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Mirassol recebe vacina inédita contra chikungunya e vira polo de estudo nacional com participação da Famerp e Funfarme

A cidade de Mirassol tornou-se um dos primeiros municípios do Brasil a receber a vacina contra a chikungunya — a primeira desenvolvida no mundo para prevenir a doença. A partir de 2 de fevereiro, moradores de 18 a 59 anos poderão ser imunizados gratuitamente nas unidades de saúde da cidade. Ao mesmo tempo, o município passa a ocupar posição estratégica em um estudo nacional que avalia a efetividade do imunizante em condições reais, com participação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e Fundação Regional Faculdade de Medicina (Funfarme).

A vacina foi desenvolvida pela farmacêutica Valneva em parceria com o Instituto Butantan e aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. O Ministério da Saúde selecionou dez municípios em quatro estados para a introdução inicial do imunizante, considerando critérios como risco epidemiológico, histórico recente de casos e capacidade de implementação rápida no sistema público de saúde.

Em 2024, Mirassol registrou salto expressivo nos casos de chikungunya, passando de um único caso provável no ano anterior para 833 notificações, segundo dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde. O cenário contribuiu para que o município fosse incluído na estratégia nacional de vacinação e no estudo coordenado pelo Instituto Butantan.

Além da imunização, a cidade também é palco de um inquérito sorológico conduzido por pesquisadores da Famerp, do Centro Integrado de Pesquisas (CIP) do Hospital de Base e da Secretaria Municipal de Saúde. As equipes realizam visitas domiciliares para coletar amostras de sangue e entrevistar moradores, com o objetivo de identificar a circulação prévia do vírus, inclusive em pessoas que não apresentaram sintomas.

“Nós vamos acompanhar a liberação da vacina, junto com o Butantan, para avaliar o impacto real da vacina e aprimorar estratégias de controle da doença”, afirma o virologista Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, diretor de pós-graduação da Famerp e um dos coordenadores do estudo.

Reconhecido como uma das principais referências nacionais no estudo de viroses, o professor da Famerp destaca que a chikungunya segue sendo subestimada. “Não se trata apenas de uma febre passageira. Em muitos casos, a dor articular se torna crônica e incapacitante. Estamos falando de pessoas que deixam de trabalhar, de produzir, de ter qualidade de vida”, afirma.

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika. Os sintomas mais comuns incluem febre alta de início súbito, dores intensas nas articulações, dor muscular, cefaleia e manchas na pele. Em casos menos frequentes, a infecção pode atingir o sistema nervoso central, causando complicações neurológicas.

Sem antiviral específico disponível, o tratamento atual é apenas sintomático, com uso de analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação. A vacina surge, portanto, como uma ferramenta central na prevenção da doença. Nos estudos clínicos realizados no Brasil e nos Estados Unidos, cerca de 99% dos voluntários desenvolveram anticorpos neutralizantes após uma única dose.

Segundo o Ministério da Saúde, em 2024 foram registrados 263.502 casos e 246 mortes por chikungunya no Brasil. No cenário global, o país ocupa a segunda posição em número absoluto de casos, atrás apenas da Índia.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a combinação entre vacinação e vigilância ativa pode mudar o enfrentamento da doença no país. “A vacina, sozinha, não resolve tudo. Mas quando ela é aplicada em um território monitorado, com acompanhamento científico rigoroso, temos a chance de produzir evidências sólidas para orientar políticas públicas em escala nacional”, afirma.

O Instituto Butantan também irá acompanhar a segurança do imunizante em estudos pós-comercialização, incluindo o monitoramento de adultos vacinados e de gestantes que eventualmente tenham sido imunizadas sem saber da gravidez. A participação nos estudos é voluntária.

Enquanto isso, autoridades de saúde reforçam que a população deve permanecer atenta aos sintomas e procurar atendimento médico em caso de febre associada a dores articulares ou no corpo. A expectativa é que os dados produzidos em Mirassol sirvam de base para a expansão da vacinação e para novas estratégias de controle da chikungunya em outras regiões do país.

 

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Famerp e Funfarme realizam mutirão gratuito sobre a hanseníase, no Ambulatório do Hospital de Base

Em alusão ao Dia Mundial da Hanseníase, celebrado em 25 de janeiro, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e o complexo hospitalar Funfarme promovem, nesta quinta-feira, dia 29, das 9h às 16h, um mutirão gratuito para orientar a população sobre a doença. A ação acontecerá no Ambulatório Geral de Especialidades do Hospital de Base (entrada pela rampa na avenida Brigadeiro Faria Lima), e será conduzida por residentes, alunos da Famerp e da Liga de Dermatologia, com supervisão de médicos especialistas.

“O objetivo é facilitar para a população o acesso a informações e orientações sobre a hanseníase, sobretudo, sobre seus sinais, que muitas vezes passam despercebidos”, afirma dermatologista Dr. João Roberto Antonio, professor emérito da Famerp. A hanseníase é uma doença antiga, mas ainda atual. Tem tratamento, tem cura, e o diagnóstico precoce evita sequelas e interrompe a transmissão.”

Apesar dos avanços da medicina, o Brasil ocupa uma posição preocupante no cenário global. O país é o segundo com maior número absoluto de casos de hanseníase no mundo, atrás apenas da Índia, e responde por 92% das notificações registradas nas Américas, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em 2024, foram contabilizados 172.717 novos casos da doença em todo o mundo.

Embora ocupe o segundo lugar em número total de casos, a Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH) destaca que o Brasil aparece em primeiro lugar no ranking mundial de taxa de detecção, indicador que mede o número de novos diagnósticos a cada 100 mil habitantes. Segundo a entidade, esse índice é fundamental para identificar precocemente a doença, tratar e curar os pacientes e interromper o ciclo de transmissão do bacilo, condição necessária para que a hanseníase deixe de ser um problema de saúde pública.

A hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos. Os primeiros sinais costumam ser manchas claras ou avermelhadas na pele, acompanhadas de diminuição ou perda da sensibilidade ao calor, à dor e ao tato. Por não coçarem nem doerem, essas lesões frequentemente são ignoradas, o que contribui para o diagnóstico tardio.

A história da aposentada Conceição Aparecida Garcia de Souza, de 82 anos, moradora de Palestina, ilustra como o diagnóstico pode ser difícil e assustador. Ela descobriu a doença em setembro do ano passado, após acordar com o rosto inchado e arroxeado, sem dor, mas com febre alta, que chegou a 39 °C. “Fui à UBS e tomei remédio para infecção, mas não melhorou. Minha filha me levou de novo, e de lá fui encaminhada para a emergência do Hospital de Base”, conta. Conceição ficou internada por seis dias até que uma biópsia confirmasse o diagnóstico, após um exame inicial negativo.

O diagnóstico veio acompanhado do medo e do preconceito. “Eu nunca conheci ninguém com essa doença, mas me lembrava do que meus avós falavam, que antigamente as pessoas ficavam isoladas, não podiam nem compartilhar talheres”, relata. Além da mancha no rosto, ela percebeu lesões no braço e o surgimento de caroços, que desapareceram após o início do tratamento.

Hoje, Conceição leva uma vida normal. Mensalmente, vai ao posto de saúde para receber a medicação fornecida gratuitamente pelo Estado. “Tomo cinco comprimidos na hora, ali no posto, e levo a cartela para usar durante o mês”, explica. Segundo ela, com o tratamento, o medo deu lugar à tranquilidade e à recuperação da autoestima.

“A maior parte dos casos que atendemos chega encaminhada das unidades básicas de saúde, quando o diagnóstico ainda gera dúvida ou quando há necessidade de investigação mais aprofundada”, explica a dermatologista Fernanda Mattar, responsável pelo ambulatório de hanseníase da Funfarme / Hospital de Base . “Aqui, o paciente tem acesso a acompanhamento contínuo e a exames de média e alta complexidade, o que permite um cuidado mais completo.”

O ambulatório é referência para pacientes de 102 municípios da DRS-15. Em 2023, foram atendidos 237 pacientes. Em 2024, o serviço registrou 215 atendimentos, número que praticamente se manteve em 2025, com 216 atendimentos, incluindo casos encaminhados pelas unidades básicas de saúde da região.

Para a especialista, ações como o mutirão são fundamentais para reduzir o estigma ainda associado à doença. “Quando a população entende que a hanseníase é tratável e curável, o medo diminui e as pessoas procuram atendimento mais cedo. Isso muda completamente o desfecho da doença”, afirma.

O tratamento é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e, poucos dias após o início da medicação, o paciente em sua forma contagiante deixa de transmitir a doença. “Informação e acesso continuam sendo nossas principais ferramentas

SINAIS E SINTOMAS

  • Manchas (brancas, avermelhadas, acastanhadas ou amarronzadas) e/ou área (s) da pele com alteração da sensibilidade térmica (ao calor e frio) e/ou dolorosa (à dor) e/ou tátil (ao tato);
  • Comprometimento dos nervos periféricos – geralmente espessamento (engrossamento) –, associado a alterações sensitivas e/ou motoras e/ou autonômicas;
  • Áreas com diminuição dos pelos e do suor;
  • Sensação de formigamento e/ou fisgadas, principalmente em mãos e pés;
  • Diminuição ou ausência da sensibilidade e/ou da força muscular na face, e/ou nas mãos e/ou nos pés;
  • Caroços (nódulos) no corpo, em alguns casos avermelhados e dolorosos.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Famerp abre inscrições para o 1º Congresso de Extensão em Saúde

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) está com inscrições abertas para a primeira edição Congresso de Extensão da Famerp – EXTENSAÚDE, que será realizado nos dias 12 e 13 de março de 2026, no Centro de Convenções da instituição. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas pela plataforma Even3 (I CONGRESSO DE EXTENSÃO DA FAMERP – EXTENSAÚDE).

O congresso nasce com o propósito de fortalecer a extensão universitária como eixo estruturante da formação em saúde, promovendo o diálogo entre graduação, pós-graduação stricto sensu e comunidade. O evento se propõe a ser um espaço de troca de experiências, construção coletiva de saberes e valorização de práticas extensionistas que levam o conhecimento acadêmico para além dos muros da universidade, com impacto direto na população.

Nos dois dias de programação, o EXTENSAÚDE reunirá estudantes, docentes e profissionais de instituições de ensino superior de Rio Preto e região, fomentando o debate sobre a inserção da extensão na formação acadêmica e a articulação entre ensino, pesquisa e serviço à comunidade.

Palestrantes convidados
A abertura do congresso contará com a participação especial de Amanda Oliveira, fundadora da organização Nação Valquírias, referência nacional no enfrentamento da pobreza feminina. Empreendedora social, palestrante TEDx, autora e reconhecida pela lista Forbes Under 30, Amanda vai ministrar a palestra “O corpo não mente: A pobreza gravada na pele”, com uma abordagem inspiradora sobre impacto social, liderança e transformação de realidades por meio de iniciativas comunitárias.

Entre os palestrantes de outras regiões do país, destaca-se o Prof. Dr. Hélder Eterno da Silveira, professor titular da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), ex-Pró-Reitor de Extensão e Cultura da instituição e ex-presidente do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão (FORPROEX). O docente, que é referência nacional em políticas públicas de extensão universitária e atuação junto ao Ministério da Educação, traz ao evento a palestra “Perspectivas da extensão na pós-graduação: Tendências e desafios”.

Já a Profa. Dra. Débora Fernandes Coelho, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), vai ministrar a palestra “A extensão como componente curricular na formação em saúde – desafios e potencialidades”. Ex-Pró-Reitora de Extensão e atual coordenadora da UNA-SUS/UFCSPA, a Profa. Dra. Débora tem ampla atuação nas áreas de formação em saúde, extensão universitária, gênero e vulnerabilidades sociais.

Outro destaque da programação é a oficina “Elaboração de projetos de extensão, ministrada pelo Prof. Dr. Jones Baroni Ferreira de Menezes, da Universidade Estadual do Ceará (UECE). Doutor em Educação, ele atua nas áreas de extensão universitária, ensino de ciências, tecnologias educacionais e educação à distância.

Além disso, haverá mesa-redonda com o tema “Extensão universitária e compromisso social: Experiências compartilhadas”, comandada pela diretora adjunta de Extensão da Famerp, Profa. Dra. Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen. A lista de convidados inclui a Profa. Dra. Mônica Abrantes Galindo, da UNESP/IBILCE, as professoras Alessandra Marinela Queiroz de Abreu, da Unilago, Fernanda Aparecida Novelli Sanfelice, da Faceres, e Graziella Allana Serra Alves de Oliveira, da Unip Rio Preto.

Submissão de trabalhos
O congresso receberá trabalhos de extensão desenvolvidos por instituições de ensino superior, que deverão ser submetidos na forma de resumo expandido, com até 2.000 palavras, contendo introdução, objetivos, metodologia e resultados. Os trabalhos serão avaliados por comissão científica, e o relator receberá por e-mail as orientações para apresentação.

O prazo para submissão de trabalhos vai até 05 de março de 2026, às 23h59, também pelo google forms: https://forms.gle/YChChDG1zwmJF1peA

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Famerp divulga resultado do Programa de Aperfeiçoamento Profissional 2026

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) divulga nesta terça-feira, 27, o resultado do processo seletivo Programa de Aperfeiçoamento Profissional 2026.

A lista de candidatos convocados estará disponível exclusivamente no site oficial da instituição, em www.famerp.br.

Estes programas têm duração de 12 meses, carga horária mínima de 1.756 horas e jornada semanal de 40 horas, incluindo plantões nas seguintes áreas:

✔ Enfermagem em centro cirúrgico
✔ Enfermagem em curativo
✔ Enfermagem em educação permanente
✔ Enfermagem em gestão de risco
✔ Enfermagem em emergência
✔ Enfermagem em nefrologia
✔ Enfermagem em navegação oncológica
✔ Enfermagem em oncologia
✔ Enfermagem em pediatria
✔ Enfermagem em unidade de terapia intensiva – UTI
✔ Enfermagem em controle de infecção hospitalar – CCIH
✔ Física médica
✔ Fisioterapia hospitalar adulto
✔ Fisioterapia hospitalar infantil
✔ Fisioterapia cardiopediatria
✔ Fonoaudiologia hospitalar
✔ Nutrição hospitalar adultos e idosos
✔ Nutrição hospitalar materno infantil
✔ Nutrição em unidade de alimentação e nutrição hospitalar
✔ Odontologia hospitalar
✔ Psicologia da saúde
✔ Serviço social na saúde

Matrícula
Os candidatos convocados deverão realizar a matrícula nos dias 09 e 10 de fevereiro de 2026, conforme orientações que serão divulgadas junto ao resultado.

Candidatos excedentes
A partir do dia 12 de fevereiro, terá início a chamada dos candidatos excedentes, respeitando a ordem de classificação e a disponibilidade de vagas.

Início das atividades
As atividades dos Programas de Especialização Lato Sensu Famerp 2026 terão início em 02 de março de 2026.

Todas as informações oficiais, incluindo editais, convocações e orientações, devem ser acompanhadas exclusivamente pelos canais institucionais da Famerp.

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Formatura da 53ª Turma de Medicina destaca excelência acadêmica da Famerp

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) celebrou, na noite de quarta-feira (21), a formatura festiva da 53ª Turma do curso de Medicina, marcando um momento de confraternização e reconhecimento de uma trajetória acadêmica construída com dedicação e excelência. A colação de grau oficial da turma foi realizada em dezembro de 2025.

A celebração ocorre em um contexto de importantes conquistas institucionais. A 53ª Turma de Medicina foi a mesma que conquistou nota 5 no Enamed 2025, conceito máximo na avaliação nacional da formação médica, posicionando a Famerp entre as instituições de maior destaque no ensino médico no país.

O Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), aplicado pelo Ministério da Educação por meio do Inep, avalia competências técnicas, éticas e o preparo dos estudantes para atuação no sistema de saúde. O desempenho alcançado reflete um trabalho construído de forma conjunta, resultado da dedicação dos alunos, da excelência do corpo docente e da estrutura acadêmica, científica e assistencial oferecida pela instituição.

Única faculdade de medicina pública da região, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, a Famerp mantém como princípio o compromisso com o ensino público, gratuito e de qualidade, sustentado por um projeto pedagógico sólido e alinhado às demandas contemporâneas da formação em saúde.

A nota máxima no Enamed reforça o reconhecimento nacional da Famerp e se soma a outro importante resultado institucional: o avanço da instituição na Avaliação Quadrienal da Capes (2021–2024), que consolidou a excelência dos programas de pós-graduação stricto sensu.

Ao celebrar a trajetória da 53ª Turma de Medicina, a Famerp parabeniza seus egressos pelo desempenho exemplar e reafirma o valor da construção coletiva no ensino e na pesquisa. A instituição segue investindo na formação continuada em saúde e convida seus graduados e profissionais da área a darem sequência à trajetória acadêmica por meio da pós-graduação, fortalecendo o vínculo com uma instituição reconhecida pela excelência na graduação e na pós-graduação.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Famerp conquista nota máxima no Enamed

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) alcançou a nota máxima, 5, no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), divulgado nesta segunda-feira (19), pelo Ministério da Educação (MEC).

O resultado coloca a Famerp entre as principais instituições do país na formação de médicos. Na edição deste ano, dos 351 cursos avaliados, 107 receberam notas 1 ou 2 e poderão sofrer sanções.

O Enamed é aplicado anualmente pelo MEC, por meio do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), para avaliar competências técnicas, éticas e de atenção à saúde pública dos cursos de medicina.

A Famerp é a única faculdade de medicina pública da região de São José do Rio Preto. Vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Governo do Estado de São Paulo, a instituição conta com docentes de renome internacional e um dos principais hospitais-escolas do país, integrando um dos maiores produtores do SUS no Brasil.

Segundo o diretor adjunto de Ensino, Prof. Dr. Paulo Espada, a nota máxima é resultado de planejamento estratégico, investimento em infraestrutura e metodologias inovadoras.

Investimos em recursos acadêmicos, ampliando a biblioteca virtual e garantindo acesso às melhores fontes de conhecimento. Aplicamos metodologias ativas, com pequenos grupos e estudo de casos, e avaliações contínuas que permitem acompanhar o desempenho de cada aluno“, afirma.

A Famerp também oferece acesso facilitado a preceptores e professores, além de avaliação diagnóstica contínua durante os anos profissionalizantes, permitindo identificar pontos fortes e corrigir lacunas na formação.

Para o diretor-geral, Prof. Dr. Helencar Ignácio, a nota máxima impacta diretamente a sociedade. “Cada estudante que sai da Famerp é um profissional bem formado, preparado para atender às demandas do SUS e contribuir de maneira significativa para a saúde da população“, afirmou. “Nosso compromisso é com a qualidade do atendimento médico, a humanização e a ética profissional.

Desde abril de 2025, a gestão de Ignácio investe no ensino, contratou preceptores e apoiou novas metodologias, garantindo atenção total às necessidades dos alunos. Espada ressalta que esse cuidado foi fundamental para alcançar o resultado.

Nada foi medido em termos de esforço ou recursos quando se tratou de apoiar a formação dos nossos alunos. Esse cuidado foi crucial para atingirmos a nota máxima no Enamed,” completa o diretor adjunto de Ensino.

5 estratégias adotadas pela Famerp para manter a excelência na formação médica

1. Investimento em recursos acadêmicos
A Famerp ampliou significativamente a biblioteca virtual, assinando novas bases de dados para garantir aos alunos acesso às melhores fontes de conhecimento.

2. Metodologias ativas
Os estudantes trabalham em pequenos grupos, discutindo casos reais e desenvolvendo pensamento crítico desde os primeiros anos da graduação.

3. Mudança na estrutura curricular e avaliativa
Foram implementadas avaliações contínuas, diagnósticos frequentes e acompanhamento individualizado, permitindo identificar pontos fortes e áreas que precisam de reforço na formação.

4. Acesso facilitado a preceptores e professores
Os alunos contam com orientação direta de docentes e preceptores, fortalecendo o aprendizado e a confiança no desenvolvimento profissional.

5. Avaliação diagnóstica contínua
Durante os anos profissionalizantes, os estudantes passam por avaliações sistemáticas, ajustando o ensino às necessidades individuais e garantindo o máximo potencial de cada aluno.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Famerp consolida pós-graduação em saúde na Avaliação da CAPES

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) obteve desempenho positivo na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao ciclo 2021–2024, consolidando a qualidade de seus programas de pós-graduação stricto sensu e avançando em áreas estratégicas da formação em saúde.

De acordo com os resultados divulgados, o programa de Ciências da Saúde manteve a nota 5, reforçando a consistência acadêmica, a continuidade das linhas de pesquisa e a solidez da produção científica desenvolvida na instituição. O programa de Enfermagem manteve a nota 4, evidenciando estabilidade, maturidade acadêmica e qualidade na formação de mestres e doutores.

O principal destaque da avaliação ficou com o programa de Psicologia e Saúde, que avançou da nota 3 para a nota 4. A elevação reflete o fortalecimento do corpo docente, o aumento da produção científica qualificada, a ampliação de parcerias institucionais e a consolidação das linhas de pesquisa nos últimos anos. Com o novo patamar, o programa passa a ocupar posição mais competitiva no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Para a Famerp, os resultados confirmam uma trajetória consistente na qualificação da pesquisa e na formação de profissionais altamente especializados para o setor da saúde. Segundo o diretor adjunto de Pós-Graduação da instituição, Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, os dados divulgados pela Capes “confirmam o compromisso contínuo da Famerp com a qualidade acadêmica, o fortalecimento da pesquisa e a formação de profissionais e pesquisadores altamente qualificados”.

A avaliação também evidencia o trabalho integrado de docentes, discentes e equipes técnico-administrativas, responsáveis por sustentar a produção científica e ampliar o impacto social das pesquisas desenvolvidas na instituição, especialmente em áreas diretamente relacionadas às demandas do sistema de saúde brasileiro.

Mais do que um indicador numérico, o desempenho na Avaliação Quadrienal reforça o papel da Famerp como instituição pública de ensino superior voltada à formação de pesquisadores e profissionais da saúde, com produção de conhecimento alinhada às necessidades da sociedade e às políticas públicas do setor.

O Sistema de Avaliação da Capes é estruturado em ciclos de quatro anos e acompanha o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado, acadêmicos e profissionais, desde a entrada até a permanência dos programas no sistema. A análise considera critérios previamente estabelecidos e abrange cerca de 50 áreas do conhecimento. As instituições de ensino superior encaminham informações anuais por meio do sistema de Coleta de Dados, que subsidiam os relatórios elaborados por comissões de especialistas. Ao final do processo, os programas recebem notas de 1 a 7, que servem de base para a recomendação, renovação do reconhecimento e definição de políticas de fomento.

No ciclo 2021–2024, a avaliação foi marcada por maior competitividade e exigência, contexto no qual a Famerp conseguiu manter e ampliar seu desempenho, consolidando seus programas e avançando na pós-graduação em saúde.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Guerra Contra a Dengue: Famerp qualifica mobilização regional com ciência e educação em saúde

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) integra a mobilização regional “Guerra Contra a Dengue”, iniciativa liderada pela Unimed Rio Preto que reúne instituições de saúde, ensino e parceiros em um esforço conjunto de prevenção e conscientização da população.

Como instituição pública de ensino superior, vinculada à ciência, à pesquisa e ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Famerp atua como parceira técnica e científica da campanha, colocando à disposição da sociedade seu corpo docente e assistencial, seus projetos de extensão e sua experiência consolidada em políticas públicas de saúde.

A participação da Famerp está centrada em educação em saúde, prevenção e orientação qualificada, sempre baseada em evidência científica. As ações serão desenvolvidas por meio dos projetos de extensão dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, reforçando a aproximação entre a formação acadêmica e as necessidades reais da comunidade.

A definição dos formatos, locais e cronogramas das atividades ocorre em articulação com a coordenação da campanha. Como instituição pública, a Famerp atua com responsabilidade institucional, realizando ações fora de suas dependências somente mediante autorização e alvará do poder público municipal, conforme a legislação vigente.

Com trajetória reconhecida na área de virologia e doenças infecciosas, a Famerp contribui para que a mobilização alcance a população com credibilidade, método e rigor técnico, fortalecendo estratégias de prevenção antes dos períodos críticos de transmissão da dengue.

A campanha reforça que o enfrentamento da dengue é um desafio coletivo. A iniciativa privada mobiliza, a ciência pública qualifica e a população tem papel fundamental na prevenção, adotando cuidados simples no dia a dia, como eliminar água parada e manter quintais limpos.

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Famerp fortalece diálogo institucional em preparação para o EXTENSAÚDE

Hoje, a Diretoria da Faculdade recebeu Amanda Oliveira, fundadora da Nação Valquírias, em uma reunião institucional realizada na sede da Famerp. O encontro integra a agenda da instituição voltada ao fortalecimento da extensão universitária como eixo estruturante da formação em saúde.

Esse diálogo se conecta a um movimento mais amplo: a realização do I Congresso de Extensão da Famerp – EXTENSAÚDE, que acontecerá nos dias 12 e 13 de março de 2026, no Centro de Convenções da Famerp, em formato presencial e com inscrições gratuitas.

O EXTENSAÚDE nasce com o propósito de consolidar a extensão universitária como espaço de articulação entre graduação, pós-graduação stricto sensu e comunidade, promovendo a circulação de saberes, a reflexão crítica e o impacto social das práticas acadêmicas.

Estudantes e docentes são convidados a integrar esse processo, participar das atividades e apresentar projetos de extensão que traduzem o compromisso da universidade pública com a sociedade.

As informações completas sobre a programação serão divulgadas em breve.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Virologista da Famerp/Funfarme recebe Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Alesp por contribuições à ciência e à saúde pública

Maior honraria do Parlamento Paulista reconhece a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, referência internacional no enfrentamento de epidemias e no desenvolvimento da vacina contra a dengue

O Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, médico virologista e diretor-adjunto de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta distinção concedida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A honraria foi proposta pelo deputado estadual Itamar Borges (MDB) e entregue em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (12), na diretoria da Famerp. Além de pesquisador da Famerp, Dr. Maurício Lacerda Nogueira também atua no Centro Integrado de Pesquisa Clinica (CIP) e no Laboratório Central do Hospital de Base, de Rio Preto.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é destinado a personalidades e instituições que se destacam por contribuições relevantes ao desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo. A homenagem reconhece a trajetória científica do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, cuja atuação tem impacto direto na formulação de políticas públicas de saúde, no Brasil e no cenário internacional.

Referência em virologia, arboviroses e imunizações, o professor teve papel central no enfrentamento de epidemias como zika, dengue e Covid-19, além de liderar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A Famerp foi um dos principais centros do maior ensaio clínico sobre dengue já realizado no país, envolvendo mais de 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros.

Em 2025, Maurício Lacerda Nogueira também passou a integrar a lista dos cientistas brasileiros mais influentes do mundo, segundo levantamento da Agência Bori em parceria com a plataforma Overton, que identifica pesquisadores cujas evidências científicas embasam decisões estratégicas de governos e organismos internacionais. Ele ocupa a 63ª posição entre os 107 brasileiros mais citados em documentos de políticas públicas globais, com destaque para a área de doenças infecciosas e vacinas.

O reconhecimento internacional se soma à recente homenagem concedida pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH), que outorgou ao pesquisador o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções mundiais em medicina tropical e saúde global. O prêmio reconhece contribuições duradouras e de alto impacto no combate a doenças infecciosas e na melhoria dos resultados em saúde pública.

“Considerando que o Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta distinção concedida por esta Assembleia a personalidades cujos feitos contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento social, científico e humano de São Paulo, a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira satisfaz, com sobra, os requisitos de excepcionalidade, serviço público e repercussão social que orientam a concessão da honraria”, afirmou Itamar na justificativa apresentada à Alesp para a homenagem. “Diante desse robusto conjunto de méritos — liderança científica, inovação com aplicação imediata no SUS, impactos comprovados em emergências sanitárias e fortalecimento da capacidade científica paulista —, resta plenamente justificada a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao pesquisador”, acrescentou o deputado, que é de Rio Preto.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a honraria da Alesp representa um reconhecimento coletivo. “A ciência só tem sentido quando ultrapassa os muros da universidade e contribui para melhorar a vida das pessoas. Esse reconhecimento reflete o trabalho da Famerp e da Funfarme, dos nossos alunos, colegas e das comunidades que confiaram na pesquisa científica”, afirma.

O diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca que a homenagem reforça o papel estratégico da instituição no cenário nacional. “A trajetória do professor Maurício reafirma o compromisso da Famerp com a produção de conhecimento científico de alto impacto social, capaz de orientar políticas públicas e fortalecer o sistema de saúde”, ressalta.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramanho, também destacou a importância do reconhecimento.

“É motivo de orgulho para a Funfarme ver um pesquisador que atua em nossos serviços receber a maior honraria do Parlamento Paulista. A trajetória do professor Maurício representa a ciência com impacto direto no SUS e na saúde da população, fortalecendo o papel da instituição no cenário nacional e internacional”, afirma.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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