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FAMERP celebra 58 anos de sua aula inaugural e consolida protagonismo na formação em saúde no estado

A realização da aula inaugural em 15 de abril de 1968 marcou o início das atividades da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), que celebra 58 anos de trajetória dedicada à formação de profissionais da saúde. Instituição pública estadual vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI), a FAMERP foi fundada em 30 janeiro de 1968 e passou por estadualização em 1994. Ao longo de sua história, consolidou-se como referência nacional na formação em saúde, integrando ensino, pesquisa e extensão em um dos principais complexos hospitalares a região.

O secretário Vahan Agopyan destaca a relevância da FAMERP no cenário nacional. “A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto não é apenas uma instituição de relevância local ou estadual; é reconhecida em todo o Brasil, tanto pelos estudantes que buscam ingressar a cada ano quanto pelos órgãos de saúde e educação, que atestam a excelência do ensino oferecido e a qualidade dos profissionais por ela formados.”

No Vestibular 2026, foram registrados 14.591 inscritos, com destaque para o curso de Medicina, que alcançou 13.584 candidatos para 80 vagas, cerca de 169,8 por vaga. Já Enfermagem teve 293 inscritos para 60 vagas (4,8 por vaga), e Psicologia, 714 candidatos para 20 vagas (35,7 por vaga). Esse alcance também se reflete na Residência Médica, que em 2026 bateu recorde histórico com 4.680 candidatos para 304 vagas, reunindo participantes de todos os estados brasileiros e de 14 países.

Desde sua criação, a FAMERP iniciou a formação de médicos, ampliando sua atuação com o curso de Enfermagem em 1991 e, o mais recente, Psicologia em 2016. Até 2025, foram formadas 53 turmas de Medicina, 32 de Enfermagem e 5 de Psicologia. Ao longo dessa trajetória, a instituição já formou mais de 5 mil médicos, sendo pioneira no ensino médico em São José do Rio Preto e responsável por impulsionar a consolidação da cidade como um dos polos formadores de profissionais da saúde do Brasil.

Um dos principais diferenciais da Faculdade é a forte integração entre ensino, pesquisa e assistência dentro do Complexo Funfarme. Nesse ambiente, os estudantes têm acesso à formação prática intensiva aliada à produção científica de impacto direto na saúde pública. A instituição também teve participação decisiva no maior estudo clínico sobre dengue do Brasil, que contribuiu para a aprovação pela Anvisa da primeira vacina de dose única contra a doença, desenvolvida pelo Instituto Butantan, além de integrar estudos nacionais sobre chikungunya.

Excelência em notas
O curso de Medicina da FAMERP recebeu nota máxima (5) na primeira avaliação o Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), reforçando o padrão de excelência acadêmica. Além da graduação, a FAMERP oferece programas de pós-graduação stricto sensu, com destaque para Ciências da Saúde (nota 5 CAPES), além de Enfermagem e Psicologia e Saúde (nota 4), em expansão para o doutorado. A instituição também mantém programas de Residência Médica, Multiprofissional e Uniprofissional, consolidando-se como um dos principais centros formadores de especialistas do país. A Fundação de Apoio ao Ensino FAMERP (FAEPE) complementa essa estrutura ao gerir cursos lato sensu e apoiar projetos de pesquisa e extensão.

Para o diretor-geral da instituição, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o papel da FAMERP vai além da formação acadêmica. “Formar profissionais da saúde em Rio Preto é formar profissionais no coração de um dos maiores polos assistenciais do país. A FAMERP leva o nome da cidade para todo o Brasil e para o mundo por meio de seus egressos, da produção científica e da assistência prestada à população. Ao mesmo tempo, contribui para o desenvolvimento local ao atrair pacientes de diversas regiões pelo SUS e ao sediar congressos e eventos científicos que impulsionam o turismo em saúde e consolidam Rio Preto como referência nacional”, afirma.

Fonte: Agência SP
Acesse: https://www.inovacao.sp.gov.br/sec_tecnologia_inovacao/noticias/famerp+celebra+58+anos+de+sua+aula+inaugural

Transtorno bipolar afeta 140 milhões no mundo e pode levar até 10 anos para ser diagnosticado, alerta especialista da FAMERP

“Cerca de 140 milhões de pessoas em todo o mundo vivem com transtorno bipolar, sendo que muitas delas enfrentam anos de sofrimento até receber um diagnóstico correto.” A afirmação é do psiquiatra Gerardo Maria de Araújo Filho, coordenador do curso de Medicina da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP).

Um caso emblemático é o da cantora Rita Lee, que recebeu o diagnóstico apenas aos 64 anos. Após a descoberta, em 2012, relatou alívio ao compreender os ciclos de euforia e depressão que, por anos, haviam sido interpretados apenas como depressão.

Apesar da alta prevalência, o transtorno bipolar ainda é frequentemente mal compreendido, subdiagnosticado e confundido com outras condições psiquiátricas, especialmente a depressão. Neste contexto, o Dia Mundial do Transtorno Bipolar, celebrado em 30 de março, reforça a necessidade de ampliar o acesso à informação e combater o estigma.

Segundo o especialista da FAMERP, a banalização do termo “bipolar” no cotidiano é um dos principais entraves para o diagnóstico correto. “Existe um senso comum de chamar qualquer pessoa com mudanças de humor de bipolar. Mas essas oscilações ao longo do dia são normais e não têm relação com o transtorno bipolar”, afirma. “Essas oscilações breves ao longo do dia fazem parte do espectro normal das vivências humanas. Às vezes você está mais feliz de manhã, mais irritado à tarde. Isso não é transtorno bipolar”, explica o docente.

O transtorno bipolar é uma condição crônica caracterizada por ciclos prolongados de depressão e euforia, que podem durar semanas ou meses, e não horas, como muitos imaginam. Esse equívoco contribui diretamente para atrasos no diagnóstico. Em muitos casos, a doença pode levar de cinco a dez anos para ser identificada corretamente .

Segundo o coordenador do curso de Medicina da FAMERP, é justamente essa duração que diferencia o quadro clínico de mudanças emocionais cotidianas. “O transtorno bipolar é caracterizado por fases: períodos em que a pessoa está deprimida, períodos em que está em euforia e momentos em que pode estar completamente sem sintomas”, afirma.

De acordo com o especialista, o transtorno bipolar pode ser classificado em dois principais tipos. O tipo 1 é caracterizado por episódios de mania mais intensos, podendo incluir delírios e alucinações. Já o tipo 2 inclui episódios depressivos mais frequentes e fases de euforia mais leves (hipomania). A doença geralmente se manifesta entre os 16 e 25 anos, mas pode ocorrer em outras fases da vida.

Causas e fatores de risco
O transtorno bipolar tem origem multifatorial, com forte influência biológica e genética. Estudos indicam que entre 10% e 20% dos filhos de pessoas com o transtorno também podem desenvolvê-lo. Além disso, fatores ambientais e estresse podem atuar como gatilhos para o surgimento ou agravamento dos episódios.

Um dos principais alertas dos especialistas é evitar o autodiagnóstico. O acompanhamento profissional é essencial. “Se você ou um familiar suspeita do transtorno, é muito importante procurar ajuda profissional, seja um psiquiatra ou psicólogo”, orienta.

O docente também explica que o tratamento envolve acompanhamento psiquiátrico, uso de medicação quando indicado, psicoterapia, estilo de vida saudável (atividade física e alimentação equilibrada). “Com o tratamento adequado, é possível manter qualidade de vida e estabilidade emocional”.

Sinais durante a fase depressiva (podem durar pelo menos duas semanas)
•     Tristeza persistente
•     Perda de interesse em atividades antes prazerosas
•     Alterações no sono e apetite
•     Baixa autoestima
•     Falta de energia

Sinais durante a fase de euforia (mania ou hipomania)
•     Humor excessivamente elevado ou irritável
•     Aceleração do pensamento e fala
•     Autoestima inflada
•     Impulsividade (gastos excessivos, comportamentos de risco)
•     Diminuição da necessidade de sono

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Tuberculose mantém alta no Brasil, com 85,9 mil casos

O Brasil registrou 85.936 novos casos de tuberculose em 2024, número que mantém a doença como um dos principais desafios da saúde pública no país e reacende o alerta neste 24 de março, Dia Mundial de Combate à Tuberculose. Em relação à mortalidade, o dado mais recente aponta 6.315 mortes em 2024 (dado preliminar).

Longe de ser um problema do passado, a tuberculose segue entre as doenças infecciosas mais letais do planeta. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, 10,7 milhões de pessoas adoeceram no mundo em 2024 e cerca de 1,23 milhão morreram. Embora a incidência global tenha recuado 1,7% entre 2023 e 2024, retornando ao patamar pré-pandemia, o ritmo de queda ainda está muito abaixo das metas internacionais de eliminação da doença.

A médica infectologista e professora da FAMERP, Profa. Dra. Cássia Estofolete, explica que a tuberculose é causada pela micobactéria Mycobacterium tuberculosis, o chamado bacilo de Koch, e afeta principalmente os pulmões. “A transmissão ocorre pelo ar, quando uma pessoa doente tosse, espirra ou fala e elimina a micobactéria”, afirma. Os sintomas mais frequentes incluem tosse persistente por três semanas ou mais, febre, suor noturno, cansaço, emagrecimento e dor no peito para respirar — sinais que muitas vezes demoram a ser observados, o que contribui para o diagnóstico tardio e para a continuidade da cadeia de transmissão.

De acordo a especialista, um dos maiores desafios no enfrentamento da tuberculose ainda é ampliar a percepção de risco, lembrar que há outras formas da doença, além da respiratória e garantir que pacientes com sintomas respiratórios persistentes procurem atendimento o mais cedo possível. “A doença também tem forte relação com os determinantes sociais da saúde e atinge de forma desproporcional populações em situação de maior vulnerabilidade, como pessoas privadas de liberdade, pessoas em situação de rua, pessoas vivendo com HIV/Aids, populações indígenas e imigrantes”, diz a infectologista.

Além do impacto clínico, a tuberculose produz efeito direto sobre a renda familiar: a OMS estima que, entre 2015 e agosto de 2024, cerca de 49% das famílias afetadas pela doença enfrentaram custos catastróficos, com gastos superiores a 20% da renda anual.

Apesar do peso da doença, o Brasil aparece com indicadores relevantes de resposta. Segundo informações divulgadas com base no Relatório Global da Tuberculose 2025, 89% das pessoas que desenvolveram tuberculose no país foram diagnosticadas e notificadas oficialmente em 2024, e o Brasil lidera, entre os países de alta carga, o Índice de Cobertura de Serviços da OMS, com patamar superior a 80%. Houve ainda aumento de 39,1% no tratamento preventivo entre contatos de pessoas com tuberculose, além da ampliação do acesso ao diagnóstico molecular rápido.

Outro destaque é o financiamento doméstico das ações de enfrentamento. Em 2024, o Ministério da Saúde destinou R$ 100 milhões a estados e municípios habilitados para ações de vigilância, prevenção e controle da tuberculose, medida vista como estratégica para ampliar diagnóstico, investigação de contatos e integração do cuidado, especialmente na atenção primária.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Rio Preto: uma cidade que ensina o Brasil a cuidar

Quando pensamos em São José do Rio Preto, muitas imagens vêm à mente: uma cidade dinâmica, empreendedora, que cresce e se transforma com o trabalho de sua gente. Ao longo das últimas décadas, porém, Rio Preto passou a ser reconhecida também por algo que se tornou parte de sua identidade: a força da saúde e da formação de profissionais que ajudam a cuidar de pessoas em todo o Brasil e também fora dele.

Neste momento em que a cidade celebra seus 174 anos de história, é impossível não reconhecer como essa trajetória foi construída com visão de futuro, investimento em conhecimento e dedicação de gerações que ajudaram a transformar Rio Preto em uma referência regional e nacional.

Essa história começou a ser construída ainda na década de 1960, quando a cidade deu um passo decisivo ao criar sua primeira faculdade de medicina. Naquele momento, talvez poucos imaginassem o impacto que essa iniciativa teria para o futuro de toda a região. A partir dessa semente, Rio Preto começou a consolidar um ambiente de ensino, assistência e pesquisa que ajudaria a transformar a cidade em um importante polo de saúde.

Com o passar do tempo, hospitais foram ampliados, clínicas e centros especializados surgiram, novas tecnologias chegaram e a produção científica ganhou relevância nacional e internacional. Ao mesmo tempo, a expansão dessas estruturas também impulsionou a economia local, com a criação de empregos diretos e indiretos em diferentes áreas ligadas à saúde, à pesquisa e aos serviços.

Ao mesmo tempo, milhares de profissionais passaram a ser formados aqui, muitos deles vindos de diferentes estados do país e também de outros lugares do mundo.

Depois de concluírem sua formação, esses médicos, pesquisadores e profissionais da saúde seguiram caminhos diversos. Alguns permaneceram em Rio Preto, ajudando a fortalecer ainda mais o sistema de saúde local. Outros retornaram às suas cidades de origem, seguiram para diferentes regiões do Brasil ou construíram trajetórias profissionais também no exterior, levando consigo o conhecimento adquirido e a experiência construída ao longo de sua formação acadêmica.

É assim que, de maneira natural, o nome de São José do Rio Preto passou a circular em muitos lugares. Em hospitais, clínicas, universidades, centros de pesquisa e serviços de saúde espalhados pelo Brasil e outros países, há profissionais que tiveram parte de sua formação construída aqui.

Mais do que um reconhecimento institucional, isso representa algo maior: a capacidade de uma cidade de produzir conhecimento e dialogar com a ciência em nível global. As pesquisas desenvolvidas nesta cidade contribuem para o avanço do conhecimento em diferentes áreas da saúde e resultam em artigos publicados em revistas científicas internacionais, além de capítulos de livros e apresentações em congressos pelo mundo.

Ao celebrar os 174 anos de São José do Rio Preto, celebramos também essa vocação coletiva. Uma vocação que reúne universidades, hospitais, centros de pesquisa, profissionais dedicados e uma comunidade que sempre acreditou na educação, na ciência e na saúde como caminhos para o desenvolvimento.

Rio Preto é hoje referência em muitas áreas. Na saúde, tornou-se também um lugar que forma profissionais, produz conhecimento e ajuda a cuidar de pessoas em todos os cantos.

Essa é uma conquista que pertence à cidade e a todos que fazem parte de sua história.

Prof. Dr. Helencar Ignácio, Diretor-Geral da FAMERP

Mulheres são maioria na FAMERP e protagonizam campanha que celebra a força feminina na instituição

A força feminina está presente em todas as áreas da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP). Entre ensino, pesquisa, gestão e atividades administrativas, as mulheres representam hoje mais da metade da comunidade institucional, evidenciando o papel central que desempenham na construção da história e no futuro da instituição.

Atualmente, a FAMERP conta com 246 docentes, sendo 126 mulheres e 120 homens. Entre os 189 funcionários administrativos, 132 são mulheres e 57 homens. Há ainda 25 mulheres terceirizadas, que atuam em atividades essenciais como limpeza, vigilância e apoio operacional.

Somando todos esses grupos, a instituição reúne 346 mulheres entre docentes, funcionárias e colaboradoras terceirizadas, o que representa cerca de 75% do total de profissionais dessas áreas — um indicador expressivo da presença feminina no funcionamento cotidiano da faculdade.

Muitas dessas profissionais estão na instituição há mais de três décadas e acompanharam de perto a consolidação da FAMERP como referência em ensino, pesquisa e assistência em saúde. Para a Profa. Dra. Beatriz Barco Tavares Jontaz Irigoyen, diretora-adjunta de Extensão, a presença feminina pode ser percebida em todos os espaços da instituição. “Na FAMERP, basta abrir uma porta para encontrar a força das mulheres”, afirma. Enfermeira de formação, a Profa. Dra. Beatriz está na FAMERP há 35 anos

A Profa. Dra. Cristina Miyazaki, diretora-adjunta de Alunos, também representa uma dessas trajetórias que se confundem com a própria história da faculdade. “Eu cresci junto com esta instituição”, destaca a psicóloga, que chegou há 45 anos. Já para a Profa. Dra. Érika Cristina Pavarino, diretora-adjunta de Pesquisa, a presença feminina na ciência ainda exige superação e perseverança. “Para as mulheres, ocupar espaços na ciência e na liderança ainda é um grande desafio”, observa a bióloga, que está na instituição há 27 anos.

Café da manhã celebra integração e reconhecimento
Ao longo desta semana, a instituição tem celebrado essas trajetórias por meio da Semana da Mulher FAMERP 2026, campanha que destaca histórias inspiradoras de docentes, pesquisadoras e profissionais que ajudam a construir diariamente a excelência da instituição.

Durante a programação, vídeos com depoimentos dessas mulheres vêm sendo publicados no Instagram oficial da FAMERP (@oficialfamerp), apresentando diferentes trajetórias e áreas de atuação dentro da faculdade.

E como parte das homenagens, a FAMERP realizou na manhã desta sexta-feira (6) um café da manhã especial, reunindo docentes, colaboradoras e profissionais de diferentes setores. O encontro foi marcado por momentos de integração, celebração e reconhecimento pelo trabalho desenvolvido ao longo dos anos.

Em clima descontraído, a trilha sonora incluiu clássicos da música brasileira, entre eles “Pagu”, de Rita Lee e Zélia Duncan — uma canção que celebra a força feminina e ecoa versos que lembram que mulheres são muito mais do que os rótulos historicamente impostos a elas.

Estudantes: o futuro da liderança feminina
A campanha também destaca as estudantes da FAMERP, reforçando que a força feminina da instituição também está presente na formação das próximas gerações de profissionais da saúde. Os números do Vestibular FAMERP 2026 demonstram essa presença crescente. No curso de Medicina, foram 13.584 inscritos, sendo 9.448 mulheres e 4.136 homens. Em Enfermagem, dos 293 inscritos, 249 são mulheres e 44 homens. Já em Psicologia, dos 714 candidatos, 597 são mulheres e 117 homens.

Esses dados reforçam uma tendência observada em toda a área da saúde: a presença feminina cada vez mais expressiva na formação acadêmica e profissional.

A mesma realidade pode ser percebida também nos programas de residência médica, residência multiprofissional, residência uniprofissional e aperfeiçoamento, além dos cursos de mestrado e doutorado, que recebem um número crescente de pesquisadoras e profissionais em formação.


Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

A FAMERP estará em recesso até 2 de janeiro de 2026; Retornamos dia 5 de janeiro

Este é um momento de pausa necessária para refletir, reorganizar e reconhecer tudo o que foi construído ao longo de 2025 — um ano marcado por aprendizado, avanços científicos e compromisso com a formação de excelência em saúde, nas áreas de Medicina, Enfermagem e Psicologia.

Agradecemos a cada estudante, docente, servidor, pesquisador, parceiro institucional e à sociedade por caminhar conosco, fortalecendo diariamente a missão da educação pública, da ciência e do cuidado humano.

Seguimos confiantes no que está por vir.
Nos vemos em breve.

Natal: compromissos que atravessam o tempo

O Natal é um período de reflexão sobre valores coletivos, responsabilidade social e cuidado com a vida. Para a FAMERP, essa data reafirma compromissos construídos ao longo de sua trajetória por meio da educação pública, da ciência e da formação em saúde orientada ao interesse da sociedade.

Como instituição pública de ensino superior, a FAMERP mantém sua atuação voltada à excelência acadêmica, à produção científica e à formação de profissionais preparados para responder às demandas do presente e contribuir para o futuro da saúde pública.

Neste período, a Faculdade reconhece o papel de sua comunidade acadêmica na consolidação de uma instituição que fortalece o Sistema Único de Saúde (SUS), promove o conhecimento e gera impacto social.

Médicos da Famerp e Funfarme são homenageados pelo Rotary Club de São José do Rio Preto Alvorada

O Rotary Club de São José do Rio Preto Alvorada homenageou os médicos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e da Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme) durante evento realizado no Centro de Convenções da Famerp, nesta sexta-feira (17), em celebração ao Dia do Médico. A iniciativa teve como objetivo reconhecer o trabalho e a contribuição desses profissionais para a saúde pública e a formação médica de excelência.

Foram homenageados o Prof. Dr. Helencar Ignácio, diretor geral da Famerp; Dr. Alceu José Fornari Gomes Chueire (Dr. Alceuzinho), Dr. Márcio Gomes Figueiredo; Dra. Marcela Adryanne Brandão; e o ortopedista Dr. Ricardo Innecco de Castro, ex-aluno da instituição, idealizador do projeto Pezinhos Tortos Congênitos. Também houve um reconhecimento especial ao Prof. Dr. José Paulo Cipullo, que, aos 90 anos e com mais de seis décadas de atuação, permanece em atividade médica e acadêmica.

Devido ao projeto Pezinhos Tortos Congênitos, em setembro deste ano o Rotary entregou 80 órteses ortopédicas ao Hospital de Base (HB) de Rio Preto (que é o hospital-escola da Famerp), destinadas ao tratamento gratuito de crianças com pé torto congênito. A doação foi viabilizada por meio do projeto do Dr. Ricardo Innecco, em parceria com o Rotary Club de São Carlos-Norte, o Rotary International da Alemanha e o apoio do próprio Rotary Alvorada. As órteses são fundamentais na fase final do tratamento pelo método Ponseti, garantindo a correção definitiva da deformidade.

O projeto tem impacto direto no Ambulatório de Especialidades da Funfarme, que atende casos de pé torto congênito em diferentes estágios, oferecendo acompanhamento completo pelo SUS. Com a doação, a instituição passa a garantir também a etapa da órtese, que anteriormente dependia da aquisição por parte das famílias — muitas vezes com dificuldades financeiras ou acesso restrito ao produto. A iniciativa une a atuação dos médicos homenageados com a transformação real da vida de pacientes e seus familiares.

Com nota máxima (5) no último Enade, a Famerp, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo (SCTI), reafirma seu compromisso com a formação de excelência e a saúde pública humanizada. A instituição agradece ao Rotary Club de São José do Rio Preto Alvorada pelo reconhecimento aos seus profissionais e pelo apoio contínuo a projetos que fortalecem o SUS e ampliam o acesso à saúde de qualidade.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Dia dos Professores na Famerp

Nesta manhã especial, celebramos aqueles que são a base do nosso ensino: nossos professores. Realizamos um café da manhã em homenagem aos docentes dos cursos de graduação em Medicina, Enfermagem e Psicologia, além dos cursos de Residência Médica, Residência Multiprofissional e Especializações Lato Sensu.

Mais do que formar profissionais de excelência, nossos mestres impactam diretamente a vida da comunidade, contribuindo para uma sociedade mais humana, ética e preparada.

A Famerp — instituição pública, gratuita e vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo — tem orgulho de contar com um corpo docente altamente qualificado e comprometido com o ensino, a pesquisa e a extensão.

A todos os nossos professores e professoras, o nosso MUITO OBRIGADO. Hoje e sempre, vocês são inspiração!

DIA DOS PROFESSORES: Docentes da Famerp ampliam os limites da sala de aula e levam conhecimento à comunidade

Mais do que transmitir seus conhecimentos, os professores da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) formam profissionais da saúde, desenvolvem pesquisas de alto impacto, orientam novos mestres e doutores e, principalmente, estão diretamente envolvidos em ações que beneficiam a população, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS) e de projetos de extensão universitária.

Neste 15 de outubro, quando se celebra o Dia dos Professores, esse papel multifacetado ganha ainda mais visibilidade, especialmente em instituições públicas como a Famerp, referência nacional em ensino gratuito, pesquisa científica e compromisso social. “A docência na Famerp não se limita ao conteúdo técnico. Nossos professores são agentes ativos na construção de uma sociedade mais saudável e mais justa, levando conhecimento para além do meio acadêmico”, afirma o diretor geral da instituição, Prof. Dr. Helencar Ignácio.

Por meio dos programas de mestrado e doutorado, os docentes formam novos pesquisadores e professores, multiplicando o conhecimento científico e ampliando o alcance da formação superior de qualidade. Muitos desses trabalhos são aplicados em ações de saúde voltadas para a comunidade, integrando ciência e responsabilidade social. “A pesquisa aqui é feita com propósito. Temos ciência de que ela precisa chegar até as pessoas, seja em forma de atendimento, de política pública ou de inovação”, destaca o diretor.

Os atendimentos realizados por meio de parcerias com o SUS e os projetos de extensão nas áreas médica, psicológica e social impactam diretamente a população de Rio Preto e região. A atuação dos professores está presente nos hospitais do complexo Funfarme: Hospital de Base (HB), Hospital da Criança e Maternidade (HCM), Instituto do Câncer (ICA), Ambulatório Geral de Especialidades, Hemocentro de Rio Preto e Lucy Montoro de Rio Preto. Além do hospital-escola, a Famerp também está presente nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), com ações que envolvem desde prevenção de doenças até cuidados de alta complexidade.

Essa dedicação também se reflete no reconhecimento internacional. Em 2024, dois professores da Famerp foram incluídos no ranking da Universidade de Stanford (EUA), que lista os cientistas mais influentes do mundo, destacando o papel da instituição como centro de excelência em produção científica.

O impacto da Famerp ultrapassa fronteiras. A faculdade recebe alunos de diferentes estados e também do exterior — como o intercambista da Palestina que atualmente participa de um dos cursos da instituição — o que evidencia seu alcance global e a força de sua proposta acadêmica.

Como instituição estadual pública e gratuita, vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, a Famerp reforça seu papel estratégico na formação de profissionais da saúde e na promoção de políticas de valorização docente. “Valorizamos nossos professores porque sabemos que são eles os pilares do ensino, da pesquisa e da extensão. Investir neles é investir no futuro da saúde e da ciência no Brasil”, conclui o Prof. Dr. Helencar Ignácio.

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