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Famerp consolida pós-graduação em saúde na Avaliação da CAPES

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) obteve desempenho positivo na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao ciclo 2021–2024, consolidando a qualidade de seus programas de pós-graduação stricto sensu e avançando em áreas estratégicas da formação em saúde.

De acordo com os resultados divulgados, o programa de Ciências da Saúde manteve a nota 5, reforçando a consistência acadêmica, a continuidade das linhas de pesquisa e a solidez da produção científica desenvolvida na instituição. O programa de Enfermagem manteve a nota 4, evidenciando estabilidade, maturidade acadêmica e qualidade na formação de mestres e doutores.

O principal destaque da avaliação ficou com o programa de Psicologia e Saúde, que avançou da nota 3 para a nota 4. A elevação reflete o fortalecimento do corpo docente, o aumento da produção científica qualificada, a ampliação de parcerias institucionais e a consolidação das linhas de pesquisa nos últimos anos. Com o novo patamar, o programa passa a ocupar posição mais competitiva no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Para a Famerp, os resultados confirmam uma trajetória consistente na qualificação da pesquisa e na formação de profissionais altamente especializados para o setor da saúde. Segundo o diretor adjunto de Pós-Graduação da instituição, Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, os dados divulgados pela Capes “confirmam o compromisso contínuo da Famerp com a qualidade acadêmica, o fortalecimento da pesquisa e a formação de profissionais e pesquisadores altamente qualificados”.

A avaliação também evidencia o trabalho integrado de docentes, discentes e equipes técnico-administrativas, responsáveis por sustentar a produção científica e ampliar o impacto social das pesquisas desenvolvidas na instituição, especialmente em áreas diretamente relacionadas às demandas do sistema de saúde brasileiro.

Mais do que um indicador numérico, o desempenho na Avaliação Quadrienal reforça o papel da Famerp como instituição pública de ensino superior voltada à formação de pesquisadores e profissionais da saúde, com produção de conhecimento alinhada às necessidades da sociedade e às políticas públicas do setor.

O Sistema de Avaliação da Capes é estruturado em ciclos de quatro anos e acompanha o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado, acadêmicos e profissionais, desde a entrada até a permanência dos programas no sistema. A análise considera critérios previamente estabelecidos e abrange cerca de 50 áreas do conhecimento. As instituições de ensino superior encaminham informações anuais por meio do sistema de Coleta de Dados, que subsidiam os relatórios elaborados por comissões de especialistas. Ao final do processo, os programas recebem notas de 1 a 7, que servem de base para a recomendação, renovação do reconhecimento e definição de políticas de fomento.

No ciclo 2021–2024, a avaliação foi marcada por maior competitividade e exigência, contexto no qual a Famerp conseguiu manter e ampliar seu desempenho, consolidando seus programas e avançando na pós-graduação em saúde.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Guerra Contra a Dengue: Famerp qualifica mobilização regional com ciência e educação em saúde

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) integra a mobilização regional “Guerra Contra a Dengue”, iniciativa liderada pela Unimed Rio Preto que reúne instituições de saúde, ensino e parceiros em um esforço conjunto de prevenção e conscientização da população.

Como instituição pública de ensino superior, vinculada à ciência, à pesquisa e ao Sistema Único de Saúde (SUS), a Famerp atua como parceira técnica e científica da campanha, colocando à disposição da sociedade seu corpo docente e assistencial, seus projetos de extensão e sua experiência consolidada em políticas públicas de saúde.

A participação da Famerp está centrada em educação em saúde, prevenção e orientação qualificada, sempre baseada em evidência científica. As ações serão desenvolvidas por meio dos projetos de extensão dos cursos de Medicina, Enfermagem e Psicologia, reforçando a aproximação entre a formação acadêmica e as necessidades reais da comunidade.

A definição dos formatos, locais e cronogramas das atividades ocorre em articulação com a coordenação da campanha. Como instituição pública, a Famerp atua com responsabilidade institucional, realizando ações fora de suas dependências somente mediante autorização e alvará do poder público municipal, conforme a legislação vigente.

Com trajetória reconhecida na área de virologia e doenças infecciosas, a Famerp contribui para que a mobilização alcance a população com credibilidade, método e rigor técnico, fortalecendo estratégias de prevenção antes dos períodos críticos de transmissão da dengue.

A campanha reforça que o enfrentamento da dengue é um desafio coletivo. A iniciativa privada mobiliza, a ciência pública qualifica e a população tem papel fundamental na prevenção, adotando cuidados simples no dia a dia, como eliminar água parada e manter quintais limpos.

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Famerp fortalece diálogo institucional em preparação para o EXTENSAÚDE

Hoje, a Diretoria da Faculdade recebeu Amanda Oliveira, fundadora da Nação Valquírias, em uma reunião institucional realizada na sede da Famerp. O encontro integra a agenda da instituição voltada ao fortalecimento da extensão universitária como eixo estruturante da formação em saúde.

Esse diálogo se conecta a um movimento mais amplo: a realização do I Congresso de Extensão da Famerp – EXTENSAÚDE, que acontecerá nos dias 12 e 13 de março de 2026, no Centro de Convenções da Famerp, em formato presencial e com inscrições gratuitas.

O EXTENSAÚDE nasce com o propósito de consolidar a extensão universitária como espaço de articulação entre graduação, pós-graduação stricto sensu e comunidade, promovendo a circulação de saberes, a reflexão crítica e o impacto social das práticas acadêmicas.

Estudantes e docentes são convidados a integrar esse processo, participar das atividades e apresentar projetos de extensão que traduzem o compromisso da universidade pública com a sociedade.

As informações completas sobre a programação serão divulgadas em breve.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Virologista da Famerp/Funfarme recebe Colar de Honra ao Mérito Legislativo da Alesp por contribuições à ciência e à saúde pública

Maior honraria do Parlamento Paulista reconhece a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, referência internacional no enfrentamento de epidemias e no desenvolvimento da vacina contra a dengue

O Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, médico virologista e diretor-adjunto de Pós-Graduação da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), recebeu o Colar de Honra ao Mérito Legislativo, a mais alta distinção concedida pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp). A honraria foi proposta pelo deputado estadual Itamar Borges (MDB) e entregue em solenidade realizada na manhã desta segunda-feira (12), na diretoria da Famerp. Além de pesquisador da Famerp, Dr. Maurício Lacerda Nogueira também atua no Centro Integrado de Pesquisa Clinica (CIP) e no Laboratório Central do Hospital de Base, de Rio Preto.

O Colar de Honra ao Mérito Legislativo é destinado a personalidades e instituições que se destacam por contribuições relevantes ao desenvolvimento social, cultural e econômico do Estado de São Paulo. A homenagem reconhece a trajetória científica do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, cuja atuação tem impacto direto na formulação de políticas públicas de saúde, no Brasil e no cenário internacional.

Referência em virologia, arboviroses e imunizações, o professor teve papel central no enfrentamento de epidemias como zika, dengue e Covid-19, além de liderar estudos que contribuíram para o desenvolvimento da primeira vacina de dose única contra a dengue no mundo, produzida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A Famerp foi um dos principais centros do maior ensaio clínico sobre dengue já realizado no país, envolvendo mais de 16 mil voluntários em 14 estados brasileiros.

Em 2025, Maurício Lacerda Nogueira também passou a integrar a lista dos cientistas brasileiros mais influentes do mundo, segundo levantamento da Agência Bori em parceria com a plataforma Overton, que identifica pesquisadores cujas evidências científicas embasam decisões estratégicas de governos e organismos internacionais. Ele ocupa a 63ª posição entre os 107 brasileiros mais citados em documentos de políticas públicas globais, com destaque para a área de doenças infecciosas e vacinas.

O reconhecimento internacional se soma à recente homenagem concedida pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH), que outorgou ao pesquisador o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções mundiais em medicina tropical e saúde global. O prêmio reconhece contribuições duradouras e de alto impacto no combate a doenças infecciosas e na melhoria dos resultados em saúde pública.

“Considerando que o Colar de Honra ao Mérito Legislativo é a mais alta distinção concedida por esta Assembleia a personalidades cujos feitos contribuíram de forma relevante para o desenvolvimento social, científico e humano de São Paulo, a trajetória do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira satisfaz, com sobra, os requisitos de excepcionalidade, serviço público e repercussão social que orientam a concessão da honraria”, afirmou Itamar na justificativa apresentada à Alesp para a homenagem. “Diante desse robusto conjunto de méritos — liderança científica, inovação com aplicação imediata no SUS, impactos comprovados em emergências sanitárias e fortalecimento da capacidade científica paulista —, resta plenamente justificada a outorga do Colar de Honra ao Mérito Legislativo ao pesquisador”, acrescentou o deputado, que é de Rio Preto.

Para o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, a honraria da Alesp representa um reconhecimento coletivo. “A ciência só tem sentido quando ultrapassa os muros da universidade e contribui para melhorar a vida das pessoas. Esse reconhecimento reflete o trabalho da Famerp e da Funfarme, dos nossos alunos, colegas e das comunidades que confiaram na pesquisa científica”, afirma.

O diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, destaca que a homenagem reforça o papel estratégico da instituição no cenário nacional. “A trajetória do professor Maurício reafirma o compromisso da Famerp com a produção de conhecimento científico de alto impacto social, capaz de orientar políticas públicas e fortalecer o sistema de saúde”, ressalta.

O diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramanho, também destacou a importância do reconhecimento.

“É motivo de orgulho para a Funfarme ver um pesquisador que atua em nossos serviços receber a maior honraria do Parlamento Paulista. A trajetória do professor Maurício representa a ciência com impacto direto no SUS e na saúde da população, fortalecendo o papel da instituição no cenário nacional e internacional”, afirma.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Pesquisadores da Famerp testam medicamento para melhorar aproveitamento de rins em transplantes

Uma pesquisa conduzida por cientistas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) investiga o uso do anakinra — fármaco já aprovado no Brasil para o tratamento da artrite reumatoide — como uma estratégia para reduzir processos inflamatórios em rins de doadores falecidos antes do transplante. A iniciativa busca ampliar o aproveitamento dos órgãos e melhorar os resultados clínicos dos transplantes renais.

O estudo, apoiado pela FAPESP, foi reconhecido como o melhor trabalho científico no Congresso Latino-Americano de Transplantes, realizado em outubro de 2025, no Paraguai. A pesquisa é coordenada pelos pesquisadores Prof. Dr. Mário Abbud Filho e Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, docente do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu da Famerp. Para o nefrologista Dr. Abbud Filho, a proposta responde a uma demanda urgente do sistema de transplantes brasileiro. “Trata-se de usar uma droga segura e já incorporada à prática médica para melhorar a condição do órgão antes do implante”, afirma.

O Brasil enfrenta um desequilíbrio entre oferta e demanda por órgãos. Mais de 30 mil pessoas aguardam por um transplante renal, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO). Apesar dos avanços na captação, cerca de 30% dos rins provenientes de doadores falecidos acabam descartados todos os anos por não atenderem a critérios considerados ideais no momento do transplante.

Embora o transplante seja a alternativa mais eficaz para pacientes com doença renal crônica, o pós-operatório ainda apresenta desafios importantes. No país, a maioria dos receptores de rins de doadores falecidos desenvolve uma disfunção renal temporária logo após o procedimento, o que prolonga a necessidade de diálise e aumenta o tempo de internação hospitalar.

De acordo com o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, esse cenário está fortemente relacionado às condições de preservação dos órgãos. O período em que o rim permanece fora do corpo, submetido a baixas temperaturas e sem oxigenação adequada, favorece processos inflamatórios que comprometem seu funcionamento inicial após o transplante.

Além disso, rins provenientes de doadores com idade avançada ou comorbidades — conhecidos como doadores de critérios estendidos — apresentam maior risco de complicações e são frequentemente recusados, mesmo quando poderiam ser utilizados com segurança. A pesquisa da Famerp busca justamente alternativas para recuperar e preservar melhor esses órgãos.

Uma das tecnologias mais eficazes para esse fim é a perfusão renal em máquina, método que mantém o rim irrigado com solução oxigenada até o transplante. Apesar dos benefícios, o alto custo limita seu uso no Brasil. Por isso, os pesquisadores avaliaram o potencial do anakinra como uma solução farmacológica capaz de reduzir a inflamação mesmo em contextos de preservação mais simples.

Os pesquisadores destacam que a incorporação da perfusão renal em máquina no Sistema Único de Saúde (SUS) poderia ampliar significativamente o aproveitamento de rins de doadores de critérios estendidos, além de abrir caminho para estratégias terapêuticas inovadoras durante a preservação dos órgãos. Enquanto essa tecnologia ainda não está amplamente disponível no país, a associação entre perfusão em máquina e terapias farmacológicas representa uma perspectiva promissora para qualificar o transplante renal no Brasil.

Segundo a Profa. Dra. Heloísa Cristina Caldas, a inflamação se inicia ainda no doador e pode se intensificar durante o período de armazenamento do órgão. “A ideia foi intervir nesse processo antes do transplante, preservando melhor o tecido renal e favorecendo a recuperação do órgão após o transplante”, explica.

O estudo experimental foi realizado em parceria com a University Medical Center Groningen, nos Países Baixos, utilizando rins de suínos, modelo considerado semelhante ao humano. Os órgãos foram submetidos a diferentes protocolos de perfusão, com e sem o medicamento, em temperaturas controladas.

Os resultados indicaram redução significativa de marcadores inflamatórios nos rins tratados com anakinra, sem evidência de toxicidade ou prejuízo estrutural ao tecido renal. “Os dados mostram que é possível modular a resposta inflamatória do órgão antes do transplante”, explica a pesquisadora Ludimila Leite Marzochi, autora principal do trabalho.

A próxima etapa da pesquisa prevê testes em rins humanos descartados para transplante, em colaboração com um centro de pesquisa nos Estados Unidos. A expectativa é avançar para aplicações mais próximas da prática clínica e avaliar a viabilidade do uso do medicamento em larga escala.

Segundo o Prof. Dr. Mário Abbud Filho, caso os resultados se confirmem, o anakinra poderá ser incorporado até mesmo ao método tradicional de preservação estática, utilizado na maioria dos centros transplantadores brasileiros. “Isso permitiria ganhos clínicos relevantes sem a necessidade de investimentos elevados em novos equipamentos”, destaca.

Para a equipe da Famerp, a pesquisa reforça a importância de soluções que aliem inovação científica, viabilidade econômica e impacto direto no atendimento aos pacientes. O objetivo final é aumentar o número de rins utilizáveis e melhorar os resultados dos transplantes renais no país.

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A FAMERP estará em recesso até 2 de janeiro de 2026; Retornamos dia 5 de janeiro

Este é um momento de pausa necessária para refletir, reorganizar e reconhecer tudo o que foi construído ao longo de 2025 — um ano marcado por aprendizado, avanços científicos e compromisso com a formação de excelência em saúde, nas áreas de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

Agradecemos a cada estudante, docente, servidor, pesquisador, parceiro institucional e à sociedade por caminhar conosco, fortalecendo diariamente a missão da educação pública, da ciência e do cuidado humano.

Seguimos confiantes no que está por vir.
Nos vemos em breve.

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Natal: compromissos que atravessam o tempo

O Natal é um período de reflexão sobre valores coletivos, responsabilidade social e cuidado com a vida. Para a FAMERP, essa data reafirma compromissos construídos ao longo de sua trajetória por meio da educação pública, da ciência e da formação em saúde orientada ao interesse da sociedade.

Como instituição pública de ensino superior, a FAMERP mantém sua atuação voltada à excelência acadêmica, à produção científica e à formação de profissionais preparados para responder às demandas do presente e contribuir para o futuro da saúde pública.

Neste período, a Faculdade reconhece o papel de sua comunidade acadêmica na consolidação de uma instituição que fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS), promove o conhecimento e gera impacto social.

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Famerp recebe doação internacional para Fundo em apoio à pesquisa cardiológica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) oficializou nesta quarta-feira (17) a criação do Fundo Marcos Centola, destinado a apoiar a formação científica de estudantes de graduação e pós-graduação na área de cardiologia. O fundo foi viabilizado por uma doação internacional de US$ 11 mil, realizada em homenagem ao engenheiro rio-pretense Marcos Centola, morto em novembro de 2024, aos 71 anos de idade.

Nascido em São José do Rio Preto, Marcos Centola tornou-se um profissional de destaque internacional na engenharia de dispositivos médicos, contribuindo para tecnologias que hoje salvam vidas em todo o mundo. Atuou em centros de inovação nos Estados Unidos e Alemanha, onde consolidou sua trajetória como referência global.

“Na Europa é muito comum a arrecadação de doações para uma causa em homenagem à morte de uma pessoa querida. Com a morte do engenheiro Marcos Centola, seus amigos criam um fundo destinado à formação científica. Eles escolheram investir esse recurso na Famerp porque é um instituição pública, de excelência, localizada na cidade natal do Marcos Centola”, explica o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio.

Segundo diretor, a doação representa um gesto de amizade, respeito e reconhecimento profissional, vindo de colegas e parceiros que trabalharam diretamente com o rio-pretense.

A iniciativa foi encabeçada por Thomas Bogenschüetz, presidente da Medical Valley in Hechingen, que é um centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg, na Alemanha. Essa rede ativa conta com mais de 70 empresas de tecnologia médica – entre elas a MEDIRA e a QATNA –, além de fornecedores e prestadores de serviços.

“Embora a Medical Valley seja sediada na Alemanha, os amigos escolheram uma faculdade pública brasileira para realizar a homenagem por causa da origem e do legado do Marcos Centola. Sua trajetória internacional era motivo de orgulho para colegas alemães, que viam em sua história um exemplo de excelência científica e impacto humano”, afirmou Thomas Bogenschüetz, cofundador e CEO da MEDIRA. “A criação do Fundo Marcos Centola destaca o reconhecimento internacional à trajetória profissional do nosso amigo, que foi referência global em dispositivos médicos cardiovasculares”, explica.

Durante a cerimônia, Thomas Bogenschüetz e representantes da família Centola entregaram o cheque simbólico, no valor de US$ 11 mil, ao diretor geral da Famerp. Além da viúva, Ana Maria Centola, filhos e irmãos do homenageado, também estavam presentes dirigentes e docentes da Famerp, da FAEPE (Fundação de Apoio ao Ensino Famerp), FUNFARME (Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto), CIP (Centro Integrado de Pesquisa) do Hospital de Base, além de cardiologistas e pesquisadores das instituições.

Fundo Marcos Centola
O Fundo Marcos Centola irá financiar atividades como participação de estudantes em congressos internacionais, intercâmbios acadêmicos e projetos de formação científica avançada na área de cardiologia, ampliando oportunidades e impactando a carreira de novos profissionais.

Com a criação do fundo, a contribuição retorna simbolicamente à cidade natal de Marcos Centola, beneficiando jovens pesquisadores brasileiros e perpetuando os valores de criatividade, ética e inovação que marcaram sua carreira.

Quem foi Marcos Centola
Nascido em São José do Rio Preto, em 1953, Marcos Pereira Centola construiu carreira de projeção internacional na engenharia de dispositivos médicos. Formado pela Universidade Mackenzie, ingressou no setor médico no fim dos anos 1980, deixando o seu maior legado.

Na Braile, destacou-se por programas endovasculares que o levaram ao cenário global. Em 2007, passou a liderar projetos na JOTEC e, consequentemente, integrou o centro de inovação em tecnologia Medical Valley. Na JOTEC criou o sistema Squeeze to Release, hoje utilizado no mundo todo, passando a ser referência em tecnologias para aneurisma de aorta.

Criativo e incansável, somou mais de dez patentes, gerou centenas de empregos e contribuiu diretamente para salvar vidas ao redor do planeta, entre elas a MEDIRA, a QATNA e a NVT — onde lançou o dispositivo Allegra TAVR, aprovado na Europa em 2017.

A MEDIRA é empresa de tecnologias inovadoras para o tratamento de doenças das válvulas cardíacas, e desenvolve soluções que apoiam médicos no tratamento de pacientes cardíacos de forma simples, segura e rápida — missão à qual o engenheiro Marcos dedicou sua vida profissional. Já a QATNA é uma empresa inovadora de tecnologia médica especializada em soluções estruturais para o coração. Ela faz parte da Medical Valley in Hechingen, que é o centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg.

Após se aposentar e retornar ao Brasil, seguiu ativo como consultor até falecer em novembro de 2024. O Fundo Marcos Centola homenageia sua trajetória de impacto humano, científico e internacional, e agora inspira novas gerações de estudantes da Famerp.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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Vacina do Butantan contra a dengue reduz carga viral e pode conter transmissão da doença

Estudo recém-publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas mostra que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de frear a replicação do vírus quando a infecção ocorre – os chamados breakthrough cases (casos de escape vacinal). Para o paciente, dizem os autores, isso pode representar sintomas menos graves e menor risco de complicações. Do ponto de vista da saúde pública, uma baixa carga viral está associada a uma redução no risco de transmissão do vírus para os mosquitos.

“Esse dado preliminar sugere que a vacinação pode ter um efeito importante na circulação do vírus, ajudando a minimizar novos surtos da doença. Mas é algo que ainda precisamos confirmar com novos estudos”, afirma Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e autor correspondente do artigo. O estudo contou com a participação de Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan que esteve à frente dos testes clínicos da vacina.

Desenvolvida com apoio inicial da FAPESP, a Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro e deve começar a ser oferecida na rede pública de saúde em 2026 para pessoas entre 12 e 59 anos. Dados da terceira fase de testes clínicos, com mais de 16 mil voluntários de 14 Estados brasileiros, indicam que o imunizante tem 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra a dengue grave e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.

A pesquisa liderada por Nogueira e apoiada pela FAPESP foi feita com amostras de sangue de participantes do estudo clínico de fase 3. Foram analisadas 365 amostras positivas para o vírus (sorotipos 1 e 2, que estavam em circulação entre 2016 e 2021, quando ocorreu a fase 3), divididas em dois grupos: o dos vacinados e o de indivíduos que receberam placebo. O objetivo foi analisar a diversidade genética do vírus e compará-la entre vacinados e não vacinados.

Foram sequenciados os genomas virais completos de 160 amostras e, com os dados, foi montada a “árvore genealógica” do vírus (análise filogenética). “Uma das dúvidas que buscamos responder é se haveria alguma linhagem viral associada ao escape vacinal, ou seja, se a vacina estaria protegendo apenas contra algumas linhagens e deixando escapar outras. E vimos que isso não estava acontecendo. As cepas eram as mesmas nos dois grupos analisados”, conta Nogueira.

Outro objetivo foi verificar se a vacina estaria exercendo uma pressão seletiva sobre o patógeno, isto é, favorecendo o surgimento de variantes capazes de driblar os anticorpos induzidos pela vacina. Com auxílio de modelos computacionais, os pesquisadores analisaram as mutações que estavam ocorrendo dentro de cada participante. Os dados indicam que não houve diferença nas taxas de mutação entre vacinados e não vacinados.

Ao olhar a diversidade genética do vírus dentro de cada indivíduo, por meio de uma técnica conhecida como deep sequencing, os cientistas concluíram que – ao menos neste primeiro momento do ensaio clínico – o sistema imune treinado pela vacina não estava selecionando variantes raras ou perigosas dentro do organismo dos imunizados. “Este é mais um dado que mostra a segurança e a eficácia dessa vacina”, afirma Nogueira.

Contexto epidemiológico

Considerada uma região hiperendêmica para dengue, no Brasil é comum que diversas linhagens do vírus circulem simultaneamente. Em 2024, quando ocorreu a maior epidemia da história do país, com mais de 6 milhões de casos e 6 mil mortes confirmadas, os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2.

No estudo agora publicado, os autores analisaram a circulação viral durante toda a fase 3 dos testes clínicos da Butantan-DV (2016-2021). Os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2, motivo pelo qual a análise filogenética se concentrou neles. Casos de DENV-3 e DENV-4 foram raros nesses cinco anos e, segundo os autores, a eficácia da Butantan-DV contra esses sorotipos continuará sendo avaliada em estudos futuros, à medida que novos dados se tornem disponíveis.

Fonte: Karina Toledo | Agência FAPESP

O artigo Dengue virus genetic diversity in unvaccinated and vaccinated dengue-infected individuals: an observational analysis of the Butantan-DV phase 3 trial in Brazil pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X25003205?via%3Dihub.

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Famerp celebra a formatura da 5ª Turma de Psicologia

Na manhã desta sexta-feira (12), a Famerp realizou a colação de grau da 5ª Turma de Psicologia, momento de emoção e celebração que marca o fim de uma jornada de dedicação, aprendizado e crescimento humano e acadêmico. Familiares, docentes, dirigentes e convidados se reuniram para prestigiar os novos psicólogos, que agora estão preparados para atuar na promoção da saúde mental e no acolhimento de indivíduos em diferentes contextos.

A cerimônia foi conduzida pelo Prof. Me. Valdir Carlos Severino Junior e homenageou como nome de turma a Profa. Dra. Jéssica Aires da Silva Oliveira, reconhecida por sua contribuição na formação acadêmica e humana dos estudantes. O patrono da turma, Prof. Dr. Randolfo dos Santos Junior, e a paraninfa, Prof.ª Me. Thaysa Castro Molina, também foram lembrados por sua inspiração e apoio aos formandos ao longo do curso.

A mesa solene contou com a presença do diretor geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, e da Sra. Isabela Shumaher Frutuoso, Superintendente Assistencial da Funfarme, representando o Diretor Executivo, Dr. Horácio José Ramalho, além de diversos docentes e representantes da comunidade acadêmica, todos celebrando a conquista dos formandos.

Um dos momentos mais marcantes da cerimônia foi a concessão oficial do grau, realizada pelo Prof. Dr. Helencar Ignácio, que simbolizou o início da vida profissional dos novos psicólogos — profissionais preparados para escutar, compreender e apoiar pessoas em suas vulnerabilidades emocionais e sociais.

Em seu discurso, o diretor geral destacou o contexto desafiador da escolha da Psicologia como profissão:

“Vocês escolheram estudar Psicologia em um momento em que transtornos como depressão e ansiedade são reconhecidos como uma epidemia silenciosa, afetando milhões de pessoas em todo o mundo. Isso mostra coragem, empatia e compromisso. Escolher cuidar da mente humana é assumir a responsabilidade de escutar quando o mundo silencia, compreender quando a dor é invisível e oferecer apoio quando a alma sofre silenciosamente.”

A cerimônia destacou também a importância social e ética da Psicologia, reforçando que os novos profissionais saem da Famerp preparados para enfrentar os desafios de uma sociedade cada vez mais complexa, oferecendo cuidado, acolhimento e ciência no exercício de sua profissão.

A formatura da 5ª Turma de Psicologia reafirma a Famerp como uma instituição pública de excelência, referência nacional em ensino, pesquisa e assistência em saúde. Os novos psicólogos partem para suas carreiras com conhecimento sólido, sensibilidade, ética e o compromisso de contribuir para uma sociedade mais saudável e humanizada.

A Famerp parabeniza todos os formandos e deseja que esta nova etapa seja marcada por realizações, dedicação e a capacidade de transformar vidas por meio da Psicologia.

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