp abre inscrições para o 1º Congresso de Extensão em Saúde

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) está com inscrições abertas para a primeira edição Congresso de Extensão da Famerp – EXTENSAÚDE, que será realizado nos dias 12 e 13 de março de 2026, no Centro de Convenções da instituição. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela plataforma Even3 (I CONGRESSO DE EXTENSÃO DA FAMERP – EXTENSAÚDE).

O congresso nasce com o propósito de fortalecer a extensão universitária como eixo estruturante da formação em saúde, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação stricto sensu e comunidade. O evento se propõe a ser um espaço de troca de experiências, construção coletiva de saberes e valorização de práticas extensionistas que levam o conhecimento acadêmico para além dos muros da universidade, com impacto direto na população.

Nos dois dias de programação, o EXTENSAÚDE reunirá estudantes, docentes e profissionais de instituições de ensino superior de Rio Preto e região, fomentando o debate sobre a inserção da extensão na formação acadêmica e a articulação entre ensino, pesquisa e serviço à comunidade.

Palestrantes convidados
A abertura do congresso contará com a participação especial de Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias, referência nacional no enfrentamento da pobreza feminina. Empreendedora social, palestrante TEDx, autora e reconhecida pela lista Forbes Under 30, Amanda vai ministrar a palestra “O corpo não mente: A pobreza gravada na pele”, com uma abordagem inspiradora sobre impacto social, liderança e transformação de realidades por meio de iniciativas comunitárias.

Entre os palestrantes de outras regiões do país, destaca-se o Prof. Dr. Hélder Eterno da Silveira, professor titular da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ex-Pró-Reitor de Extensão e Cultura da instituição e ex-presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão (FORPROEX). O docente, que é referência nacional em políticas públicas de extensão universitária e atuação junto ao Ministério da Educação, traz ao evento a palestra “Perspectivas da extensão na pós-graduação: Tendências e desafios”.

Já a Profa. Dra. Débora Fernandes Coelho, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), vai ministrar a palestra “A extensão como componente curricular na formação em saúde – desafios e potencialidades”. Ex-Pró-Reitora de Extensão e atual coordenadora da UNA-SUS/UFCSPA, a Profa. Dra. Débora tem ampla atuação nas áreas de formação em saúde, extensão universitária, gênero e vulnerabilidades sociais.

Outro destaque da programação é a oficina “Elaboração de projetos de extensão, ministrada pelo Prof. Dr. Jones Baroni Ferreira de Menezes, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutor em Educação, ele atua nas áreas de extensão universitária, ensino de ciências, tecnologias educacionais e educação à distância.

Além disso, haverá mesa-redonda com o tema “Extensão universitária e compromisso social: Experiências compartilhadas”, comandada pela diretora adjunta de Extensão da Famerp, Profa. Dra. Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen. A lista de convidados inclui a Profa. Dra. Mônica Abrantes Galindo, da UNESP/IBILCE, as professoras Alessandra Marinela Queiroz de Abreu, da Unilago, Fernanda Aparecida Novelli Sanfelice, da Faceres, e Graziella Allana Serra Alves de Oliveira, da Unip Rio Preto.

Submissão de trabalhos
O congresso receberá trabalhos de extensão desenvolvidos por instituições de ensino superior, que deverão ser submetidos na forma de resumo expandido, com até 2.000 palavras, contendo introdução, objetivos, metodologia e resultados. Os trabalhos serão avaliados por comissão científica, e o relator receberá por e-mail as orientações para apresentação.

O prazo para submissão de trabalhos vai até 05 de março de 2026, às 23h59, também pelo google forms: https://forms.gle/YChChDG1zwmJF1peA

Famerp divulga resultado do Programa de Aperfeiçoamento Profissional 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) divulga nesta terça-feira, 27, o resultado do processo seletivo Programa de Aperfeiçoamento Profissional 2026.

A lista de candidatos convocados estará disponível exclusivamente no site oficial da instituição, em www.famerp.br.

Estes programas têm duração de 12 meses, carga horária mínima de 1.756 horas e jornada semanal de 40 horas, incluindo plantões nas seguintes áreas:

✔ Enfermagem em centro cirúrgico
✔ Enfermagem em curativo
✔ Enfermagem em educação permanente
✔ Enfermagem em gestão de risco
✔ Enfermagem em emergência
✔ Enfermagem em nefrologia
✔ Enfermagem em navegação oncológica
✔ Enfermagem em oncologia
✔ Enfermagem em pediatria
✔ Enfermagem em unidade de terapia intensiva – UTI
✔ Enfermagem em controle de infecção hospitalar – CCIH
✔ Física médica
✔ Fisioterapia hospitalar adulto
✔ Fisioterapia hospitalar infantil
✔ Fisioterapia cardiopediatria
✔ Fonoaudiologia hospitalar
✔ Nutrição hospitalar adultos e idosos
✔ Nutrição hospitalar materno infantil
✔ Nutrição em unidade de alimentação e nutrição hospitalar
✔ Odontologia hospitalar
✔ Psicologia da saúde
✔ Serviço social na saúde

Matrícula
Os candidatos convocados deverão realizar a matrícula nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2026, conforme orientações que serão divulgadas junto ao resultado.

Candidatos excedentes
A partir do dia 12 de fevereiro, terá início a chamada dos candidatos excedentes, respeitando a ordem de classificação e a disponibilidade de vagas.

Início das atividades
As atividades dos Programas de Especialização Lato Sensu Famerp 2026 terão início em 02 de março de 2026.

Todas as informações oficiais, incluindo editais, convocações e orientações, devem ser acompanhadas exclusivamente pelos canais institucionais da Famerp.

Formatura da 53ª Turma de Medicina destaca excelência acadêmica da Famerp

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) celebrou, na noite de quarta-feira (21), a formatura festiva da 53ª Turma do curso de Medicina, marcando um momento de confraternização e reconhecimento de uma trajetória acadêmica construída com dedicação e excelência. A colação de grau oficial da turma foi realizada em dezembro de 2025.

A celebração ocorre em um contexto de importantes conquistas institucionais. A 53ª Turma de Medicina foi a mesma que conquistou nota 5 no Enamed 2025, conceito máximo na avaliação nacional da formação médica, posicionando a Famerp entre as instituições de maior destaque no ensino médico no país.

O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado pelo Ministério da Educação por meio do Inep, avalia competências técnicas, éticas e o preparo dos estudantes para atuação no sistema de saúde. O desempenho alcançado reflete um trabalho construído de forma conjunta, resultado da dedicação dos alunos, da excelência do corpo docente e da estrutura acadêmica, científica e assistencial oferecida pela instituição.

Única faculdade de medicina pública da região, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, a Famerp mantém como princípio o compromisso com o ensino público, gratuito e de qualidade, sustentado por um projeto pedagógico sólido e alinhado às demandas contemporâneas da formação em saúde.

A nota máxima no Enamed reforça o reconhecimento nacional da Famerp e se soma a outro importante resultado institucional: o avanço da instituição na Avaliação Quadrienal da Capes (2021–2024), que consolidou a excelência dos programas de pós-graduação stricto sensu.

Ao celebrar a trajetória da 53ª Turma de Medicina, a Famerp parabeniza seus egressos pelo desempenho exemplar e reafirma o valor da construção coletiva no ensino e na pesquisa. A instituição segue investindo na formação continuada em saúde e convida seus graduados e profissionais da área a darem sequência à trajetória acadêmica por meio da pós-graduação, fortalecendo o vínculo com uma instituição reconhecida pela excelência na graduação e na pós-graduação.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp conquista nota máxima no Enamed

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) alcançou a nota máxima, 5, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19), pelo Ministério da Educação (MEC).

O resultado coloca a Famerp entre as principais instituições do país na formação de médicos. Na edição deste ano, dos 351 cursos avaliados, 107 receberam notas 1 ou 2 e poderão sofrer sanções.

O Enamed é aplicado anualmente pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para avaliar competências técnicas, éticas e de atenção à saúde pública dos cursos de medicina.

A Famerp é a única faculdade de medicina pública da região de São José do Rio Preto. Vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, a instituição conta com docentes de renome internacional e um dos principais hospitais-escolas do país, integrando um dos maiores produtores do SUS no Brasil.

Segundo o diretor adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, a nota máxima é resultado de planejamento estratégico, investimento em infraestrutura e metodologias inovadoras.

Investimos em recursos acadêmicos, ampliando a biblioteca virtual e garantindo acesso às melhores fontes de conhecimento. Aplicamos metodologias ativas, com pequenos grupos e estudo de casos, e avaliações contínuas que permitem acompanhar o desempenho de cada aluno“, afirma.

A Famerp também oferece acesso facilitado a preceptores e professores, além de avaliação diagnóstica contínua durante os anos profissionalizantes, permitindo identificar pontos fortes e corrigir lacunas na formação.

Para o diretor-geral, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a nota máxima impacta diretamente a sociedade. “Cada estudante que sai da Famerp é um profissional bem formado, preparado para atender às demandas do SUS e contribuir de maneira significativa para a saúde da população“, afirmou. “Nosso compromisso é com a qualidade do atendimento médico, a humanização e a ética profissional.

Desde abril de 2025, a gestão de Ignácio investe no ensino, contratou preceptores e apoiou novas metodologias, garantindo atenção total às necessidades dos alunos. Espada ressalta que esse cuidado foi fundamental para alcançar o resultado.

Nada foi medido em termos de esforço ou recursos quando se tratou de apoiar a formação dos nossos alunos. Esse cuidado foi crucial para atingirmos a nota máxima no Enamed,” completa o diretor adjunto de Ensino.

5 estratégias adotadas pela Famerp para manter a excelência na formação médica

1. Investimento em recursos acadêmicos
A Famerp ampliou significativamente a biblioteca virtual, assinando novas bases de dados para garantir aos alunos acesso às melhores fontes de conhecimento.

2. Metodologias ativas
Os estudantes trabalham em pequenos grupos, discutindo casos reais e desenvolvendo pensamento crítico desde os primeiros anos da graduação.

3. Mudança na estrutura curricular e avaliativa
Foram implementadas avaliações contínuas, diagnósticos frequentes e acompanhamento individualizado, permitindo identificar pontos fortes e áreas que precisam de reforço na formação.

4. Acesso facilitado a preceptores e professores
Os alunos contam com orientação direta de docentes e preceptores, fortalecendo o aprendizado e a confiança no desenvolvimento profissional.

5. Avaliação diagnóstica contínua
Durante os anos profissionalizantes, os estudantes passam por avaliações sistemáticas, ajustando o ensino às necessidades individuais e garantindo o máximo potencial de cada aluno.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp fortalece diálogo institucional em preparação para o EXTENSAÚDE

Hoje, a Diretoria da Faculdade recebeu Amanda Oliveira, fundadora da Nação Valquírias, em uma reunião institucional realizada na sede da Famerp. O encontro integra a agenda da instituição voltada ao fortalecimento da extensão universitária como eixo estruturante da formação em saúde.

Esse diálogo se conecta a um movimento mais amplo: a realização do I Congresso de Extensão da Famerp – EXTENSAÚDE, que acontecerá nos dias 12 e 13 de março de 2026, no Centro de Convenções da Famerp, em formato presencial e com inscrições gratuitas.

O EXTENSAÚDE nasce com o propósito de consolidar a extensão universitária como espaço de articulação entre graduação, pós-graduação stricto sensu e comunidade, promovendo a circulação de saberes, a reflexão crítica e o impacto social das práticas acadêmicas.

Estudantes e docentes são convidados a integrar esse processo, participar das atividades e apresentar projetos de extensão que traduzem o compromisso da universidade pública com a sociedade.

As informações completas sobre a programação serão divulgadas em breve.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Pesquisadores da Famerp testam medicamento para melhorar aproveitamento de rins em transplantes

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) investiga o uso do anakinra — fármaco já aprovado no Brasil para o tratamento da artrite reumatoide — como uma estratégia para reduzir processos inflamatórios em rins de doadores falecidos antes do transplante. A iniciativa busca ampliar o aproveitamento dos órgãos e melhorar os resultados clínicos dos transplantes renais.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi reconhecido como o melhor trabalho científico no Congresso Latino-Americano de Transplantes, realizado em outubro de 2025, no Paraguai. A pesquisa é coordenada pelos pesquisadores Prof. Dr. Mário Abbud Filho e Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Famerp. Para o nefrologista Dr. Abbud Filho, a proposta responde a uma demanda urgente do sistema de transplantes brasileiro. “Trata-se de usar uma droga segura e já incorporada à prática médica para melhorar a condição do órgão antes do implante”, afirma.

O Brasil enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda por órgãos. Mais de 30 mil pessoas aguardam por um transplante renal, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Apesar dos avanços na captação, cerca de 30% dos rins provenientes de doadores falecidos acabam descartados todos os anos por não atenderem a critérios considerados ideais no momento do transplante.

Embora o transplante seja a alternativa mais eficaz para pacientes com doença renal crônica, o pós-operatório ainda apresenta desafios importantes. No país, a maioria dos receptores de rins de doadores falecidos desenvolve uma disfunção renal temporária logo após o procedimento, o que prolonga a necessidade de diálise e aumenta o tempo de internação hospitalar.

De acordo com o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, esse cenário está fortemente relacionado às condições de preservação dos órgãos. O período em que o rim permanece fora do corpo, submetido a baixas temperaturas e sem oxigenação adequada, favorece processos inflamatórios que comprometem seu funcionamento inicial após o transplante.

Além disso, rins provenientes de doadores com idade avançada ou comorbidades — conhecidos como doadores de critérios estendidos — apresentam maior risco de complicações e são frequentemente recusados, mesmo quando poderiam ser utilizados com segurança. A pesquisa da Famerp busca justamente alternativas para recuperar e preservar melhor esses órgãos.

Uma das tecnologias mais eficazes para esse fim é a perfusão renal em máquina, método que mantém o rim irrigado com solução oxigenada até o transplante. Apesar dos benefícios, o alto custo limita seu uso no Brasil. Por isso, os pesquisadores avaliaram o potencial do anakinra como uma solução farmacológica capaz de reduzir a inflamação mesmo em contextos de preservação mais simples.

Os pesquisadores destacam que a incorporação da perfusão renal em máquina no Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ampliar significativamente o aproveitamento de rins de doadores de critérios estendidos, além de abrir caminho para estratégias terapêuticas inovadoras durante a preservação dos órgãos. Enquanto essa tecnologia ainda não está amplamente disponível no país, a associação entre perfusão em máquina e terapias farmacológicas representa uma perspectiva promissora para qualificar o transplante renal no Brasil.

Segundo a Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, a inflamação se inicia ainda no doador e pode se intensificar durante o período de armazenamento do órgão. “A ideia foi intervir nesse processo antes do transplante, preservando melhor o tecido renal e favorecendo a recuperação do órgão após o transplante”, explica.

O estudo experimental foi realizado em parceria com a University Medical Center Groningen, nos Países Baixos, utilizando rins de suínos, modelo considerado semelhante ao humano. Os órgãos foram submetidos a diferentes protocolos de perfusão, com e sem o medicamento, em temperaturas controladas.

Os resultados indicaram redução significativa de marcadores inflamatórios nos rins tratados com anakinra, sem evidência de toxicidade ou prejuízo estrutural ao tecido renal. “Os dados mostram que é possível modular a resposta inflamatória do órgão antes do transplante”, explica a pesquisadora Ludimila Leite Marzochi, autora principal do trabalho.

A próxima etapa da pesquisa prevê testes em rins humanos descartados para transplante, em colaboração com um centro de pesquisa nos Estados Unidos. A expectativa é avançar para aplicações mais próximas da prática clínica e avaliar a viabilidade do uso do medicamento em larga escala.

Segundo o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, caso os resultados se confirmem, o anakinra poderá ser incorporado até mesmo ao método tradicional de preservação estática, utilizado na maioria dos centros transplantadores brasileiros. “Isso permitiria ganhos clínicos relevantes sem a necessidade de investimentos elevados em novos equipamentos”, destaca.

Para a equipe da Famerp, a pesquisa reforça a importância de soluções que aliem inovação científica, viabilidade econômica e impacto direto no atendimento aos pacientes. O objetivo final é aumentar o número de rins utilizáveis e melhorar os resultados dos transplantes renais no país.

A FAMERP estará em recesso até 2 de janeiro de 2026; Retornamos dia 5 de janeiro

Este é um momento de pausa necessária para refletir, reorganizar e reconhecer tudo o que foi construído ao longo de 2025 — um ano marcado por aprendizado, avanços científicos e compromisso com a formação de excelência em saúde, nas áreas de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

Agradecemos a cada estudante, docente, servidor, pesquisador, parceiro institucional e à sociedade por caminhar conosco, fortalecendo diariamente a missão da educação pública, da ciência e do cuidado humano.

Seguimos confiantes no que está por vir.
Nos vemos em breve.

             Ouvidoria
SIC