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CAIC e Encontro da Pós-Graduação da FAMERP serão realizados nos dias 20 e 21 de outubro

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) já definiu a data de um dos principais eventos do seu calendário acadêmico. O XXIII Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) e o III Encontro da Pós-Graduação acontecerão nos dias 20 e 21 de outubro, no Centro de Convenções da instituição.

Reconhecidos como importantes espaços de divulgação e valorização da produção científica, os eventos reúnem pesquisadores, docentes, alunos e profissionais da área da saúde para compartilhar conhecimentos, apresentar resultados de pesquisas e fortalecer a integração entre ensino, pesquisa e prática clínica.

Além de incentivar a produção científica, o CAIC e o Encontro da Pós-Graduação contribuem para o desenvolvimento acadêmico dos participantes, promovendo o intercâmbio de experiências e estimulando a formação de novos pesquisadores.

A FAMERP convida toda a comunidade acadêmica a reservar a data e iniciar os preparativos para a apresentação de trabalhos científicos. Em breve serão divulgadas as informações sobre as inscrições para submissão de trabalhos e a programação completa do evento.

Serviço
XXIII Congresso Anual de Iniciação Científica (CAIC) e III Encontro da Pós-Graduação da FAMERP
📅 20 e 21 de outubro
📍 Centro de Convenções da FAMERP

Internacionalização do ensino superior é tema de conferência nos 30 anos da Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP

Como parte das atividades comemorativas dos 30 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) recebeu, no Auditório Fleury, o professor Dr. Marcelo Távora Mira, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR), para a conferência “Internacionalização do Ensino Superior: da Graduação à Pós-Graduação”. O encontro aconteceu no dia 18 de junho e reuniu docentes, pesquisadores, estudantes e profissionais da área da saúde para discutir os desafios e as oportunidades da inserção internacional das instituições de ensino superior.

Professor titular da PUC-PR e diretor de Internacionalização da universidade desde 2014, Dr. Marcelo Mira apresentou a trajetória da instituição paranaense na construção de uma estratégia voltada à ampliação de parcerias acadêmicas, redes de pesquisa e programas de cooperação internacional. Durante a conferência, o docente compartilhou experiências relacionadas à formação de ambientes acadêmicos conectados às demandas globais da ciência e da educação superior.

Ao abordar o tema, o pesquisador destacou que a internacionalização envolve diferentes dimensões da vida universitária, incluindo a mobilidade acadêmica, o desenvolvimento de pesquisas colaborativas, a atração de talentos, a produção científica em rede e a aproximação entre instituições de diferentes países.

A discussão integra uma agenda cada vez mais presente nas universidades e programas de pós-graduação. Em um cenário marcado pela circulação global do conhecimento, a construção de conexões internacionais tem sido considerada um dos fatores que contribuem para ampliar o impacto científico das pesquisas, fortalecer a formação de recursos humanos e expandir oportunidades para docentes e estudantes.

Para a FAMERP, o debate também dialoga com perspectivas de desenvolvimento institucional e acadêmico, especialmente no contexto da pós-graduação, área em que a cooperação internacional tem papel relevante na consolidação de parcerias, no intercâmbio de experiências e no fortalecimento da produção científica.

A conferência fez parte da programação especial em celebração aos 30 anos do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, que ao longo de sua trajetória tem contribuído para a formação de pesquisadores e para o avanço do conhecimento na área da saúde.

Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Pesquisadoras da FAMERP participaram do Congresso Argentino de Virologia com estudos sobre arbovírus e vigilância entomológica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) foi representada no XIV Congreso Argentino de Virología, realizado na semana passada, pela Profa. Dra. Cecília Artico Banho, docente da Pós-Graduação da instituição, e por alunas dos programas de mestrado e doutorado.

A Profa. Dra. Cecília Artico Banho participou como palestrante, apresentando o trabalho “Tracking chikungunya virus in mosquitoes: entomological surveillance and genomic insights into transmission and virus–vector interactions in Brazil”. A apresentação abordou a vigilância do vírus chikungunya em mosquitos, com foco em dados entomológicos, análises genômicas e na compreensão das interações entre vírus e vetor no contexto brasileiro.

Além da palestra, três alunas da FAMERP apresentaram trabalhos em formato de pôster. A doutoranda Olivia Borghi Nascimento apresentou o estudo “Entomological surveillance of chikungunya virus in Southeastern Brazil”, voltado à vigilância entomológica do vírus chikungunya na região Sudeste do Brasil.

A mestranda Maria Vitória Moraes Ferreira apresentou o trabalho “From co-circulation to predominance: competitive dynamics between DENV-2 and DENV-3 in mosquito-derived isolates”, que discutiu a dinâmica competitiva entre os sorotipos DENV-2 e DENV-3 em isolados obtidos de mosquitos.

Também em formato de pôster, a mestranda Ana Paula Lemos apresentou o estudo “Surveillance of Arboviruses and Insect-Specific Viruses in Mosquitoes from Sylvatic and Urban Areas of São José do Rio Preto, SP, Brazil”, sobre a vigilância de arbovírus e vírus específicos de insetos em mosquitos coletados em áreas silvestres e urbanas de São José do Rio Preto.

A mestranda Beatriz Cunha de Souza, ingressante no programa neste ano, também participou do congresso como ouvinte, acompanhando as discussões científicas e atividades do evento.

A participação das alunas contou com ajuda de custos concedida pelo próprio congresso, um apoio financeiro competitivo que reforça a qualidade e a relevância dos trabalhos selecionados. A participação da equipe também foi viabilizada com recursos do PROAP/CAPES e da FAPESP, fundamentais para ampliar a formação científica, estimular a internacionalização e fortalecer a presença de jovens pesquisadoras em espaços de alto nível acadêmico.

A presença da FAMERP em fóruns científicos internacionais como o Congresso Argentino de Virologia é estratégica para ampliar a visibilidade da produção científica desenvolvida na instituição, promover intercâmbio com grupos de pesquisa de outros países e consolidar colaborações em áreas prioritárias para a saúde pública. A participação da equipe evidenciou a atuação da FAMERP em pesquisas sobre arboviroses, vigilância entomológica, genômica viral e interações vírus-vetor, temas essenciais para o monitoramento, prevenção e enfrentamento de doenças transmitidas por mosquitos no Brasil.

Fotos: Divulgação

FAMERP celebra 30 anos da Pós-Graduação em Ciências da Saúde

Há três décadas, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) investe em uma missão estratégica para o desenvolvimento da saúde brasileira: formar pesquisadores, produzir ciência e transformar conhecimento em impacto para a sociedade.

Em 2026, o Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde completa 30 anos consolidado como uma das principais frentes de formação acadêmica da instituição e referência nacional na formação de mestres e doutores. Ao longo dessa trajetória, já foram 1.054 profissionais titulados até dezembro de 2025 — 633 mestres e 421 doutores — hoje atuando em diferentes regiões do país, fortalecendo a assistência, a pesquisa científica e a produção de conhecimento em saúde.

O programa também chega aos 30 anos mantendo um importante reconhecimento acadêmico: a Nota 5 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), indicador que atesta excelência na formação, produção científica, impacto das pesquisas e qualidade acadêmica.

Mais do que formar profissionais, a pós-graduação da FAMERP se consolidou como ambiente de desenvolvimento científico capaz de conectar ensino, inovação e soluções para desafios reais da saúde pública brasileira.

Hoje, o ecossistema de pós-graduação stricto sensu da instituição também reúne os programas de Enfermagem, com Nota 4 CAPES, e Psicologia e Saúde, que avançou e alcançou Nota 4 CAPES, ampliando a atuação da FAMERP na formação de pesquisadores e produção científica em áreas estratégicas da saúde.

A proposta institucional é fortalecer uma jornada acadêmica contínua, criando oportunidades para que estudantes avancem da graduação ao mestrado, doutorado e desenvolvimento científico de alto nível, ampliando o impacto da universidade pública na sociedade.

Genômica, inovação e futuro da saúde
As comemorações pelos 30 anos aconteceram na última quinta-feira (21), com a realização do IIIumina Day FAMERP, encontro voltado à discussão sobre genômica, medicina de precisão e inovação tecnológica aplicada à saúde.

Participaram da abertura o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio, e o coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Prof. Dr. José Fernando Vilela Martin.

Entre os destaques do evento esteve a palestra do Dr. Heitor Bastos, da Illumina, sobre “Desvendando a complexidade do câncer com soluções multiômicas da Illumina”, apresentando tecnologias e equipamentos voltados à identificação genômica e aos avanços que vêm ampliando as possibilidades da medicina de precisão.

Na sequência, o Prof. Dr. José Krieger, do Instituto do Coração (InCor), abordou as aplicações genômicas na prevenção e diagnóstico de doenças cardiovasculares e destacou a importância de iniciativas voltadas à construção de um genoma brasileiro, considerando a alta miscigenação e diversidade genética da população nacional como fator estratégico para o avanço da ciência e da medicina no país.

 Fotos: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

FAMERP desenvolve projeto para tornar mais clara a linguagem sobre Direito e Saúde Pública

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) está desenvolvendo uma plataforma para tornar mais acessível à população a compreensão de leis e termos técnicos relacionados à Saúde Pública. O projeto de pesquisa, intitulado “Terminologia do Direito e da Saúde Pública (TermoDiSP): estudo diacrônico em prol da acessibilidade terminológica”, conta com financiamento do Programa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A pesquisa, de caráter interdisciplinar, estuda como termos das áreas do Direito e da Saúde Pública vêm sendo usados e transformados ao longo do tempo, com foco em temas essenciais como conduta ética médica, vacinação e controle de epidemias. A proposta é traduzir esse vocabulário técnico para uma linguagem mais simples, facilitando o acesso da população à informação de qualidade.

Coordenado pela Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, o projeto está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP e conta com a parceria do Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da instituição e Diretor Científico do Centro Integrado de Pesquisas do complexo FAMERP/FUNFARME, além da Profa. Dra. Pascaline Dury, Diretora do Centro de Pesquisa em Linguística Aplicada (CeRLA) da Université Lumière Lyon 2, na França.

De acordo com o Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, o projeto prevê a criação de uma plataforma online, gratuita e de fácil acesso, na qual os termos serão explicados de forma clara e objetiva. Também inclui a produção de materiais educativos para profissionais de saúde em formação, incentivando o uso de uma comunicação mais simples, assertiva e acessível no contato com a população.

“Ao aproximar o conhecimento científico das pessoas, o TermoDiSP contribui para o enfrentamento da desinformação e do negacionismo científico, além de favorecer decisões mais conscientes sobre saúde por parte da sociedade”, explica o especialista.

Para a coordenadora do projeto, Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, a iniciativa busca aproximar o conhecimento jurídico e científico da população. “A plataforma é voltada ao público em geral e representa um primeiro passo na construção de uma fonte confiável, gratuita e acessível de informações jurídicas brasileiras relacionadas à Saúde Pública”, explica.

Segundo a pesquisadora, o projeto também terá impacto direto na formação dos estudantes da instituição. “Além da plataforma, vamos desenvolver materiais didáticos voltados a profissionais da Saúde em formação, com o objetivo de trabalhar boas práticas de comunicação e técnicas de simplificação da linguagem. Esse resultado contribuirá para que futuros profissionais da área estejam melhor preparados para dialogar com a população”, afirma.

A Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto destaca ainda o caráter inovador da proposta. “O TermoDiSP é um projeto inédito no Brasil. Ao sediar essa iniciativa, a FAMERP se destaca mais uma vez no cenário nacional, pois viabiliza institucionalmente a sua execução juntamente com a criação de uma nova linha de pesquisa especificamente voltada à Terminologia e à comunicação em Saúde”, conclui.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Referência nacional, Prof. Dr. Eduardo Kokubun traz à FAMERP debate sobre inteligência artificial e o futuro da medicina

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) promove nesta terça-feira (07 de abril) a Aula Magna da Pós-Graduação, marco de abertura das atividades acadêmicas dos programas stricto sensu da instituição.

A conferência será ministrada pelo Prof. Dr. Eduardo Kokubun, pesquisador de referência nacional, cuja trajetória acadêmica está associada à produção científica na área da saúde e à reflexão sobre práticas e políticas voltadas à qualidade de vida.

Com o tema “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”, a Aula Magna propõe uma abordagem qualificada sobre a crescente presença da inteligência artificial na medicina e seus desdobramentos no ensino, na pesquisa e na prática clínica.

Ao reunir comunidade acadêmica, docentes, pesquisadores e estudantes, o encontro se insere no compromisso institucional da FAMERP com a formação crítica e contemporânea de profissionais da saúde. Em pauta, estarão não apenas os avanços tecnológicos, mas também as dimensões éticas, científicas e humanas que acompanham esse processo de transformação.

A programação terá início às 10h00, com a apresentação dos Programas de Pós-Graduação, seguida, às 10h30, pela Aula Magna.

Professor titular da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Rio Claro, Dr. Kokubun desenvolve pesquisas relacionadas à atividade física e seus impactos na saúde, com ênfase na elaboração de protocolos de intervenção no setor público, além de atuação em comissões institucionais e científicas.

Serviço
Aula Magna da Pós-Graduação da FAMERP
Data: 07 de abril de 2026
Horário: 10h00 – Apresentação dos Programas | 10h30 – Aula Magna
Tema: “IAgora, Doutor? Neurônios VS Chips ou Neurônios & Chips”
Palestrante: Prof. Dr. Eduardo Kokubun

Famerp consolida pós-graduação em saúde na Avaliação da CAPES

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) obteve desempenho positivo na Avaliação Quadrienal da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), referente ao ciclo 2021–2024, consolidando a qualidade de seus programas de pós-graduação stricto sensu e avançando em áreas estratégicas da formação em saúde.

De acordo com os resultados divulgados, o programa de Ciências da Saúde manteve a nota 5, reforçando a consistência acadêmica, a continuidade das linhas de pesquisa e a solidez da produção científica desenvolvida na instituição. O programa de Enfermagem manteve a nota 4, evidenciando estabilidade, maturidade acadêmica e qualidade na formação de mestres e doutores.

O principal destaque da avaliação ficou com o programa de Psicologia e Saúde, que avançou da nota 3 para a nota 4. A elevação reflete o fortalecimento do corpo docente, o aumento da produção científica qualificada, a ampliação de parcerias institucionais e a consolidação das linhas de pesquisa nos últimos anos. Com o novo patamar, o programa passa a ocupar posição mais competitiva no Sistema Nacional de Pós-Graduação.

Para a Famerp, os resultados confirmam uma trajetória consistente na qualificação da pesquisa e na formação de profissionais altamente especializados para o setor da saúde. Segundo o diretor adjunto de Pós-Graduação da instituição, Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, os dados divulgados pela Capes “confirmam o compromisso contínuo da Famerp com a qualidade acadêmica, o fortalecimento da pesquisa e a formação de profissionais e pesquisadores altamente qualificados”.

A avaliação também evidencia o trabalho integrado de docentes, discentes e equipes técnico-administrativas, responsáveis por sustentar a produção científica e ampliar o impacto social das pesquisas desenvolvidas na instituição, especialmente em áreas diretamente relacionadas às demandas do sistema de saúde brasileiro.

Mais do que um indicador numérico, o desempenho na Avaliação Quadrienal reforça o papel da Famerp como instituição pública de ensino superior voltada à formação de pesquisadores e profissionais da saúde, com produção de conhecimento alinhada às necessidades da sociedade e às políticas públicas do setor.

O Sistema de Avaliação da Capes é estruturado em ciclos de quatro anos e acompanha o desempenho dos cursos de mestrado e doutorado, acadêmicos e profissionais, desde a entrada até a permanência dos programas no sistema. A análise considera critérios previamente estabelecidos e abrange cerca de 50 áreas do conhecimento. As instituições de ensino superior encaminham informações anuais por meio do sistema de Coleta de Dados, que subsidiam os relatórios elaborados por comissões de especialistas. Ao final do processo, os programas recebem notas de 1 a 7, que servem de base para a recomendação, renovação do reconhecimento e definição de políticas de fomento.

No ciclo 2021–2024, a avaliação foi marcada por maior competitividade e exigência, contexto no qual a Famerp conseguiu manter e ampliar seu desempenho, consolidando seus programas e avançando na pós-graduação em saúde.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Famerp recebe doação internacional para Fundo em apoio à pesquisa cardiológica

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) oficializou nesta quarta-feira (17) a criação do Fundo Marcos Centola, destinado a apoiar a formação científica de estudantes de graduação e pós-graduação na área de cardiologia. O fundo foi viabilizado por uma doação internacional de US$ 11 mil, realizada em homenagem ao engenheiro rio-pretense Marcos Centola, morto em novembro de 2024, aos 71 anos de idade.

Nascido em São José do Rio Preto, Marcos Centola tornou-se um profissional de destaque internacional na engenharia de dispositivos médicos, contribuindo para tecnologias que hoje salvam vidas em todo o mundo. Atuou em centros de inovação nos Estados Unidos e Alemanha, onde consolidou sua trajetória como referência global.

“Na Europa é muito comum a arrecadação de doações para uma causa em homenagem à morte de uma pessoa querida. Com a morte do engenheiro Marcos Centola, seus amigos criam um fundo destinado à formação científica. Eles escolheram investir esse recurso na Famerp porque é um instituição pública, de excelência, localizada na cidade natal do Marcos Centola”, explica o diretor-geral da FAMERP, Prof. Dr. Helencar Ignácio.

Segundo diretor, a doação representa um gesto de amizade, respeito e reconhecimento profissional, vindo de colegas e parceiros que trabalharam diretamente com o rio-pretense.

A iniciativa foi encabeçada por Thomas Bogenschüetz, presidente da Medical Valley in Hechingen, que é um centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg, na Alemanha. Essa rede ativa conta com mais de 70 empresas de tecnologia médica – entre elas a MEDIRA e a QATNA –, além de fornecedores e prestadores de serviços.

“Embora a Medical Valley seja sediada na Alemanha, os amigos escolheram uma faculdade pública brasileira para realizar a homenagem por causa da origem e do legado do Marcos Centola. Sua trajetória internacional era motivo de orgulho para colegas alemães, que viam em sua história um exemplo de excelência científica e impacto humano”, afirmou Thomas Bogenschüetz, cofundador e CEO da MEDIRA. “A criação do Fundo Marcos Centola destaca o reconhecimento internacional à trajetória profissional do nosso amigo, que foi referência global em dispositivos médicos cardiovasculares”, explica.

Durante a cerimônia, Thomas Bogenschüetz e representantes da família Centola entregaram o cheque simbólico, no valor de US$ 11 mil, ao diretor geral da Famerp. Além da viúva, Ana Maria Centola, filhos e irmãos do homenageado, também estavam presentes dirigentes e docentes da Famerp, da FAEPE (Fundação de Apoio ao Ensino Famerp), FUNFARME (Fundação Faculdade Regional de Medicina de Rio Preto), CIP (Centro Integrado de Pesquisa) do Hospital de Base, além de cardiologistas e pesquisadores das instituições.

Fundo Marcos Centola
O Fundo Marcos Centola irá financiar atividades como participação de estudantes em congressos internacionais, intercâmbios acadêmicos e projetos de formação científica avançada na área de cardiologia, ampliando oportunidades e impactando a carreira de novos profissionais.

Com a criação do fundo, a contribuição retorna simbolicamente à cidade natal de Marcos Centola, beneficiando jovens pesquisadores brasileiros e perpetuando os valores de criatividade, ética e inovação que marcaram sua carreira.

Quem foi Marcos Centola
Nascido em São José do Rio Preto, em 1953, Marcos Pereira Centola construiu carreira de projeção internacional na engenharia de dispositivos médicos. Formado pela Universidade Mackenzie, ingressou no setor médico no fim dos anos 1980, deixando o seu maior legado.

Na Braile, destacou-se por programas endovasculares que o levaram ao cenário global. Em 2007, passou a liderar projetos na JOTEC e, consequentemente, integrou o centro de inovação em tecnologia Medical Valley. Na JOTEC criou o sistema Squeeze to Release, hoje utilizado no mundo todo, passando a ser referência em tecnologias para aneurisma de aorta.

Criativo e incansável, somou mais de dez patentes, gerou centenas de empregos e contribuiu diretamente para salvar vidas ao redor do planeta, entre elas a MEDIRA, a QATNA e a NVT — onde lançou o dispositivo Allegra TAVR, aprovado na Europa em 2017.

A MEDIRA é empresa de tecnologias inovadoras para o tratamento de doenças das válvulas cardíacas, e desenvolve soluções que apoiam médicos no tratamento de pacientes cardíacos de forma simples, segura e rápida — missão à qual o engenheiro Marcos dedicou sua vida profissional. Já a QATNA é uma empresa inovadora de tecnologia médica especializada em soluções estruturais para o coração. Ela faz parte da Medical Valley in Hechingen, que é o centro de inovação em tecnologia médica em Baden-Württemberg.

Após se aposentar e retornar ao Brasil, seguiu ativo como consultor até falecer em novembro de 2024. O Fundo Marcos Centola homenageia sua trajetória de impacto humano, científico e internacional, e agora inspira novas gerações de estudantes da Famerp.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Vacina do Butantan contra a dengue reduz carga viral e pode conter transmissão da doença

Estudo recém-publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas mostra que a vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan é capaz de frear a replicação do vírus quando a infecção ocorre – os chamados breakthrough cases (casos de escape vacinal). Para o paciente, dizem os autores, isso pode representar sintomas menos graves e menor risco de complicações. Do ponto de vista da saúde pública, uma baixa carga viral está associada a uma redução no risco de transmissão do vírus para os mosquitos.

“Esse dado preliminar sugere que a vacinação pode ter um efeito importante na circulação do vírus, ajudando a minimizar novos surtos da doença. Mas é algo que ainda precisamos confirmar com novos estudos”, afirma Maurício Lacerda Nogueira, professor da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) e autor correspondente do artigo. O estudo contou com a participação de Esper Kallás, diretor do Instituto Butantan que esteve à frente dos testes clínicos da vacina.

Desenvolvida com apoio inicial da FAPESP, a Butantan-DV foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no fim de novembro e deve começar a ser oferecida na rede pública de saúde em 2026 para pessoas entre 12 e 59 anos. Dados da terceira fase de testes clínicos, com mais de 16 mil voluntários de 14 Estados brasileiros, indicam que o imunizante tem 74,7% de eficácia geral, 91,6% de eficácia contra a dengue grave e 100% de eficácia contra hospitalizações por dengue.

A pesquisa liderada por Nogueira e apoiada pela FAPESP foi feita com amostras de sangue de participantes do estudo clínico de fase 3. Foram analisadas 365 amostras positivas para o vírus (sorotipos 1 e 2, que estavam em circulação entre 2016 e 2021, quando ocorreu a fase 3), divididas em dois grupos: o dos vacinados e o de indivíduos que receberam placebo. O objetivo foi analisar a diversidade genética do vírus e compará-la entre vacinados e não vacinados.

Foram sequenciados os genomas virais completos de 160 amostras e, com os dados, foi montada a “árvore genealógica” do vírus (análise filogenética). “Uma das dúvidas que buscamos responder é se haveria alguma linhagem viral associada ao escape vacinal, ou seja, se a vacina estaria protegendo apenas contra algumas linhagens e deixando escapar outras. E vimos que isso não estava acontecendo. As cepas eram as mesmas nos dois grupos analisados”, conta Nogueira.

Outro objetivo foi verificar se a vacina estaria exercendo uma pressão seletiva sobre o patógeno, isto é, favorecendo o surgimento de variantes capazes de driblar os anticorpos induzidos pela vacina. Com auxílio de modelos computacionais, os pesquisadores analisaram as mutações que estavam ocorrendo dentro de cada participante. Os dados indicam que não houve diferença nas taxas de mutação entre vacinados e não vacinados.

Ao olhar a diversidade genética do vírus dentro de cada indivíduo, por meio de uma técnica conhecida como deep sequencing, os cientistas concluíram que – ao menos neste primeiro momento do ensaio clínico – o sistema imune treinado pela vacina não estava selecionando variantes raras ou perigosas dentro do organismo dos imunizados. “Este é mais um dado que mostra a segurança e a eficácia dessa vacina”, afirma Nogueira.

Contexto epidemiológico

Considerada uma região hiperendêmica para dengue, no Brasil é comum que diversas linhagens do vírus circulem simultaneamente. Em 2024, quando ocorreu a maior epidemia da história do país, com mais de 6 milhões de casos e 6 mil mortes confirmadas, os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2.

No estudo agora publicado, os autores analisaram a circulação viral durante toda a fase 3 dos testes clínicos da Butantan-DV (2016-2021). Os sorotipos predominantes foram o DENV-1 e o DENV-2, motivo pelo qual a análise filogenética se concentrou neles. Casos de DENV-3 e DENV-4 foram raros nesses cinco anos e, segundo os autores, a eficácia da Butantan-DV contra esses sorotipos continuará sendo avaliada em estudos futuros, à medida que novos dados se tornem disponíveis.

Fonte: Karina Toledo | Agência FAPESP

O artigo Dengue virus genetic diversity in unvaccinated and vaccinated dengue-infected individuals: an observational analysis of the Butantan-DV phase 3 trial in Brazil pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2667193X25003205?via%3Dihub.

Cientista da Famerp recebe reconhecimento internacional e figura entre os cientistas brasileiros mais influentes

O virologista Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira, docente e diretor adjunto de Pós-Graduação da Famerp, está na lista dos 107 cientistas brasileiros que mais influenciam decisões no mundo, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira (6 de novembro), pela Agência Bori em parceria com a plataforma Overton. Além disso, ele também foi homenageado pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH) com o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções em medicina tropical e saúde global.

O professor aparece na 63ª colocação do ranking do relatório realizado em parceria entre a Agência Bori e a Overton, plataforma internacional que rastreia como evidências científicas são usadas em políticas públicas ao redor do mundo. A análise identificou 107 pesquisadores brasileiros com pelo menos 150 citações em documentos estratégicos, relatórios técnicos e pareceres utilizados por governos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil entre 2019 e novembro de 2025.

O trabalho reconhece os pesquisadores nacionais cujas descobertas têm embasado decisões estratégicas de governos, organismos internacionais e organizações da sociedade civil. O virologista está na lista que inclui 22 pesquisadores da área de doenças infecciosas e vacinas, que tiveram papel decisivo em políticas de resposta a surtos de zika, dengue e Covid-19 e em decisões relacionadas ao Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Reconhecido por sua trajetória em pesquisas sobre viroses e imunizações, o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira tem papel central no enfrentamento de epidemias no Brasil e no mundo. Ele foi responsável por estudos nas pandemias de Zika e Covid-19, de novas técnicas diagnósticas e contribuíram para o desenvolvimento da vacina contra a dengue, produzida pelo Instituto Butantan.

Essas pesquisas ajudaram a orientar políticas de saúde pública e estratégias de vigilância epidemiológica, influenciando decisões de órgãos como o Ministério da Saúde, agências regulatórias e instituições multilaterais.

“Fazer parte desse levantamento é um reconhecimento coletivo: da Famerp, de nossos alunos, colegas e grupos de pesquisa com os quais colaboramos. A ciência só tem sentido quando ultrapassa os muros da universidade e contribui para melhorar a vida das pessoas”, afirma o Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira. “Ver nossas pesquisas servindo de base para políticas públicas mostra que o conhecimento pode transformar realidades. Esse é o papel da ciência e o compromisso da Famerp com a sociedade”, destaca.

Em setembro deste ano, o pesquisador também foi listado em levantamento da Universidade de Stanford (EUA) entre os cientistas mais influentes do mundo, reforçando o impacto internacional de sua produção científica e a relevância de sua atuação no campo da virologia.

Para o diretor-geral da Famerp, Prof. Dr. Helencar Ignácio, o reconhecimento de Nogueira reflete o papel estratégico da instituição na formação e produção científica do país.

“A pesquisa científica tem um papel essencial na transformação da sociedade. É com base em evidências produzidas por nossos pesquisadores que políticas públicas ganham consistência e legitimidade. Na Famerp, esse compromisso é permanente: formar profissionais éticos e promover a ciência que contribui diretamente para o bem-estar da população”, afirma.

“As conquistas do Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira reafirmam o compromisso da Famerp, instituição pública vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (SCTI) do Estado de São Paulo, com a formação de médicos e pesquisadores preparados para transformar conhecimento em impacto social”, complementa o diretor-geral.

Virologista é homenageado pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene
O Prof. Dr. Maurício Lacerda Nogueira também será reconhecido este ano pela American Society of Tropical Medicine and Hygiene (ASTMH) com o título de Distinguished International Fellow, uma das mais altas distinções internacionais na área de medicina tropical e saúde global.

O prêmio homenageia profissionais não norte-americanos “que tenham feito contribuições eminentes e duradouras ao campo, impactando de forma significativa a compreensão de doenças tropicais e os resultados em saúde pública ao longo de suas carreiras.”

Com uma trajetória marcada por liderança científica, pesquisa de ponta e compromisso com o fortalecimento da capacidade científica na América Latina, o Dr. Nogueira passa a integrar um seleto grupo de especialistas cuja atuação transformou o entendimento e o combate a doenças infecciosas no mundo.

O Brasil tem papel de destaque histórico no prêmio, figurando entre os países com maior número de homenageados — 15 cientistas desde 1991 — e consolidando-se como um dos principais polos de excelência mundial em medicina tropical, imunologia e virologia. Pesquisadores brasileiros têm sido continuamente reconhecidos nas últimas décadas por suas contribuições no estudo de arboviroses, doenças negligenciadas e saúde pública global.

A homenagem será oficialmente apresentada durante o ASTMH Annual Meeting 2025, que ocorrerá na próxima semana em Toronto, Canadá, reunindo pesquisadores, profissionais de saúde e formuladores de políticas de todo o mundo.

Foto: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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