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Projeto Rever: FAMERP participa de debate sobre novas diretrizes da formação médica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) participou das oficinas do Projeto Rever, realizadas nos dias 23 e 24 de março, em São Paulo. O encontro reuniu mais de 150 participantes, entre gestores, docentes e estudantes de medicina, em atividades voltadas à discussão e construção de propostas para a formação médica no Brasil.

Representaram a instituição o Diretor-adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, e o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, Prof. Dr. Gerardo Maria de Araújo Filho, além de outros integrantes da comunidade acadêmica.

As oficinas fazem parte da segunda rodada nacional do Projeto Rever, iniciativa que percorre diferentes regiões do país com o objetivo de discutir a implementação das Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs), promover a troca de experiências entre escolas médicas e apoiar mudanças na formação, considerando contextos locais.

Durante o encontro, foram abordados temas como curricularização da extensão, organização de atividades acadêmicas ao longo da graduação, inserção científica e programas de mentoria. Também foram discutidos modelos de avaliação da formação médica e os desafios relacionados à qualidade do ensino no país.

As discussões também abordaram a necessidade de aprimorar os processos de avaliação da formação médica, incluindo a adoção de modelos mais contínuos, como o Teste de Progresso, e a consideração de desigualdades regionais no desempenho dos estudantes. O Projeto Rever segue com programação em outras cidades do país.

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Transtorno bipolar afeta 140 milhões no mundo e pode levar até 10 anos para ser diagnosticado, alerta especialista da FAMERP

“Cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com transtorno bipolar, sendo que muitas delas enfrentam anos de sofrimento até receber um diagnóstico correto.” A afirmação é do psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Um caso emblemático é o da cantora Rita Lee, que recebeu o diagnóstico apenas aos 64 anos. Após a descoberta, em 2012, relatou alívio ao compreender os ciclos de euforia e depressão que, por anos, haviam sido interpretados apenas como depressão.

Apesar da alta prevalência, o transtorno bipolar ainda é frequentemente mal compreendido, subdiagnosticado e confundido com outras condições psiquiátricas, especialmente a depressão. Neste contexto, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, celebrado em 30 de março, reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e combater o estigma.

Segundo o especialista da FAMERP, a banalização do termo “bipolar” no cotidiano é um dos principais entraves para o diagnóstico correto. “Existe um senso comum de chamar qualquer pessoa com mudanças de humor de bipolar. Mas essas oscilações ao longo do dia são normais e não têm relação com o transtorno bipolar”, afirma. “Essas oscilações breves ao longo do dia fazem parte do espectro normal das vivências humanas. Às vezes você está mais feliz de manhã, mais irritado à tarde. Isso não é transtorno bipolar”, explica o docente.

O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada por ciclos prolongados de depressão e euforia, que podem durar semanas ou meses, e não horas, como muitos imaginam. Esse equívoco contribui diretamente para atrasos no diagnóstico. Em muitos casos, a doença pode levar de cinco a dez anos para ser identificada corretamente .

Segundo o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, é justamente essa duração que diferencia o quadro clínico de mudanças emocionais cotidianas. “O transtorno bipolar é caracterizado por fases: períodos em que a pessoa está deprimida, períodos em que está em euforia e momentos em que pode estar completamente sem sintomas”, afirma.

De acordo com o especialista, o transtorno bipolar pode ser classificado em dois principais tipos. O tipo 1 é caracterizado por episódios de mania mais intensos, podendo incluir delírios e alucinações. Já o tipo 2 inclui episódios depressivos mais frequentes e fases de euforia mais leves (hipomania). A doença geralmente se manifesta entre os 16 e 25 anos, mas pode ocorrer em outras fases da vida.

Causas e fatores de risco
O transtorno bipolar tem origem multifatorial, com forte influência biológica e genética. Estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com o transtorno também podem desenvolvê-lo. Além disso, fatores ambientais e estresse podem atuar como gatilhos para o surgimento ou agravamento dos episódios.

Um dos principais alertas dos especialistas é evitar o autodiagnóstico. O acompanhamento profissional é essencial. “Se você ou um familiar suspeita do transtorno, é muito importante procurar ajuda profissional, seja um psiquiatra ou psicólogo”, orienta.

O docente também explica que o tratamento envolve acompanhamento psiquiátrico, uso de medicação quando indicado, psicoterapia, estilo de vida saudável (atividade física e alimentação equilibrada). “Com o tratamento adequado, é possível manter qualidade de vida e estabilidade emocional”.

Sinais durante a fase depressiva (podem durar pelo menos duas semanas)
•     Tristeza persistente
•     Perda de interesse em atividades antes prazerosas
•     Alterações no sono e apetite
•     Baixa autoestima
•     Falta de energia

Sinais durante a fase de euforia (mania ou hipomania)
•     Humor excessivamente elevado ou irritável
•     Aceleração do pensamento e fala
•     Autoestima inflada
•     Impulsividade (gastos excessivos, comportamentos de risco)
•     Diminuição da necessidade de sono

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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FAMERP conquista os três primeiros lugares na área multidisciplinar do ECIP 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) conquistou os três primeiros lugares na categoria multidisciplinar do 8º Encontro de Cancerologia do Interior Paulista (ECIP) 2026. Realizado pela Funfarme/Famerp, entre os dias 26 e 28 de março, o congresso reuniu mais de 800 médicos e profissionais da saúde de 26 estados brasileiros, além de dezenas de trabalhos científicos inscritos.

A premiação científica do ECIP reconhece os melhores estudos apresentados durante o evento, avaliando critérios como relevância clínica, inovação, metodologia e impacto na prática assistencial. Os trabalhos são organizados por áreas temáticas, incluindo a categoria multidisciplinar, que contempla pesquisas desenvolvidas por equipes formadas por diferentes especialidades da saúde.

Na categoria multidisciplinar, todos os trabalhos premiados foram desenvolvidos por equipes vinculadas à FAMERP, envolvendo docentes, preceptores, orientadores, residentes médicos e multiprofissionais, além de alunos de aprimoramento e da pós-graduação.

Essa conquista evidencia a consistência da formação e do envolvimento coletivo de toda a comunidade acadêmica na produção de conhecimento científico relevante para a oncologia.

1º lugar
Análise do Perfil Clínico e Epidemiológico dos Pacientes com Cárie Relacionado à Radiação e Osteorradionecrose
Autores: Maria Vitória dos Santos Wanderley, Camila Bento Zamarioli, Sarah Giovanna Maria Machado, Mariana Cristina Maria Manoel e Joab Cabral Ramos
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

2º lugar
Qualidade de Vida, Fadiga por Compaixão e Percepção da Finitude em Profissionais da Saúde de uma Unidade de Internação Oncológica
Autores: Beatriz Silva Alencar, Larissa Lazzarini Furlan, Carla Rodrigues Zanin e Adriano Virches
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

3º lugar
Primeiros Resultados da Intervenção Psicológica Utilizando o Protocolo ConquerFear: um Ensaio Clínico Randomizado de Método Misto
Autores: Lucas Antonio Moura Gonzalez, Adriano Virches, João Victor Piccolo Feliciano, Ana Paula Fernandes Mesquita e Loiane Leticia dos Santos
Instituição: FAMERP – São José do Rio Preto/SP

Premiação também reconhece destaques na área médica

Além da área multidisciplinar, o ECIP 2026 premiou trabalhos na área médica, com participação de instituições de referência no país:

1º lugar – Área Médica
Inovação na Atenção Primária: Aplicação da Inteligência Artificial na Triagem do Câncer de Pele
Instituição: Faculdade de Medicina de Itajubá/MG

2º lugar – Área Médica
Avaliação do Perfil de Citocinas Plasmáticas e sua Associação com a Resposta à Imunoterapia em Pacientes com Melanoma Avançado
Instituição: Hospital de Câncer de Barretos – Barretos/SP

3º lugar – Área Médica
Aplicação Intraoperatória de uma Plataforma de Realidade Aumentada para Planejamento e Execução de Cirurgias Oncológicas
Instituição: Vholom – Barretos/SP

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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IA revoluciona tratamento da epilepsia e exige preparo dos médicos, alerta especialista da FAMERP

No Dia Mundial de Conscientização da Epilepsia, celebrado nesta quarta-feira (26), uma nova fronteira da medicina ganha destaque: o uso da inteligência artificial para prever crises epilépticas e transformar o tratamento da doença. A tecnologia, que já começa a ser aplicada em centros de pesquisa internacionais, aponta para um futuro que já começou.

Estudos recentes mostram que dispositivos implantáveis, aliados a algoritmos de inteligência artificial, são capazes de monitorar continuamente a atividade cerebral e identificar padrões que antecedem as crises. “Essa leitura em tempo real permite não apenas maior precisão no diagnóstico, mas também intervenções mais rápidas e personalizadas”, afirma o Prof. Dr. Fábio de Nazaré Oliveira, neurologista e docente da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

O especialista, que também é coordenador do Ambulatório de Transtornos do Movimento da FAMERP/Funfarme, explica que a epilepsia afeta cerca de 50 milhões de pessoas no mundo e que aproximadamente 30% dos pacientes não respondem adequadamente aos medicamentos. “Mais de um terço dos pacientes continua apresentando crises mesmo com tratamento convencional, o que reforça a necessidade de novas abordagens terapêuticas”, observa.

De acordo com o docente, uma das inovações mais promissoras combina estimulação cerebral profunda com monitoramento contínuo por inteligência artificial. Na prática, sensores implantados captam sinais elétricos do cérebro e enviam dados para sistemas em nuvem, onde algoritmos analisam padrões de atividade neural e comportamento do paciente. Isso permite detectar crises com mais precisão do que os registros tradicionais feitos pelos próprios pacientes (muitas vezes imprecisos) e ajustar o tratamento em tempo real.

Além da redução das crises, os estudos também indicam benefícios adicionais, como melhora na memória e no sono, aspectos frequentemente comprometidos em pessoas com epilepsia. “Os dados mostram que a neuromodulação associada à IA pode atuar de forma mais ampla, impactando diferentes funções cerebrais”, afirma.

Para o Prof. Dr. Fábio Nazaré, o avanço é significativo e muda a forma como a medicina deve se preparar para o futuro. “A inteligência artificial está trazendo uma nova lógica para o tratamento das doenças neurológicas. Hoje, conseguimos não só tratar, mas antecipar eventos como as crises epilépticas. Isso muda completamente o cuidado com o paciente.”

Segundo ele, o papel do médico também está em transformação. “O profissional de saúde precisa estar preparado para trabalhar com essas novas tecnologias. Não é mais uma possibilidade distante: é uma realidade. O futuro da medicina já chegou, e quem não se atualizar corre o risco de ficar para trás”, alerta.

O especialista destaca ainda que a integração entre neurociência, engenharia e ciência de dados abre caminho para tratamentos cada vez mais individualizados. “Estamos caminhando para uma medicina de precisão, em que cada paciente terá um tratamento ajustado ao seu padrão cerebral. Isso representa um ganho enorme em qualidade de vida”, diz.

Além dos avanços tecnológicos, a capacitação dos profissionais também está no centro das discussões. Em maio, a FAMERP e a Funfarme promovem o 5º Simpósio de Epilepsia, que reunirá especialistas para discutir o que há de mais recente no diagnóstico e tratamento da doença.

O evento será realizado nos dias 1º e 2 de maio, no Centro de Convenções da FAMERP, e também celebra os 25 anos do Centro de Cirurgia de Epilepsia (CECEP) do Hospital de Base, que é referência regional que já realizou mais de 1.200 cirurgias e transformou a vida de milhares de pacientes.

A programação inclui temas como epilepsias em crianças e adultos, avanços diagnósticos, tratamentos clínicos e opções cirúrgicas, reforçando a importância da atualização constante diante de um cenário de rápidas transformações.

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Funfarme/Famerp promovem maior evento de cancerologia do interior paulista com mais de 800 médicos e profissionais da saúde de todo o País

O número de pacientes oncológicos atendidos pela Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) deu um salto expressivo nas últimas duas décadas. De acordo com o Registro Hospitalar de Câncer da instituição, o volume total de pacientes saltou de 1.442 registros no ano de 2004 para 4.704 em 2024. O aumento, que representa mais do que o triplo de atendimentos no período, reforça a importância da estrutura de excelência e alta tecnologia do complexo hospitalar, cenário da doença que está sendo debatido no 8º Encontro de Cancerologia do Interior Paulista (ECIP), evento que segue até sábado, 28, e que conta com mais de 800 médicos e profissionais da saúde de todo o país e integra o calendário da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC).

Segundo Dr. Fábio Leite, oncologista clínico do Hospital de Base e presidente do ECIP 2026, tudo que há de vanguarda hoje no tratamento do câncer não só no Brasil, como no mundo, está sendo discutido no ECIP 2026. “O tema desse ano é justamente a inovação em oncologia. Isso vem desde o diagnóstico, tratamento, paliativo e de suporte ao paciente. Então tudo que tem de mais moderno está sendo discutido nesses três dias de evento tanto na área médica quanto multidisciplinar”, finaliza o especialista e docente colaborador da FAMERP.

Dr. Antonio Carlos Buzaid, oncologista referência em no Brasil, ressaltou os avanços nos tratamentos oncológicos. “Temos melhorias em todas as áreas da oncologia clínica e tem uma área que ainda está menos desenvolvida no Brasil que é a terapia celular, é uma forma de imunoterapia para leucemia, para o mieloma. Esse tipo de terapia já existe, que é uma célula do próprio paciente, célula imune, você a modifica de forma que ela desenvolve o receptor na superfície que ataca diretamente a célula cancerígena. Temos também outras formas de terapia celular que ainda infelizmente não vieram ao Brasil, mas estamos melhorando como um todo o tratamento do câncer”, finaliza.

O diretor executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, ressalta a importância do evento. “O 8º Encontro de Cancerologia no Interior Paulista reafirma seu papel na atualização científica e na troca de experiências em oncologia. Para o Complexo Funfarme, é motivo de orgulho sediar um evento dessa relevância, sendo o maior complexo hospitalar do Estado de São Paulo e o maior produtor SUS do Brasil. O Hospital de Base abriga o maior centro oncológico do Estado em um hospital não oncológico, reforçando nosso compromisso com um cuidado eficiente, integrado e humanizado.”

O diretor-geral da ​, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca a relevância do ECIP 2026. “Esse evento consolida a FAMERP e a FUNFARME como um importante polo de desenvolvimento científico e assistencial no interior do país. Trata-se de um ambiente que integra tecnologia de ponta, pesquisa translacional e formação multiprofissional, permitindo que nossos alunos, residentes e pesquisadores tenham uma formação completa e alinhada às transformações da oncologia moderna. Destaco, ainda, a relevância da nossa pós-graduação, com programas de mestrado e doutorado, e da produção científica desenvolvida por equipes multidisciplinares que envolvem médicos, enfermeiros, psicólogos e geneticistas. Essa integração fortalece a construção do conhecimento e amplia o impacto da FAMERP na sociedade”, finaliza.

Referência em pesquisa clínica

A Funfarme é referência em pesquisa clínica através do Centro Integrado de Pesquisas (CIP) do Hospital de Base, um dos quatro principais da América Latina. O CIP conduz grandes estudos nacionais e internacionais de desenvolvimento de novos medicamentos para as mais variadas doenças, muitos dos quais como instituição coordenadora da pesquisa. Pacientes SUS e privados – inclusive de outras instituições, são convidados a participar de estudos internacionais. Atualmente, 180 estudos estão em andamento na instituição.

A FAMERP possui um forte setor de pós-graduação e pesquisa científica que envolve biólogos, farmacêuticos e geneticistas atuando em laboratórios antes das fases clínicas. A instituição possui ainda o programa de Residência Multiprofissional, que oferece vagas específicas no programa de “Atenção em Oncologia”. Essa equipe multidisciplinar atua diretamente no complexo da Funfarme (Hospital de Base / ICA – Instituto do Câncer), envolvendo áreas como enfermagem, fisioterapia, fonoaudiologia, nutrição, psicologia, farmácia e biologia.

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FAMERP realiza aula sobre Extensão para alunos de Medicina, Enfermagem e Psicologia

Na manhã desta quarta-feira (25), a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) realizou uma aula sobre Extensão Universitária destinada aos alunos da 1ª série dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

A atividade foi conduzida pela Profa. Dra. Beatriz Barco, diretora-adjunta de Extensão, e contou com a participação do Prof. Dr. Paulo Espada, diretor-adjunto de Ensino, além dos coordenadores dos três cursos.

Durante o encontro, os estudantes foram apresentados ao conceito de Extensão Universitária e à sua importância na formação acadêmica, destacando o papel das ações na aproximação entre a faculdade e a comunidade.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Tuberculose mantém alta no Brasil, com 85,9 mil casos

O Brasil registrou 85.936 novos casos de tuberculose em 2024, número que mantém a doença como um dos principais desafios da saúde pública no país e reacende o alerta neste 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Em relação à mortalidade, o dado mais recente aponta 6.315 mortes em 2024 (dado preliminar).

Longe de ser um problema do passado, a tuberculose segue entre as doenças infecciosas mais letais do planeta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 10,7 milhões de pessoas adoeceram no mundo em 2024 e cerca de 1,23 milhão morreram. Embora a incidência global tenha recuado 1,7% entre 2023 e 2024, retornando ao patamar pré-pandemia, o ritmo de queda ainda está muito abaixo das metas internacionais de eliminação da doença.

A médica infectologista e professora da FAMERP, Profa. Dra. Cássia Estofolete, explica que a tuberculose é causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, o chamado bacilo de Koch, e afeta principalmente os pulmões. “A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa doente tosse, espirra ou fala e elimina a micobactéria”, afirma. Os sintomas mais frequentes incluem tosse persistente por três semanas ou mais, febre, suor noturno, cansaço, emagrecimento e dor no peito para respirar — sinais que muitas vezes demoram a ser observados, o que contribui para o diagnóstico tardio e para a continuidade da cadeia de transmissão.

De acordo a especialista, um dos maiores desafios no enfrentamento da tuberculose ainda é ampliar a percepção de risco, lembrar que há outras formas da doença, além da respiratória e garantir que pacientes com sintomas respiratórios persistentes procurem atendimento o mais cedo possível. “A doença também tem forte relação com os determinantes sociais da saúde e atinge de forma desproporcional populações em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua, pessoas vivendo com HIV/Aids, populações indígenas e imigrantes”, diz a infectologista.

Além do impacto clínico, a tuberculose produz efeito direto sobre a renda familiar: a OMS estima que, entre 2015 e agosto de 2024, cerca de 49% das famílias afetadas pela doença enfrentaram custos catastróficos, com gastos superiores a 20% da renda anual.

Apesar do peso da doença, o Brasil aparece com indicadores relevantes de resposta. Segundo informações divulgadas com base no Relatório Global da Tuberculose 2025, 89% das pessoas que desenvolveram tuberculose no país foram diagnosticadas e notificadas oficialmente em 2024, e o Brasil lidera, entre os países de alta carga, o Índice de Cobertura de Serviços da OMS, com patamar superior a 80%. Houve ainda aumento de 39,1% no tratamento preventivo entre contatos de pessoas com tuberculose, além da ampliação do acesso ao diagnóstico molecular rápido.

Outro destaque é o financiamento doméstico das ações de enfrentamento. Em 2024, o Ministério da Saúde destinou R$ 100 milhões a estados e municípios habilitados para ações de vigilância, prevenção e controle da tuberculose, medida vista como estratégica para ampliar diagnóstico, investigação de contatos e integração do cuidado, especialmente na atenção primária.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Rio Preto: uma cidade que ensina o Brasil a cuidar

Quando pensamos em São José do Rio Preto, muitas imagens vêm à mente: uma cidade dinâmica, empreendedora, que cresce e se transforma com o trabalho de sua gente. Ao longo das últimas décadas, porém, Rio Preto passou a ser reconhecida também por algo que se tornou parte de sua identidade: a força da saúde e da formação de profissionais que ajudam a cuidar de pessoas em todo o Brasil e também fora dele.

Neste momento em que a cidade celebra seus 174 anos de história, é impossível não reconhecer como essa trajetória foi construída com visão de futuro, investimento em conhecimento e dedicação de gerações que ajudaram a transformar Rio Preto em uma referência regional e nacional.

Essa história começou a ser construída ainda na década de 1960, quando a cidade deu um passo decisivo ao criar sua primeira faculdade de medicina. Naquele momento, talvez poucos imaginassem o impacto que essa iniciativa teria para o futuro de toda a região. A partir dessa semente, Rio Preto começou a consolidar um ambiente de ensino, assistência e pesquisa que ajudaria a transformar a cidade em um importante polo de saúde.

Com o passar do tempo, hospitais foram ampliados, clínicas e centros especializados surgiram, novas tecnologias chegaram e a produção científica ganhou relevância nacional e internacional. Ao mesmo tempo, a expansão dessas estruturas também impulsionou a economia local, com a criação de empregos diretos e indiretos em diferentes áreas ligadas à saúde, à pesquisa e aos serviços.

Ao mesmo tempo, milhares de profissionais passaram a ser formados aqui, muitos deles vindos de diferentes estados do país e também de outros lugares do mundo.

Depois de concluírem sua formação, esses médicos, pesquisadores e profissionais da saúde seguiram caminhos diversos. Alguns permaneceram em Rio Preto, ajudando a fortalecer ainda mais o sistema de saúde local. Outros retornaram às suas cidades de origem, seguiram para diferentes regiões do Brasil ou construíram trajetórias profissionais também no exterior, levando consigo o conhecimento adquirido e a experiência construída ao longo de sua formação acadêmica.

É assim que, de maneira natural, o nome de São José do Rio Preto passou a circular em muitos lugares. Em hospitais, clínicas, universidades, centros de pesquisa e serviços de saúde espalhados pelo Brasil e outros países, há profissionais que tiveram parte de sua formação construída aqui.

Mais do que um reconhecimento institucional, isso representa algo maior: a capacidade de uma cidade de produzir conhecimento e dialogar com a ciência em nível global. As pesquisas desenvolvidas nesta cidade contribuem para o avanço do conhecimento em diferentes áreas da saúde e resultam em artigos publicados em revistas científicas internacionais, além de capítulos de livros e apresentações em congressos pelo mundo.

Ao celebrar os 174 anos de São José do Rio Preto, celebramos também essa vocação coletiva. Uma vocação que reúne universidades, hospitais, centros de pesquisa, profissionais dedicados e uma comunidade que sempre acreditou na educação, na ciência e na saúde como caminhos para o desenvolvimento.

Rio Preto é hoje referência em muitas áreas. Na saúde, tornou-se também um lugar que forma profissionais, produz conhecimento e ajuda a cuidar de pessoas em todos os cantos.

Essa é uma conquista que pertence à cidade e a todos que fazem parte de sua história.

Prof. Dr. Helencar Ignácio, Diretor-Geral da FAMERP

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Congresso de Extensão da FAMERP abre com reflexão sobre formação em saúde e diálogo com a comunidade

A FAMERP abriu, na noite de quinta-feira (12), o 1º Congresso de Extensão da FAMERP – EXTENSAÚDE, com uma reflexão sobre a importância de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade da população. A palestra de abertura foi conduzida pela empreendedora social Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias, que atua no acolhimento de mulheres em situação de vulnerabilidade social.

Durante a apresentação, Amanda destacou que a formação em saúde precisa ir além do conhecimento técnico e considerar as condições de vida das pessoas atendidas pelos serviços de saúde.

Segundo ela, compreender a realidade social do paciente é fundamental para que o cuidado seja efetivo. Como exemplo, citou situações em que orientações médicas não levam em conta o contexto de vida da população. “Não adianta prescrever um remédio de R$150 para quem não sabe se vai ter comida para os filhos no jantar”, afirmou.

A reflexão apresentada na palestra dialoga com os princípios da extensão universitária, que busca aproximar estudantes e professores da comunidade, promovendo o contato com diferentes realidades sociais e contribuindo para que a formação acadêmica esteja alinhada às necessidades da população.

A abertura oficial do congresso contou com a presença do juiz da Vara da Infância e Juventude, Evandro Pelarin, do defensor público Júlio César Tanone, do deputado estadual Valdomiro Lopes, da assessora especial da Secretaria de Saúde de São José do Rio Preto, Paula Canova Sodré de Castro, além de diretores da FAMERP e da FUNFARME.

O EXTENSAÚDE continua nesta sexta-feira (13), com programação que inclui rodas de conversa e apresentação de pôsteres de projetos de extensão, reunindo experiências desenvolvidas por instituições de ensino superior.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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Congresso de Extensão da FAMERP inicia programação com palestra sobre fundamentos da extensão universitária

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) iniciou, nesta quinta-feira (12), a programação do 1º Congresso de Extensão – EXTENSAÚDE, no Centro de Convenções. As primeiras atividades do evento foram dedicadas à discussão dos fundamentos da extensão universitária e seu papel na formação em saúde.

A programação contou com a participação do Prof. Dr. Jones Baroni Ferreira de Menezes, professor da Universidade Estadual do Ceará (UECE) e doutor em Educação. O docente atua nas áreas de extensão universitária, ensino de Ciências, tecnologias educacionais e educação à distância.
Durante a palestra, o professor apresentou reflexões sobre os princípios que orientam a construção de projetos extensionistas, destacando a importância do diálogo entre universidade e comunidade.

Segundo ele, a chamada “regra de ouro” da extensão universitária é ouvir as demandas da população antes da elaboração das iniciativas acadêmicas. “A extensão começa com a escuta. Antes de propor qualquer ação ou projeto, é preciso compreender as necessidades reais da comunidade”, destacou.

De acordo com o professor, esse processo fortalece a relação entre universidade e sociedade e contribui para que o conhecimento acadêmico seja aplicado de forma mais efetiva na solução de problemas sociais, especialmente na área da saúde.

O EXTENSAÚDE segue com programação ao longo desta quinta e sexta-feira, com palestras, oficinas, mesas de discussão e apresentação de projetos desenvolvidos por instituições de ensino superior.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

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