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FAMERP desenvolve projeto para tornar mais clara a linguagem sobre Direito e Saúde Pública

A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) está desenvolvendo uma plataforma para tornar mais acessível à população a compreensão de leis e termos técnicos relacionados à Saúde Pública. O projeto de pesquisa, intitulado “Terminologia do Direito e da Saúde Pública (TermoDiSP): estudo diacrônico em prol da acessibilidade terminológica”, conta com financiamento do Programa Jovem Pesquisador da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP).

A pesquisa, de caráter interdisciplinar, estuda como termos das áreas do Direito e da Saúde Pública vêm sendo usados e transformados ao longo do tempo, com foco em temas essenciais como conduta ética médica, vacinação e controle de epidemias. A proposta é traduzir esse vocabulário técnico para uma linguagem mais simples, facilitando o acesso da população à informação de qualidade.

Coordenado pela Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, o projeto está vinculado ao Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da FAMERP e conta com a parceria do Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, Vice-Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciências da Saúde da instituição e Diretor Científico do Centro Integrado de Pesquisas do complexo FAMERP/FUNFARME, além da Profa. Dra. Pascaline Dury, Diretora do Centro de Pesquisa em Linguística Aplicada (CeRLA) da Université Lumière Lyon 2, na França.

De acordo com o Prof. Dr. Marcelo Arruda Nakazone, o projeto prevê a criação de uma plataforma online, gratuita e de fácil acesso, na qual os termos serão explicados de forma clara e objetiva. Também inclui a produção de materiais educativos para profissionais de saúde em formação, incentivando o uso de uma comunicação mais simples, assertiva e acessível no contato com a população.

“Ao aproximar o conhecimento científico das pessoas, o TermoDiSP contribui para o enfrentamento da desinformação e do negacionismo científico, além de favorecer decisões mais conscientes sobre saúde por parte da sociedade”, explica o especialista.

Para a coordenadora do projeto, Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto, a iniciativa busca aproximar o conhecimento jurídico e científico da população. “A plataforma é voltada ao público em geral e representa um primeiro passo na construção de uma fonte confiável, gratuita e acessível de informações jurídicas brasileiras relacionadas à Saúde Pública”, explica.

Segundo a pesquisadora, o projeto também terá impacto direto na formação dos estudantes da instituição. “Além da plataforma, vamos desenvolver materiais didáticos voltados a profissionais da Saúde em formação, com o objetivo de trabalhar boas práticas de comunicação e técnicas de simplificação da linguagem. Esse resultado contribuirá para que futuros profissionais da área estejam melhor preparados para dialogar com a população”, afirma.

A Profa. Dra. Beatriz Curti-Contessoto destaca ainda o caráter inovador da proposta. “O TermoDiSP é um projeto inédito no Brasil. Ao sediar essa iniciativa, a FAMERP se destaca mais uma vez no cenário nacional, pois viabiliza institucionalmente a sua execução juntamente com a criação de uma nova linha de pesquisa especificamente voltada à Terminologia e à comunicação em Saúde”, conclui.

Foto: Johnny Torres / FAMERP Divulgação

Outono eleva risco de doenças respiratórias em crianças; especialista da FAMERP reforça papel da prevenção

Com a chegada do outono, um fenômeno já conhecido pela comunidade médica volta a ganhar força: o aumento expressivo das doenças respiratórias em crianças. Entre os meses de março e agosto, a circulação de vírus respiratórios se intensifica, elevando o número de atendimentos, internações e complicações clínicas na população pediátrica.

O impacto é sentido tanto pelas famílias quanto pelo sistema de saúde, que historicamente registra maior demanda por assistência nesse período.

De acordo com a Profa. Dra. Marcialí Gonçalves Fonseca Silva, subchefe do Departamento de Pediatria e Cirurgia Pediátrica da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), a antecipação é o principal fator de proteção.

“A sazonalidade das doenças respiratórias exige uma abordagem preventiva estruturada. A vacinação contra a gripe, associada a cuidados com a exposição a ambientes fechados e à manutenção de uma alimentação adequada, tem impacto direto na redução das infecções e de suas complicações”, afirma.

A especialista destaca ainda que a imunização contra a influenza, disponibilizada anualmente pelo Ministério da Saúde, é uma das estratégias mais eficazes para conter a evolução de quadros graves, especialmente em crianças menores, mais vulneráveis às infecções.

Outro ponto de atenção é o fortalecimento do sistema imunológico desde os primeiros meses de vida. Nesse contexto, o aleitamento materno desempenha papel central. “O leite materno é reconhecido como a primeira forma de proteção imunológica do bebê. Ele fornece anticorpos essenciais para o enfrentamento dos vírus que circulam com maior intensidade nesse período”, explica.

Além dos benefícios clínicos, a prevenção também tem impacto direto na redução de internações e na diminuição dos custos emocionais e financeiros para as famílias e para o sistema público de saúde.

FAMERP fortalece mobilização regional no enfrentamento à dengue e reafirma compromisso com o SUS

Diante dos desafios impostos pela circulação da dengue e outras arboviroses na região de Rio Preto, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP) sediou o II Fórum Regional de Enfrentamento da Dengue, reunindo autoridades da saúde, gestores públicos e profissionais da Rede de Atenção à Saúde dos 102 municípios do DRS-15.

O encontro reforçou a importância do planejamento integrado, da capacitação contínua e da atuação baseada em evidências científicas para reduzir impactos sociais, assistenciais e econômicos causados pela doença.

A mesa de abertura contou com a presença do vice-diretor geral da FAMERP, Prof. Dr. Aldenis Borim; do diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho; do secretário municipal de saúde de Rio Preto, Dr. Rubem Bottas; do diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS-15), Dr. André Luciano Baitello; e da Chefe do Departamento de Epidemiologia e Saúde da FAMERP, Profa. Dra. Maria Lúcia Machado Salomão.

Ao longo da programação, foram discutidos o cenário epidemiológico regional, estratégias de diagnóstico precoce, manejo clínico e organização da rede assistencial, com atenção especial a grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e pacientes com comorbidades.

Ciência produzida em Rio Preto
A FAMERP tem papel estratégico no enfrentamento à dengue não apenas na formação de profissionais e na articulação regional, mas também na produção de conhecimento científico.

A instituição foi o único centro de pesquisa do Estado de São Paulo nos estudos da vacina brasileira contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e aprovada pela Anvisa. A segurança do imunizante foi avaliada por pesquisadores da FAMERP junto à população de São José do Rio Preto, dentro do Sistema Único de Saúde (SUS).

Esse protagonismo reafirma o compromisso da Faculdade com a ciência pública, a universidade pública e o fortalecimento do SUS como patrimônio da população brasileira.

Formação, pesquisa e assistência integradas
As ações assistenciais realizadas nos hospitais de ensino contam com a atuação direta de professores, pesquisadores, residentes e alunos da FAMERP, integrando ensino, pesquisa e cuidado à população.

Mais do que um evento pontual, o Fórum representa um movimento contínuo de mobilização regional, baseado em responsabilidade pública, cooperação institucional e produção científica qualificada. Rio Preto enfrenta desafios importantes na saúde pública, mas enfrenta com conhecimento, preparo técnico e união.

▶️ Assista à participação do Prof. Dr. Aldenis Borim: https://www.instagram.com/p/DUqTMDVEgZS/

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

Pesquisa liderada pela Famerp e Funfarme coloca Mirassol na largada da vacinação contra Chikungunya

Mirassol entrou para a história da saúde pública brasileira nesta segunda-feira (2) ao se tornar o primeiro município do país a iniciar a vacinação contra a chikungunya. O marco, no entanto, vai além do ato simbólico da primeira dose aplicada: a largada da imunização só foi possível graças aos estudos científicos liderados pela Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp), em parceria com a Fundação Faculdade Regional de Medicina (Funfarme), que garantiram a segurança e a eficácia da vacina.

Mais do que um avanço no combate à chikungunya, o início da vacinação evidencia o impacto direto da pesquisa científica na vida da população, como é o caso da enfermeira Maria do Rozário Drigo Fernandes, que atua no Centro de Saúde II (Postão), em Mirassol. Acostumada a vacinar a população, Maria do Rozário ficou emociona ao ser a primeira brasileira a ser vacinada.

O início da campanha foi acompanhado pelo secretário de Estado da Saúde de São Paulo, Dr. Eleuses Paiva, pela médica infectologista Profª Drª Cassia Estofolete, pesquisadora da Famerp e uma das coordenadoras do estudo. Também estavam presentes o Dr. José Moreira, diretor de Matéria Médica do Instituto Butantan e o diretor-executivo da Funfarme, Prof. Dr. Horácio Ramalho, além do diretor do Departamento Regional de Saúde (DRS-XV), Dr. André Luciano Baitello, e autoridades municipais.

A vacinação em Mirassol é resultado direto de um longo processo de pesquisa clínica, do qual a Famerp foi a única instituição de ensino superior participante. A faculdade esteve envolvida em todas as etapas dos estudos, desde as fases iniciais até os ensaios clínicos mais avançados, consolidando o papel da região como polo estratégico de ciência e inovação em saúde.

Para o secretário estadual da Saúde, Dr. Eleuses Paiva, o protagonismo da Famerp reforça a relevância da instituição no cenário nacional. “A Famerp é um polo de ciência extremamente importante, não só para a região noroeste, mas hoje é um motivo de orgulho para o nosso país”, afirmou.

Segundo Paiva, a participação da faculdade foi fundamental para a comprovação da segurança e da eficácia do imunizante. “A Famerp foi extremamente importante para a gente poder avançar, principalmente nos estudos de fase três, que fizemos no Brasil. A Famerp foi um desses polos, onde nós tratávamos tanto populações mais jovens como populações dessa faixa etária, para ver qual a resposta”, explicou. De acordo com o secretário, os resultados obtidos no país foram equivalentes aos observados em estudos realizados na Europa. “Aqui no Brasil, a resposta foi muito similar: 98,7% dos voluntários tiveram produção de anticorpos neutralizantes”, completou.

O imunizante contra a chikungunya foi desenvolvido pela farmacêutica Valneva, em parceria com o Instituto Butantan, e aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril de 2025. A aplicação inicial ocorre de forma estratégica em municípios considerados de maior risco epidemiológico. Ao todo, dez cidades de quatro estados brasileiros foram selecionadas para esta primeira etapa, com Mirassol abrindo oficialmente a campanha nacional.

O município recebeu um primeiro lote com 2.400 doses e a expectativa é vacinar cerca de 37.500 pessoas. Desde esta segunda-feira, moradores com idade entre 18 e 59 anos podem receber a vacina gratuitamente nas unidades de saúde da cidade.

Durante o evento, o prefeito de Mirassol, Edson Antonio Ermenegildo, destacou a satisfação de o município ter sido escolhido para iniciar a vacinação no Brasil. “Sem ciência, só milagre”, afirmou

A chikungunya é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, o mesmo vetor da dengue e da Zika, e tem apresentado crescimento expressivo no país. Dados do Ministério da Saúde indicam que, somente em 2024, foram registrados 263.502 casos e 246 óbitos no Brasil. A doença pode causar febre alta, dores intensas nas articulações, dores musculares e, em alguns casos, complicações neurológicas. Como não há tratamento antiviral específico, a vacinação é considerada a principal estratégia de prevenção.

Fotos: Johnny Torres / Famerp Divulgação

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