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Virologista da Famerp/Funfarme recebe Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Alesp por contribuições à ciência e à saúde pública

Maior honraria do Parlamento Paulista reconhece a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, referência internacional no enfrentamento de epidemias e no desenvolvimento da vacina contra a dengue

O Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, médico virologista e diretor-adjunto de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta distinção concedida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A honraria foi proposta pelo deputado estadual Itamar Borges (MDB) e entregue em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (12), na diretoria da Famerp. Além de pesquisador da Famerp, Dr. Maurício Lacerda Nogueira também atua no Centro Integrado de Pesquisa Clinica (CIP) e no Laboratório Central do Hospital de Base, de Rio Preto.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é destinado a personalidades e instituições que se destacam por contribuições relevantes ao desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo. A homenagem reconhece a trajetória científica do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, cuja atuação tem impacto direto na formulação de políticas públicas de saúde, no Brasil e no cenário internacional.

Referência em virologia, arboviroses e imunizações, o professor teve papel central no enfrentamento de epidemias como zika, dengue e Covid-19, além de liderar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A Famerp foi um dos principais centros do maior ensaio clínico sobre dengue já realizado no país, envolvendo mais de 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros.

Em 2025, Maurício Lacerda Nogueira também passou a integrar a lista dos cientistas brasileiros mais influentes do mundo, segundo levantamento da Agência Bori em parceria com a plataforma Overton, que identifica pesquisadores cujas evidências científicas embasam decisões estratégicas de governos e organismos internacionais. Ele ocupa a 63ª posição entre os 107 brasileiros mais citados em documentos de políticas públicas globais, com destaque para a área de doenças infecciosas e vacinas.

O reconhecimento internacional se soma à recente homenagem concedida pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH), que outorgou ao pesquisador o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções mundiais em medicina tropical e saúde global. O prêmio reconhece contribuições duradouras e de alto impacto no combate a doenças infecciosas e na melhoria dos resultados em saúde pública.

“Considerando que o Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta distinção concedida por esta Assembleia a personalidades cujos feitos contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento social, científico e humano de São Paulo, a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira satisfaz, com sobra, os requisitos de excepcionalidade, serviço público e repercussão social que orientam a concessão da honraria”, afirmou Itamar na justificativa apresentada à Alesp para a homenagem. “Diante desse robusto conjunto de méritos — liderança científica, inovação com aplicação imediata no SUS, impactos comprovados em emergências sanitárias e fortalecimento da capacidade científica paulista —, resta plenamente justificada a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao pesquisador”, acrescentou o deputado, que é de Rio Preto.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a honraria da Alesp representa um reconhecimento coletivo. “A ciência só tem sentido quando ultrapassa os muros da universidade e contribui para melhorar a vida das pessoas. Esse reconhecimento reflete o trabalho da Famerp e da Funfarme, dos nossos alunos, colegas e das comunidades que confiaram na pesquisa científica”, afirma.

O diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca que a homenagem reforça o papel estratégico da instituição no cenário nacional. “A trajetória do professor Maurício reafirma o compromisso da Famerp com a produção de conhecimento científico de alto impacto social, capaz de orientar políticas públicas e fortalecer o sistema de saúde”, ressalta.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramanho, também destacou a importância do reconhecimento.

“É motivo de orgulho para a Funfarme ver um pesquisador que atua em nossos serviços receber a maior honraria do Parlamento Paulista. A trajetória do professor Maurício representa a ciência com impacto direto no SUS e na saúde da população, fortalecendo o papel da instituição no cenário nacional e internacional”, afirma.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Pesquisadores da Famerp testam medicamento para melhorar aproveitamento de rins em transplantes

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) investiga o uso do anakinra — fármaco já aprovado no Brasil para o tratamento da artrite reumatoide — como uma estratégia para reduzir processos inflamatórios em rins de doadores falecidos antes do transplante. A iniciativa busca ampliar o aproveitamento dos órgãos e melhorar os resultados clínicos dos transplantes renais.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi reconhecido como o melhor trabalho científico no Congresso Latino-Americano de Transplantes, realizado em outubro de 2025, no Paraguai. A pesquisa é coordenada pelos pesquisadores Prof. Dr. Mário Abbud Filho e Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Famerp. Para o nefrologista Dr. Abbud Filho, a proposta responde a uma demanda urgente do sistema de transplantes brasileiro. “Trata-se de usar uma droga segura e já incorporada à prática médica para melhorar a condição do órgão antes do implante”, afirma.

O Brasil enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda por órgãos. Mais de 30 mil pessoas aguardam por um transplante renal, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Apesar dos avanços na captação, cerca de 30% dos rins provenientes de doadores falecidos acabam descartados todos os anos por não atenderem a critérios considerados ideais no momento do transplante.

Embora o transplante seja a alternativa mais eficaz para pacientes com doença renal crônica, o pós-operatório ainda apresenta desafios importantes. No país, a maioria dos receptores de rins de doadores falecidos desenvolve uma disfunção renal temporária logo após o procedimento, o que prolonga a necessidade de diálise e aumenta o tempo de internação hospitalar.

De acordo com o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, esse cenário está fortemente relacionado às condições de preservação dos órgãos. O período em que o rim permanece fora do corpo, submetido a baixas temperaturas e sem oxigenação adequada, favorece processos inflamatórios que comprometem seu funcionamento inicial após o transplante.

Além disso, rins provenientes de doadores com idade avançada ou comorbidades — conhecidos como doadores de critérios estendidos — apresentam maior risco de complicações e são frequentemente recusados, mesmo quando poderiam ser utilizados com segurança. A pesquisa da Famerp busca justamente alternativas para recuperar e preservar melhor esses órgãos.

Uma das tecnologias mais eficazes para esse fim é a perfusão renal em máquina, método que mantém o rim irrigado com solução oxigenada até o transplante. Apesar dos benefícios, o alto custo limita seu uso no Brasil. Por isso, os pesquisadores avaliaram o potencial do anakinra como uma solução farmacológica capaz de reduzir a inflamação mesmo em contextos de preservação mais simples.

Os pesquisadores destacam que a incorporação da perfusão renal em máquina no Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ampliar significativamente o aproveitamento de rins de doadores de critérios estendidos, além de abrir caminho para estratégias terapêuticas inovadoras durante a preservação dos órgãos. Enquanto essa tecnologia ainda não está amplamente disponível no país, a associação entre perfusão em máquina e terapias farmacológicas representa uma perspectiva promissora para qualificar o transplante renal no Brasil.

Segundo a Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, a inflamação se inicia ainda no doador e pode se intensificar durante o período de armazenamento do órgão. “A ideia foi intervir nesse processo antes do transplante, preservando melhor o tecido renal e favorecendo a recuperação do órgão após o transplante”, explica.

O estudo experimental foi realizado em parceria com a University Medical Center Groningen, nos Países Baixos, utilizando rins de suínos, modelo considerado semelhante ao humano. Os órgãos foram submetidos a diferentes protocolos de perfusão, com e sem o medicamento, em temperaturas controladas.

Os resultados indicaram redução significativa de marcadores inflamatórios nos rins tratados com anakinra, sem evidência de toxicidade ou prejuízo estrutural ao tecido renal. “Os dados mostram que é possível modular a resposta inflamatória do órgão antes do transplante”, explica a pesquisadora Ludimila Leite Marzochi, autora principal do trabalho.

A próxima etapa da pesquisa prevê testes em rins humanos descartados para transplante, em colaboração com um centro de pesquisa nos Estados Unidos. A expectativa é avançar para aplicações mais próximas da prática clínica e avaliar a viabilidade do uso do medicamento em larga escala.

Segundo o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, caso os resultados se confirmem, o anakinra poderá ser incorporado até mesmo ao método tradicional de preservação estática, utilizado na maioria dos centros transplantadores brasileiros. “Isso permitiria ganhos clínicos relevantes sem a necessidade de investimentos elevados em novos equipamentos”, destaca.

Para a equipe da Famerp, a pesquisa reforça a importância de soluções que aliem inovação científica, viabilidade econômica e impacto direto no atendimento aos pacientes. O objetivo final é aumentar o número de rins utilizáveis e melhorar os resultados dos transplantes renais no país.

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A FAMERP estará em recesso até 2 de janeiro de 2026; Retornamos dia 5 de janeiro

Este é um momento de pausa necessária para refletir, reorganizar e reconhecer tudo o que foi construído ao longo de 2025 — um ano marcado por aprendizado, avanços científicos e compromisso com a formação de excelência em saúde, nas áreas de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

Agradecemos a cada estudante, docente, servidor, pesquisador, parceiro institucional e à sociedade por caminhar conosco, fortalecendo diariamente a missão da educação pública, da ciência e do cuidado humano.

Seguimos confiantes no que está por vir.
Nos vemos em breve.

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Natal: compromissos que atravessam o tempo

O Natal é um período de reflexão sobre valores coletivos, responsabilidade social e cuidado com a vida. Para a FAMERP, essa data reafirma compromissos construídos ao longo de sua trajetória por meio da educação pública, da ciência e da formação em saúde orientada ao interesse da sociedade.

Como instituição pública de ensino superior, a FAMERP mantém sua atuação voltada à excelência acadêmica, à produção científica e à formação de profissionais preparados para responder às demandas do presente e contribuir para o futuro da saúde pública.

Neste período, a Faculdade reconhece o papel de sua comunidade acadêmica na consolidação de uma instituição que fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS), promove o conhecimento e gera impacto social.

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Famerp recebe doação internacional para Fundo em apoio à pesquisa cardiológica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) oficializou nesta quarta-feira (17) a criação do Fundo Marcos Centola, destinado a apoiar a formação científica de estudantes de graduação e pós-graduação na área de cardiologia. O fundo foi viabilizado por uma doação internacional de US$ 11 mil, realizada em homenagem ao engenheiro rio-pretense Marcos Centola, morto em novembro de 2024, aos 71 anos de idade.

Nascido em São José do Rio Preto, Marcos Centola tornou-se um profissional de destaque internacional na engenharia de dispositivos médicos, contribuindo para tecnologias que hoje salvam vidas em todo o mundo. Atuou em centros de inovação nos Estados Unidos e Alemanha, onde consolidou sua trajetória como referência global.

“Na Europa é muito comum a arrecadação de doações para uma causa em homenagem à morte de uma pessoa querida. Com a morte do engenheiro Marcos Centola, seus amigos criam um fundo destinado à formação científica. Eles escolheram investir esse recurso na Famerp porque é um instituição pública, de excelência, localizada na cidade natal do Marcos Centola”, explica o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio.

Segundo diretor, a doação representa um gesto de amizade, respeito e reconhecimento profissional, vindo de colegas e parceiros que trabalharam diretamente com o rio-pretense.

A iniciativa foi encabeçada por Thomas Bogenschüetz, presidente da Medical Valley in Hechingen, que é um centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg, na Alemanha. Essa rede ativa conta com mais de 70 empresas de tecnologia médica – entre elas a MEDIRA e a QATNA –, além de fornecedores e prestadores de serviços.

“Embora a Medical Valley seja sediada na Alemanha, os amigos escolheram uma faculdade pública brasileira para realizar a homenagem por causa da origem e do legado do Marcos Centola. Sua trajetória internacional era motivo de orgulho para colegas alemães, que viam em sua história um exemplo de excelência científica e impacto humano”, afirmou Thomas Bogenschüetz, cofundador e CEO da MEDIRA. “A criação do Fundo Marcos Centola destaca o reconhecimento internacional à trajetória profissional do nosso amigo, que foi referência global em dispositivos médicos cardiovasculares”, explica.

Durante a cerimônia, Thomas Bogenschüetz e representantes da família Centola entregaram o cheque simbólico, no valor de US$ 11 mil, ao diretor geral da Famerp. Além da viúva, Ana Maria Centola, filhos e irmãos do homenageado, também estavam presentes dirigentes e docentes da Famerp, da FAEPE (Fundação de Apoio ao Ensino Famerp), FUNFARME (Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto), CIP (Centro Integrado de Pesquisa) do Hospital de Base, além de cardiologistas e pesquisadores das instituições.

Fundo Marcos Centola
O Fundo Marcos Centola irá financiar atividades como participação de estudantes em congressos internacionais, intercâmbios acadêmicos e projetos de formação científica avançada na área de cardiologia, ampliando oportunidades e impactando a carreira de novos profissionais.

Com a criação do fundo, a contribuição retorna simbolicamente à cidade natal de Marcos Centola, beneficiando jovens pesquisadores brasileiros e perpetuando os valores de criatividade, ética e inovação que marcaram sua carreira.

Quem foi Marcos Centola
Nascido em São José do Rio Preto, em 1953, Marcos Pereira Centola construiu carreira de projeção internacional na engenharia de dispositivos médicos. Formado pela Universidade Mackenzie, ingressou no setor médico no fim dos anos 1980, deixando o seu maior legado.

Na Braile, destacou-se por programas endovasculares que o levaram ao cenário global. Em 2007, passou a liderar projetos na JOTEC e, consequentemente, integrou o centro de inovação em tecnologia Medical Valley. Na JOTEC criou o sistema Squeeze to Release, hoje utilizado no mundo todo, passando a ser referência em tecnologias para aneurisma de aorta.

Criativo e incansável, somou mais de dez patentes, gerou centenas de empregos e contribuiu diretamente para salvar vidas ao redor do planeta, entre elas a MEDIRA, a QATNA e a NVT — onde lançou o dispositivo Allegra TAVR, aprovado na Europa em 2017.

A MEDIRA é empresa de tecnologias inovadoras para o tratamento de doenças das válvulas cardíacas, e desenvolve soluções que apoiam médicos no tratamento de pacientes cardíacos de forma simples, segura e rápida — missão à qual o engenheiro Marcos dedicou sua vida profissional. Já a QATNA é uma empresa inovadora de tecnologia médica especializada em soluções estruturais para o coração. Ela faz parte da Medical Valley in Hechingen, que é o centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg.

Após se aposentar e retornar ao Brasil, seguiu ativo como consultor até falecer em novembro de 2024. O Fundo Marcos Centola homenageia sua trajetória de impacto humano, científico e internacional, e agora inspira novas gerações de estudantes da Famerp.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Vacina do Butantan contra a dengue reduz carga viral e pode conter transmissão da doença

Estudo recém-publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas mostra que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de frear a replicação do vírus quando a infecção ocorre – os chamados breakthrough cases (casos de escape vacinal). Para o paciente, dizem os autores, isso pode representar sintomas menos graves e menor risco de complicações. Do ponto de vista da saúde pública, uma baixa carga viral está associada a uma redução no risco de transmissão do vírus para os mosquitos.

“Esse dado preliminar sugere que a vacinação pode ter um efeito importante na circulação do vírus, ajudando a minimizar novos surtos da doença. Mas é algo que ainda precisamos confirmar com novos estudos”, afirma Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e autor correspondente do artigo. O estudo contou com a participação de Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan que esteve à frente dos testes clínicos da vacina.

Desenvolvida com apoio inicial da FAPESP, a Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro e deve começar a ser oferecida na rede pública de saúde em 2026 para pessoas entre 12 e 59 anos. Dados da terceira fase de testes clínicos, com mais de 16 mil voluntários de 14 Estados brasileiros, indicam que o imunizante tem 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra a dengue grave e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.

A pesquisa liderada por Nogueira e apoiada pela FAPESP foi feita com amostras de sangue de participantes do estudo clínico de fase 3. Foram analisadas 365 amostras positivas para o vírus (sorotipos 1 e 2, que estavam em circulação entre 2016 e 2021, quando ocorreu a fase 3), divididas em dois grupos: o dos vacinados e o de indivíduos que receberam placebo. O objetivo foi analisar a diversidade genética do vírus e compará-la entre vacinados e não vacinados.

Foram sequenciados os genomas virais completos de 160 amostras e, com os dados, foi montada a “árvore genealógica” do vírus (análise filogenética). “Uma das dúvidas que buscamos responder é se haveria alguma linhagem viral associada ao escape vacinal, ou seja, se a vacina estaria protegendo apenas contra algumas linhagens e deixando escapar outras. E vimos que isso não estava acontecendo. As cepas eram as mesmas nos dois grupos analisados”, conta Nogueira.

Outro objetivo foi verificar se a vacina estaria exercendo uma pressão seletiva sobre o patógeno, isto é, favorecendo o surgimento de variantes capazes de driblar os anticorpos induzidos pela vacina. Com auxílio de modelos computacionais, os pesquisadores analisaram as mutações que estavam ocorrendo dentro de cada participante. Os dados indicam que não houve diferença nas taxas de mutação entre vacinados e não vacinados.

Ao olhar a diversidade genética do vírus dentro de cada indivíduo, por meio de uma técnica conhecida como deep sequencing, os cientistas concluíram que – ao menos neste primeiro momento do ensaio clínico – o sistema imune treinado pela vacina não estava selecionando variantes raras ou perigosas dentro do organismo dos imunizados. “Este é mais um dado que mostra a segurança e a eficácia dessa vacina”, afirma Nogueira.

Contexto epidemiológico

Considerada uma região hiperendêmica para dengue, no Brasil é comum que diversas linhagens do vírus circulem simultaneamente. Em 2024, quando ocorreu a maior epidemia da história do país, com mais de 6 milhões de casos e 6 mil mortes confirmadas, os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2.

No estudo agora publicado, os autores analisaram a circulação viral durante toda a fase 3 dos testes clínicos da Butantan-DV (2016-2021). Os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2, motivo pelo qual a análise filogenética se concentrou neles. Casos de DENV-3 e DENV-4 foram raros nesses cinco anos e, segundo os autores, a eficácia da Butantan-DV contra esses sorotipos continuará sendo avaliada em estudos futuros, à medida que novos dados se tornem disponíveis.

Fonte: Karina Toledo | Agência FAPESP

O artigo Dengue virus genetic diversity in unvaccinated and vaccinated dengue-infected individuals: an observational analysis of the Butantan-DV phase 3 trial in Brazil pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X25003205?via%3Dihub.

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Famerp celebra a formatura da 5ª Turma de Psicologia

Na manhã desta sexta-feira (12), a Famerp realizou a colação de grau da 5ª Turma de Psicologia, momento de emoção e celebração que marca o fim de uma jornada de dedicação, aprendizado e crescimento humano e acadêmico. Familiares, docentes, dirigentes e convidados se reuniram para prestigiar os novos psicólogos, que agora estão preparados para atuar na promoção da saúde mental e no acolhimento de indivíduos em diferentes contextos.

A cerimônia foi conduzida pelo Prof. Me. Valdir Carlos Severino Junior e homenageou como nome de turma a Profa. Dra. Jéssica Aires da Silva Oliveira, reconhecida por sua contribuição na formação acadêmica e humana dos estudantes. O patrono da turma, Prof. Dr. Randolfo dos Santos Junior, e a paraninfa, Prof.ª Me. Thaysa Castro Molina, também foram lembrados por sua inspiração e apoio aos formandos ao longo do curso.

A mesa solene contou com a presença do diretor geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, e da Sra. Isabela Shumaher Frutuoso, Superintendente Assistencial da Funfarme, representando o Diretor Executivo, Dr. Horácio José Ramalho, além de diversos docentes e representantes da comunidade acadêmica, todos celebrando a conquista dos formandos.

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a concessão oficial do grau, realizada pelo Prof. Dr. Helencar Ignácio, que simbolizou o início da vida profissional dos novos psicólogos — profissionais preparados para escutar, compreender e apoiar pessoas em suas vulnerabilidades emocionais e sociais.

Em seu discurso, o diretor geral destacou o contexto desafiador da escolha da Psicologia como profissão:

“Vocês escolheram estudar Psicologia em um momento em que transtornos como depressão e ansiedade são reconhecidos como uma epidemia silenciosa, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Isso mostra coragem, empatia e compromisso. Escolher cuidar da mente humana é assumir a responsabilidade de escutar quando o mundo silencia, compreender quando a dor é invisível e oferecer apoio quando a alma sofre silenciosamente.”

A cerimônia destacou também a importância social e ética da Psicologia, reforçando que os novos profissionais saem da Famerp preparados para enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais complexa, oferecendo cuidado, acolhimento e ciência no exercício de sua profissão.

A formatura da 5ª Turma de Psicologia reafirma a Famerp como uma instituição pública de excelência, referência nacional em ensino, pesquisa e assistência em saúde. Os novos psicólogos partem para suas carreiras com conhecimento sólido, sensibilidade, ética e o compromisso de contribuir para uma sociedade mais saudável e humanizada.

A Famerp parabeniza todos os formandos e deseja que esta nova etapa seja marcada por realizações, dedicação e a capacidade de transformar vidas por meio da Psicologia.

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Vestibular 2026: 12.568 candidatos participam do primeiro dia de prova

Lara Scarpassa acordou cedo nesta quinta-feira (11), mas a verdade é que nem precisava do despertador. O coração já vinha desperto há semanas. Aos 19 anos, moradora de São José do Rio Preto, ela viveu hoje mais um capítulo do sonho que carrega desde a infância: conquistar uma vaga em Medicina na Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), onde a disputa chega a quase 170 candidatos por vaga.

Mesmo assim, ela chegou ao local de prova otimista. “Saio feliz. Acho que fiz meu melhor”, disse, respirando fundo e deixando escapar um sorriso de alívio que só quem enfrenta meses de preparação intensa conhece bem.

A história de Lara se junta à de 12.568 vestibulandos que participam nesta quinta e sexta-feira (11 e 12) do Vestibular 2026 da Famerp, um dos mais concorridos do país. Segundo a Fundação Vunesp, dos 14.591 inscritos, 13,9% não compareceram(2.023). Hoje, os candidatos enfrentaram a prova de Conhecimentos Gerais, composta por 80 questões objetivas de diferentes áreas. Amanhã (12), eles retornam para a segunda e decisiva etapa, com a prova de Conhecimentos Específicos — Biologia, Química e Física — além da Redação.

As provas são aplicadas pela Fundação Vunesp, simultaneamente, em seis cidades paulistas — Bauru, Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e São Paulo.

A concorrência mais alta está em Medicina, com 13.584 inscritos para 80 vagas, o que representa 169,8 candidatos por vaga. O curso de Medicina da Famerp – instituição pública e gratuita vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo – recebeu nota máxima (5) no último Enade, indicador de excelência acadêmica que impulsiona a procura nacional.

Devido à concorrência acirrada, Lara disse que ao longo deste ano estudou mais de 12 horas por dia, somando cursinho, exercícios, revisões e simulados. Para lidar com a ansiedade, ela reformulou a rotina: incluiu exercícios físicos, sono regulado e uma alimentação pensada para manter a energia necessária. “É meu terceiro ano prestando o vestibular da Famerp, contando a fase como treineira. Agora entendi o ritmo da prova. Vim mais confiante”, conta.

Neste primeiro dia de prova, o clima era de expectativa, mas também de maturidade. Lara sabe que fez tudo o que precisava — e, mesmo disputando com milhares de candidatos, sente que está onde deveria estar. “Meu sonho é cursar Famerp porque é uma instituição pública, gratuita, de excelência e na cidade em que moro. Não tenho condições financeiras de estudar Medicina em uma faculdade particular ou de morar em outra cidade, longe dos meus pais”, revela.

Quem também saiu otimista deste primeiro dia de prova é estudante Ana Beatriz Carvalho Martins Vicente, 18 anos, moradora de Orindiúva. Candidata ao curso de Enfermagem, ela costuma dizer que a saúde nunca foi uma escolha — sempre foi certeza.

Em Enfermagem, são 293 candidatos disputando 60 vagas (4,8 por vaga). Já Psicologia reúne 714 inscritos para 20 vagas, alcançando 35,7 candidatos por vaga.

Assim como Lara a Ana Beatriz, as mulheres representam a maioria absoluta dos inscritos em todos os cursos. Em Medicina, elas são 9.448 dos 13.584 candidatos; em Enfermagem, 249 das 293 inscrições; e em Psicologia, 597 dos 714 concorrentes. Lara e Ana Beatriz também representam a faixa etária de 17 a 19 anos, com 3.015 inscritos. A maior concentração, no entanto, está entre os 20 e 29 anos, que somam 6.297 participantes.

Para driblar a concorrência, Ana Beatriz concilia o terceiro ano do ensino médio com um curso técnico e aulas modulares das disciplinas em que encontra maior dificuldade. Mesmo com a rotina apertada, direcionou toda a preparação exclusivamente para a instituição dos seus sonhos: “Eu foco apenas nos vestibulares da Famerp. É o meu único interesse”, revela. “A Famerp me encanta pela estrutura, pelo corpo docente e pela ligação com o Hospital de Base (HB). A vivência prática começa cedo, com uma diversidade de casos que poucas faculdades oferecem”, pontua.

Candidatos de todo o Brasil
A Famerp atraiu inscritos de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, reforçando seu alcance nacional. O estado de São Paulo concentra o maior número de participantes: 12.437, sendo 2.963 só da Capital. Fora de São Paulo, destacam-se Minas Gerais (892 candidatos), Goiás (264), Rio de Janeiro (254) e Mato Grosso do Sul (169). Também há candidatos vindos de regiões distantes, como Acre (3), Amapá (2), Roraima (2) e Amazonas (18).

A distribuição nos locais de prova evidencia a dimensão logística do vestibular: A cidade de São Paulo reúne o maior volume, com 5.300 candidatos, seguida por São José do Rio Preto (3.267), Campinas (2.118), Ribeirão Preto (2.007), Bauru (977) e São José dos Campos (922). Todas as provas são realizadas em unidades da Universidade Paulista (UNIP).

O resultado final, com as convocações para matrícula, será divulgado em 30 de janeiro de 2026, no site da Fundação Vunesp.

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Vestibular Famerp 2026 reúne mais de 14,5 mil candidatos em seis cidades paulistas nesta quinta e sexta

Mais de 14,5 mil candidatos de todas as regiões do Brasil participam nesta quinta e sexta-feira (11 e 12) do Vestibular 2026 da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), um dos processos seletivos mais concorridos do país. A Famerp é vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo e as provas serão aplicadas pela Fundação Vunesp, simultaneamente, em seis cidades paulistas — São Paulo, São José do Rio Preto, Campinas, Ribeirão Preto, Bauru e São José dos Campos — e vão movimentar exatamente 14.591 vestibulandos em busca de uma das 160 vagas oferecidas nos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

A concorrência mais alta está em Medicina, com 13.584 inscritos para 80 vagas, o que representa 169,8 candidatos por vaga. O curso de Medicina da Famerp – instituição pública e gratuita vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo – recebeu nota máxima (5) no último Enade, indicador de excelência acadêmica que impulsiona a procura nacional. Em Enfermagem, são 293 candidatos disputando 60 vagas (4,8 por vaga). Já Psicologia reúne 714 inscritos para 20 vagas, alcançando 35,7 candidatos por vaga.

Outro destaque é o perfil dos participantes: as mulheres representam a maioria absoluta dos inscritos em todos os cursos. Em Medicina, elas são 9.448 dos 13.584 candidatos; em Enfermagem, 249 das 293 inscrições; e em Psicologia, 597 dos 714 concorrentes. As faixas etárias mostram diversidade: há desde candidatos com 16 anos ou menos (638 inscritos) até concorrentes com mais de 60 anos (13 inscritos). A maior concentração está entre os 20 e 29 anos, que somam 6.297 participantes, seguidos pelos jovens de 17 a 19 anos, com 3.015 inscritos.

Candidatos vêm de todo o Brasil e se espalham por sete polos de aplicação

A Famerp atraiu inscritos de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, reforçando seu alcance nacional. O estado de São Paulo concentra o maior número de participantes: 12.437, sendo 2.963 só da Capital. Fora de São Paulo, destacam-se Minas Gerais (892 candidatos), Goiás (264), Rio de Janeiro (254) e Mato Grosso do Sul (169). Também há candidatos vindos de regiões distantes, como Acre (3), Amapá (2), Roraima (2) e Amazonas (18).

A distribuição nos locais de prova evidencia a dimensão logística do vestibular: A cidade de São Paulo reúne o maior volume, com 5.300 candidatos, seguida por São José do Rio Preto (3.267), Campinas (2.118), Ribeirão Preto (2.007), Bauru (977) e São José dos Campos (922). Todas as provas serão realizadas em unidades da Universidade Paulista (UNIP). Em cada cidade, os portões abrem às 13h e fecham às 13h40, sem tolerância para atrasos. As provas começam às 14h, com duração total de 4 horas por dia.

Na quinta-feira (11), os candidatos farão a prova de Conhecimentos Gerais, composta por 80 questões objetivas de Matemática, Biologia, Geografia, Física, História, Química, Língua Portuguesa e Língua Inglesa, podendo haver itens interdisciplinares. Na sexta-feira (12), ocorre a prova de Conhecimentos Específicos — com oito questões de Biologia, seis de Química e seis de Física — além da redação. Para realizar o exame, é obrigatório portar documento oficial com foto e caneta esferográfica preta de corpo transparente; candidatos devem permanecer por no mínimo uma hora em sala.

Excelência acadêmica e política de cotas fortalecem perfil da instituição

Dos 14.591 candidatos, muitos buscam a Famerp pela reputação consolidada no ensino da saúde. O curso de Medicina recebeu nota 5 no Enade, grau máximo do indicador federal. A instituição também adota política de inclusão: 20% das vagas do vestibular são destinadas à Política de Cotas da Famerp, voltada a estudantes que cursaram integralmente o ensino fundamental e médio na rede pública. Dentro desse percentual, 65% das vagas são reservadas a quem estudou exclusivamente em escolas públicas, e 35% para candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, também egressos da rede pública.

O resultado final, com as convocações para matrícula, será divulgado em 30 de janeiro de 2026, no site da Fundação Vunesp.

Jovens histórias que representam o perfil do Vestibular Famerp

Apesar da forte concorrência e do volume de mais de 14,5 mil participantes, três jovens vestibulandas — Karen, Lara e Carol — representam o perfil predominante deste ano: mulheres entre 18 e 19 anos, dedicadas, com rotinas de estudo intensas e o mesmo sonho em comum: cursar Medicina na Famerp.

A rio-pretense Karen Amaral, 19 anos, cresceu passando em frente ao campus e sonhando com o dia que iria cursar Medicina. “A Famerp sempre foi o sonho do coração”, conta. No primeiro ano de cursinho, ela mantém uma rotina rígida: aulas pela manhã, estudo individual em casa à tarde, academia para aliviar a tensão e um módulo extra à noite. A jovem reconhece que o processo é desafiador. “É muito importante manter o emocional alinhado, por isso considero que o maior avanço deste ano foi justamente aprender a controlar a ansiedade e aprofundar o estudo de maneira mais estratégica”, afirma.

Também com 19 anos e no primeiro ano de cursinho, Lara Lívia Clemente descobriu cedo a vocação para a Medicina, apesar de não ter nenhum médico na família. Ela dedica mais de cinco horas de estudo extra por dia, além das aulas do cursinho. “Este é o terceiro ano consecutivo que eu presto o vestibular da Famerp, contando com a experiência de treineira, ainda no segundo ano do ensino médio. Agora estou mais confiante, peguei o jeito da prova”, diz. A Famerp é seu foco principal, tanto pela qualidade quanto pela tradição da instituição pública. Para lidar melhor com o preparo, Lara incorporou atividade física, alimentação regulada e sono mais estruturado, o que, segundo ela, reduziu a ansiedade.

A mais jovem das três, Ana Carolina Alves Gonçalves, 18 anos, está em seu primeiro ano de cursinho após concluir o ensino médio. O desejo de ser médica é antigo e ganhou força após vivências pessoais em hospitais e clínicas. Com base escolar sólida, ela encontrou no cursinho a chance de “lapidar” o que já trazia da escola. Sua rotina chega a 12 horas de dedicação em alguns dias, incluindo estudos aos fins de semana. Carol faz acompanhamento psicológico e psiquiátrico para lidar com a ansiedade e vê na Famerp — instituição pública, gratuita e reconhecida pela excelência — a possibilidade real de concretizar um sonho que, segundo ela, seria financeiramente inviável em uma faculdade privada. “Eu não me vejo fazendo outra coisa. É o que eu quero e não vou desistir até conseguir”, afirma.

Juntas, Karen, Lara e Carol representam milhares de jovens que chegam ao vestibular movidos por disciplina, expectativa e pela esperança de ocupar uma das vagas mais concorridas do Brasil.

Orientação final aos candidatos: técnica, serenidade e administração do tempo

Para além do conteúdo, a Famerp reforça que o desempenho na prova depende também de planejamento e equilíbrio emocional. O Diretor Adjunto de Ensino da instituição, Prof. Dr. Paulo Espada, compara o vestibular a uma prova de natação.
“O vestibular, na prática, é uma grande prova de administração de tempo. Sempre digo que se parece muito com uma prova de natação: tão importante quanto o preparo prévio é a técnica de como você utiliza cada minuto. Vale a pena começar pelas questões em que você tem mais facilidade, deixando as mais complexas para depois. Isso evita bloqueios e aumenta a confiança”, orienta.

Segundo ele, pequenos hábitos também fazem diferença. “É crucial planejar momentos simples, como a hora certa de ir ao banheiro, de beber água ou de fazer um lanche. Esses detalhes fazem diferença no rendimento geral”, diz o diretor.

VESTIBULAR FAMERP 2026
14.591 inscritos

* Medicina
13.584 inscritos
80 vagas
169,8 candidatos por vaga
Dos 13.584 inscritos, 9.448 mulheres e 4.136 homens

* Enfermagem
293 inscritos
60 vagas
4,8 candidatos por vaga
Dos 293 inscritos, 249 mulheres e 44 homens

* Psicologia
714 inscritos
20 vagas
35,7 candidatos por vaga
Dos 714 inscritos, 597 mulheres e 117 homens

PROVAS — VESTIBULAR FAMERP 2026
Dias 11 e 12 de dezembro | Início: 14h | Duração: 4 horas

11 de dezembro (quinta-feira)
Conhecimentos Gerais | 80 questões objetivas de: Matemática, Biologia, Geografia, Física, História, Química, Língua Portuguesa, Língua Inglesa

12 de dezembro (sexta-feira)
Conhecimentos Específicos + Redação: Biologia, Química, Física, Redação

Obrigatório levar:
✔ Documento oficial de identificação com foto (original)
✔ Caneta esferográfica preta, corpo transparente
✔ Recomenda-se chegar com antecedência — portões fecham às 13h40

LOCAIS DE PROVA — VESTIBULAR FAMERP 2026
Provas: 11 e 12 de dezembro | Abertura dos portões: 13h | Fechamento: 13h40

•     São Paulo – Capital (5.300 candidatos)
UNIP – Campus Marquês de São Vicente (Prédio A)
Rua Sara de Souza, 72 – Água Branca

UNIP – Campus Norte (Prédios A e B)
Rua Amazonas da Silva, 737 – Vila Guilherme

•     São José do Rio Preto (3.267 candidatos)
UNIP (Blocos A/C, D, F e H)
Av. Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira, s/n – Jardim Tarraf II

•     Campinas (2.118 candidatos)
UNIP – Campus Swift (Bloco D)
Av. Comendador Enzo Ferrari, 280 – Swift

•     Ribeirão Preto (2.007 candidatos)
UNIP (Blocos A, B e C)
Rua Magda Perona Frossard, 815 – Nova Aliança

•     Bauru (977 candidatos)
UNIP (Blocos A, B, D e E)
Rua Luiz Levorato, 2-140 – Chácaras Bauruense

•     São José dos Campos (922 candidatos)
UNIP – Campus Dutra (Blocos D e H)
Rod. Presidente Dutra, km 157,5 – Jardim das Indústrias (Limoeiro)

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Famerp celebra a colação de grau da 32ª Turma de Enfermagem

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) celebrou, na manhã desta sexta-feira (6), a colação de grau da 32ª Turma de Enfermagem — um dos momentos mais significativos do calendário acadêmico da instituição. A cerimônia reuniu familiares, docentes, dirigentes e convidados para celebrar a conquista dos novos enfermeiros, que concluem uma trajetória marcada pela dedicação, sensibilidade e compromisso com o cuidado em saúde.

Conduzida pela Profa. Dra. Lúcia Marinilza Beccaria, a solenidade homenageou como nome de turma a Profa. Dra. Rita de Cássia Helú Mendonça Ribeiro, reconhecida por sua atuação exemplar na formação em enfermagem. A turma também contou com a Profa. Ms. Ângela Silveira Gagliardo Calil como patronesse e a Profa. Dra. Daniele Alcalá Pompeo como paraninfa — referências acadêmicas e profissionais que contribuíram intensamente para o desenvolvimento dos novos enfermeiros.

A mesa solene contou com a presença do diretor geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, do diretor executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, além de dirigentes da instituição: o Prof. Dr. José Luís Esteves Francisco, o Prof. Dr. Paulo Cesar Espada, a Profa. Dra. Érika Cristina Pavarino, a Profa. Dra. Maria Cristina Oliveira Santos Miyazaki e a Profa. Dra. Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen. O evento também recebeu o enfermeiro Márcio Bispo dos Santos, Conselheiro do Coren-SP, representando a categoria e saudando os futuros colegas.

Alguns dos momentos mais emocionantes foram a concessão oficial do grau, realizada pelo Prof. Dr. Helencar Ignácio, e o juramento dos formandos. A celebração também contou com a Cerimônia da Lâmpada, tradição inspirada em Florence Nightingale. Nela, um formando repassa uma lâmpada acesa a um estudante que se graduará em 2026, simbolizando a continuidade do cuidado, da responsabilidade profissional e do compromisso de manter viva a chama da Enfermagem. O gesto reafirma a essência da profissão: iluminar caminhos, acolher vidas e transformar realidades por meio do cuidado.

Em seu discurso, o diretor geral da Famerp destacou o contexto histórico vivido pela turma. o Prof. Dr. Helencar Ignácio lembrou que os estudantes ingressaram na Famerp em 2022, quando o mundo ainda carregava as marcas profundas da pandemia. “Foi nesse cenário, quando a sociedade ainda processava suas feridas e incertezas, que vocês fizeram uma escolha extraordinária: a escolha de cuidar”, afirmou. O diretor também recordou o impacto e a coragem dos profissionais de enfermagem na pandemia. “Durante aqueles meses tão desafiadores, um termo se eternizou no imaginário coletivo: ‘os enfermeiros heróis da pandemia’. Esse termo não é exagero. Ele sintetiza a essência da Enfermagem: o enfermeiro não foge da luta. E foi inspirados por essa coragem que vocês chegaram até aqui.”

O diretor geral ainda refletiu sobre o avanço tecnológico na saúde e o papel indispensável do enfermeiro no cuidado. “Vivemos um tempo em que a tecnologia avança rapidamente — monitores inteligentes, sistemas de prescrição eletrônica, inteligência artificial analisando riscos, algoritmos prevendo complicações antes mesmo que os sinais clínicos se manifestem. Mas nenhum desses recursos substitui o gesto humano que conforta, a vigilância cuidadosa que previne, a palavra serena que acolhe. A máquina monitora; o enfermeiro cuida”, destacou. Ele encerrou reforçando o compromisso ético e humanitário que acompanha o exercício da profissão.

A formatura da 32ª Turma de Enfermagem reafirma a Famerp como instituição pública de excelência, referência nacional em ensino, pesquisa e assistência em saúde. Os novos enfermeiros deixam a faculdade preparados para atuar em um cenário em constante transformação, levando consigo conhecimento científico, sensibilidade e a responsabilidade de cuidar da vida em sua totalidade.

A Famerp parabeniza os formandos e deseja que esta nova fase seja marcada por realização, ética, empatia e pela determinação que sempre caracterizou a trajetória da turma.

 

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